RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 19. (4 Suppl.2)

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Artigos Originais

Os diferentes modos de trabalhar e expressar a humanizaçao no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Different ways of working and expressing the humanization at Hospital de Clínicas in Porto Alegre

Ana Valéria Furquim Gonçalves1; Márcia Ziebell Ramos2

1. Mestranda em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Especialista em Humanizaçao da Atençao e Gestao do Sistema Unico de Saúde (SUS), Enfermeira do Serviço de Emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Membro do Grupo de Trabalho em Humanizaçao
2. Mestre em Psicologia Social e Institucional UFRGS, Psicóloga do Serviço de Psicologia do HCPA, Membro do Grupo de Trabalho em Humanizaçao do HCPA

Endereço para correspondência

Serviço de Emergência
Ramiro Barcelos, 2.350, bairro Rio Branco
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Cep: 90035003
E-mail: avgoncalves@hcpa.ufrgs.br

Estudo desenvolvido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Resumo

Este artigo retrata como o processo de Humanizaçao está sendo interiorizado pelos trabalhadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). O objetivo é destacar e analisar açoes humanizadoras a partir da percepçao dos trabalhadores, representadas em uma mostra de trabalhos que resultaram do II Encontro Pró-Humanizaçao do HCPA, estabelecendo uma relaçao com os dispositivos da Política Nacional de Humanizaçao (PNH). Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa em que foi realizada a análise de documentos. As açoes foram representadas por meio de fotos, pinturas, mensagens, desenhos e maquetes expostas em uma rede, simbolizando o trabalho em conexao desse hospital. A rede, como dispositivo, salientou interpenetraçoes e articulaçoes das experiências e suas possíveis expressoes. Os dispositivos contemplados foram: ambiência, acolhimento, cogestao e saúde do trabalhador. A variedade de materiais expostos e os diferentes modos como foram construídos nos grupos e escolhidos para representarem "açoes de humanizaçao" mostram a potência da singularidade e os impensáveis efeitos que o estímulo à sua expressao possa ter expressao da humanizaçao como os entrelaçamentos que se dao entre usuários e trabalhadores, como a busca de espaços solidários e autogestivos e como algo da ordem do singular, mas também do coletivo. Neste sentido, a mostra, a partir da rede, mostrou-se transversal ao disparar um processo conectivo entre os grupos e as açoes, provocando desde o estranhamento até o reconhecimento por e através da livre manifestaçao em relaçao às experiências de humanizaçao desenvolvidas pelas áreas.

Palavras-chave: Políticas Públicas de Saúde; Humanizaçao da Assistência; Assistência à Saúde; Hospitais de Ensino.

 

INTRODUÇAO

Este artigo retrata como o processo de humanizaçao está sendo interiorizado ou percebido pelos trabalhadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a partir de um conjunto de açoes referentes a esta temática, que foram resultado de uma mostra de experiências apresentadas no II Encontro Pró-Humanizaçao do HCPA que ocorreu em outubro de 2007.

No plano das políticas públicas de saúde, o governo vem se empenhado fortemente na implementaçao de açoes que viabilizem práticas humanizadoras nos serviços destinados a este fim. Para tanto, em 2004 se estabeleceu a Política Nacional de Humanizaçao (PNH), potencializando um movimento pró-humanizaçao já disparado em especial nas instituiçoes hospitalares, referentes ao Programa Nacional de Humanizaçao da Assistência Hospitalar (PNHAH) instituído em 2000.1 A PNH busca qualificar o atendimento dispensado aos usuários, trabalhadores e familiares e resgatar o prestígio do Sistema Unico de Saúde (SUS), tendo como desafio desidealizar o homem, ou seja, pensá-lo em um plano comum, a partir de experiências concretas de vida.2

A PNH, a partir de seus princípios e conceitos centrais: transversalidade, rede e grupalidade, atua no sentido da valorizaçao dos diferentes sujeitos e sua dimensao subjetiva, instiga a autonomia e o protagonismo destes, bem como o fortalecimento do trabalho em equipe e o grau de corresponsabilidade, o estabelecimento de vínculos solidários e a participaçao coletiva, firmando a inseparabilidade entre a atençao e a gestao.3

Sendo assim, os serviços devem se dedicar à produçao de saúde a partir das necessidades individuais e dos coletivos. Para a viabilizaçao desses princípios, a PNH utiliza dispositivos compreendidos como modos de fazer, que sao postos a funcionar envolvendo os coletivos rumo a transformaçoes nos modelos assistenciais e gerenciais vigentes4

O mais recente documento publicado pelo Ministério da Saúde ressalta os seguintes dispositivos como ferramentas para o desenvolvimento de açoes de humanizaçao.5

1. Acolhimento com classificaçao de risco: modo de operar os processos de trabalho, orientando para um bom relacionamento entre todos que participam do processo de promoçao da saúde. Deve fazê-lo com base na postura ética, compartilhamento de saberes e comunicaçao adequada entre os atores envolvidos. Neste sentido, a PNH propoe ferramentas como fluxogramas, protocolos e agendamentos.

2. Equipes de Referência e de Apoio Matricial: arranjo organizacional que busca redesenhar o poder nas instituiçoes quanto à assistência aos usuários, que hoje segue de forma fragmentada, propondo um trabalho interdisciplinar. O apoio matricial é um modo dinâmico e participativo que funciona como retaguarda especializada para equipes e demais trabalhadores.

3. Projeto Terapêutico Singular e Projeto de Saúde Coletiva: sao condutas terapêuticas ofertadas ao usuário nao apenas focadas no processo de doença, mas sim compreendendo o universo no qual o sujeito está inserido; sao articuladas açoes interdisciplinares e o apoio matricial pode ser acionado quando necessário.

4. Projetos de Construçao Coletiva de Ambiência: refere-se ao espaço físico, social, profissional e inter-relacional. Citam-se como exemplos iluminaçao, som, cores, privacidade, conforto, formas, espaço, trabalho em equipe, visitas e acompanhantes, informaçoes, sinalizaçao, acesso, respeito à cultura e às diferenças.

5. Colegiados de Gestao: viabiliza a participaçao dos trabalhadores junto à gestao em relaçao à tomada de decisoes e discussao sobre os processos de trabalho.

6. Programa de Formaçao em Saúde e Trabalho: propoe atividades pautadas no paradigma da educaçao permanente, uma nova relaçao entre os trabalhadores de saúde, havendo encontros e diálogos críticos entre o saber e a prática por meio de reunioes de equipe, pesquisa, atividades de análise.

A educaçao permanente parte do princípio de que as práticas educativas devem envolver conhecimento, participaçao, valores, relaçoes de poder, formas de organizaçao do trabalho, em que o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizaçoes e do trabalho.6

7. Sistemas de Escuta Qualificada: é uma ferramenta gerencial utilizada pelos trabalhadores e usuários, que identifica problemas, aponta críticas e atua como facilitadora nas relaçoes.

8. Visita aberta e direito a acompanhante: os serviços devem dispor de espaços para participaçao e permanência do familiar junto ao usuário.

9. Gerência de porta aberta: tem o intuito de aumentar o grau de comunicaçao entre trabalhadores, gestores e usuários por intermédio de ouvidorias, grupos focais e pesquisa de satisfaçao.

10. Câmara Técnica em Humanizaçao: grupos de trabalho que estudam, discutem, definem e avaliam açoes de humanizaçao a partir dos dispositivos da PNH.

11. Grupo de Trabalho em Humanizaçao (GTH): espaço coletivo organizado formado por diversos profissionais, com a premissa de implantar, estimular e fortalecer açoes voltadas para a valorizaçao do ser humano em um serviço de saúde.

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), uma empresa pública de direito privado, integrante da rede de hospitais universitários do Ministério da Educaçao, vinculado academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem como missao prestar assistência de excelência e referência com responsabilidade social, formar recursos humanos e gerar conhecimentos, atuando decisivamente na transformaçao de realidades e no desenvolvimento pleno da cidadania, tendo como meta em seu processo de gestao a humanizaçao.7

Em 2005, o HCPA formalmente instituiu o GTH composto de representantes das diversas áreas e categorias profissionais do hospital, com o intuito de trabalhar os processos de gestao e assistência à luz dos princípios e dispositivos da PNH. Desde entao tem desenvolvido açoes no sentido de mobilizar os coletivos em relaçao à humanizaçao das práticas de atençao e gestao. Cabe aqui destacar a rede de contatos que se caracterizou por um trabalho de sensibilizaçao nos setores e de identificaçao de atores e açoes convergentes com a política da humanizaçao, buscando implantar os dispositivos da PNH. A rede foi utilizada como estratégia metodológica para a implantaçao da Política Nacional de Humanizaçao no HCPA. Neste sentido, seu objetivo é a potencializaçao dos processos de comunicaçao nas relaçoes institucionais e nos modos de fazer gestao.

Seguindo essa perspectiva, o GTH realizou, em outubro de 2007, o II Encontro Pró-Humanizaçao do HCPA, no qual 669 inscritos provenientes das diversas regioes do estado e Santa Catarina estiverem presentes. Nos encontros preparatórios para o II Encontro, a rede de contatos foi chamada a produzir coletivamente uma mostra de experiências em humanizaçao, podendo manifestar seu trabalho livre e simbolicamente, congregando áreas e sujeitos mobilizados e interessados nesta temática.

A partir da rede de contatos, o GTH trabalhou para que as açoes fossem gestadas no interior de cada equipe, com a participaçao e o comprometimento de todos os envolvidos nos processos de trabalho, entendendo a rede como um sistema acêntrico, hiperconectivo e amplificador, representado pelas redes de trabalhadores, dos serviços e da vida.8

As diversas açoes humanizadoras que estao sendo realizadas no hospital foram representadas em uma mostra por meio de fotos, pinturas, mensagens, desenhos e maquete expostos em uma rede, simbolizando o trabalho em conexao dessa instituiçao. As açoes apresentadas retratam o modo como nesse momento a temática da humanizaçao está sendo tomada pelos grupos de trabalho no hospital.

O GTH, desde a sua implantaçao, buscou trabalhar a humanizaçao para além do senso comum, de modo que as açoes fossem fruto e refletissem cada ato dirigido aos pacientes, trabalhadores e familiares.

O presente estudo tem como objetivo destacar e analisar as açoes humanizadoras desenvolvidas no HCPA a partir da percepçao dos trabalhadores, representadas na mostra de trabalhos do II Encontro Pró-Humanizaçao, estabelecendo relaçao com os dispositivos da PNH.

 

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa, sendo realizada uma análise de documentos e categorizaçao dos dispositivos a partir do material exposto na mostra que se encontra sob a forma de registros junto ao GTH do HCPA.

A opçao pelo estudo de caso de natureza qualitativa deu-se à compreensao que temos de que é "uma categoria de pesquisa, em que o objeto é uma unidade que se analisa aprofundadamente".9:133

Segundo Mynaio10, os estudos de casos sao de relevância em investigaçoes de processos em desenvolvimento, além de proporcionar um exame circunstancial dos mesmos, possibilitando a compreensao do impacto da aplicaçao de medidas em um determinado espaço social.

A mostra de experiências em humanizaçao aconteceu no II Encontro Pró-Humanizaçao do HCPA e se constituiu em uma exposiçao de trabalhos que foram construídos por diferentes equipes do hospital, representando o modo como a humanizaçao, por meio dos seus dispositivos, tem sido trabalhada nas respectivas áreas.

Os diferentes materiais expostos, fotos, maquetes, objetos de trabalho, cartas, rotinas, entre outros, foram afixados numa REDE de pesca que, como pano de fundo, se propôs a capturar, provocar e expressar o entrelaçamento das açoes. "Entrelaçado de fios (de linho, algodao, fibras artificiais ou sintéticas), cordoes, arames, etc., formando uma espécie de tecido de malha aberto, composto em losangos ou em quadrados de diversos tamanhos" 11:2406

Utilizada para diversos fins, a rede se produz de um entrelaçamento, de justaposiçoes, de nós, de tramas, de encontros e de desencontros. Possibilita conexoes impensáveis e inusitadas ao unir por vezes pontos distantes ou até mesmo divergentes. E protagoniza a possibilidade de construçao do novo. Entende-se a rede como um grupo, como espaço de produçao e criaçao. Redes que produzem sentidos e sujeitos, construindo os caminhos e as histórias dos coletivos.

 

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os materiais expostos na rede estao apresentados no Quadro 1, de acordo com a área de origem, o dispositivo a que se refere e a açao de humanizaçao que representa.

 

 

Os dispositivos contemplados pelas áreas sao identificados como ambiência, acolhimento, cogestao e saúde do trabalhador. Observa-se que os efeitos das açoes descritas podem repercutir de modo a amplificar seus objetivos, fazendo com que mais de um dispositivo ao mesmo tempo estejam sendo utilizados. A variedade de materiais expostos e os diferentes modos como foram construídos nos grupos e escolhidos para aqui representar "açoes de humanizaçao" mostram a potência da singularidade e os impensáveis efeitos que o estímulo à sua expressao possa ter.

Foram expostos brinquedos produzidos por e com as crianças internadas, toucas coloridas e personalizadas a serem usadas pelos trabalhadores nas áreas fechadas: bloco cirúrgico e centro obstétrico, garrotes de diferentes cores e adesivos utilizados nas coletas, experiências com diferentes técnicas e recursos que buscam o conforto, o alívio da dor, fotografias que captam imagens e expressoes únicas e inusitadas das atividades e entrelaçamentos que se dao entre usuários e trabalhadores.

Também foram apresentadas experiências voltadas para a atençao e valorizaçao da saúde do trabalhador, pensando no funcionário novo, no funcionário doente e na prevençao nos locais de trabalho. As Rodas de Conversa, o Grupo Bee (abelha) do Serviço de Pediatria, os Boletins Informativos sobre saúde e trabalho, o Projeto Integrar12 desenvolvido junto aos funcionários recém-admitidos e fotografias que registram as atividades realizadas no dia do Auxiliar de Processamento de Roupas (data escolhida pelo grupo de trabalhadores da lavanderia do hospital), que, no sentido de valorizar seu trabalho e seu ofício, criaram o seu dia.

Representam o fluxo e o movimento dos grupos de trabalho no hospital no sentido dos modos de ser e estar no trabalho. As diferentes e até mesmo contrastantes experiências apresentadas refletem as particularidades de cada grupo, mas convergem para a busca de espaços solidários e autogestivos. Cabe aqui destacar alguns termos - Rodas, Grupo Bee, Integrar, Informativo, Dia do - que produzem sentido na medida em que sao escolhidos para nomear açoes identificadas como humanizadoras. Esses termos falam de um modo de compreender a humanizaçao como algo do coletivo, mas também único, como algo a ser construído e a ser compartilhado pelo e através do grupo, ou seja, como transversal.

Essa transversalidade é também manifestada pelos momentos e espaços de expressao e escuta que aparecem na forma de oficinas, cartas, comunidade no orkut, cartoes de aniversário e processos de trabalho tais como o acolhimento implantado no Serviço de Emergência, Centro Obstétrico e Unidade Básica de Saúde do HCPA. A aposta coletiva da humanizaçao é representada pelos grupos e pelas reunioes desenvolvidas junto aos usuários e trabalhadores, cujo exercício da cogestao é que impulsiona o trabalho dos grupos. Entende-se que cogestao é uma diretriz ética e política que propoe uma gestao voltada para o trabalho em equipe, em que realmente as açoes sejam avaliadas, planejadas, executadas e cujas decisoes tomam forma a partir do compartilhar da coletividade.13

Estas foram algumas das experiências escolhidas que destacam o modo de pensar a humanizaçao a partir da singularidade dos grupos e equipes, entendendo a humanizaçao mais como uma ferramenta capaz de tranversalizar os fluxos e os acontecimentos e como modo de pensar e produzir, do que como uma prática humanitária e caritativa.

 

CONSIDERAÇOES FINAIS

Os tantos tipos de objetos e outras formas de manifestaçao presentes na mostra tiveram deliberadamente como pano de fundo uma rede caracterizando o entrelaçamento dos dispositivos e dos inúmeros sentidos produzidos por e sobre a humanizaçao no hospital. As redes de contato aqui descritas habitam o espaço hospitalar. Local de tratamento de doenças e de produçao de saúde, de muitos fazeres e saberes que, por vezes, ao funcionar de forma disciplinarizada e hierarquizada, distancia seus diferentes atores no cotidiano. Assim, a proposta foi conectar, aproximar e produzir encontros.

A rede visibilizou o entrelaçamento dos dispositivos que, quando ali representados, aparecem enredados, de modo que algumas de suas expressoes, tais como as coletivas, se "misturam", chegando a se (con) fundir. Assim, algo inicialmente nominado como saúde do trabalhador pode expressar cogestao; acolhimento pode representar a ambiência; e tantos outros entrelaçamentos quanto forem possíveis poderao ali ser identificados.

As experiências foram potencializadas na medida em que, a partir deste trabalho, buscou-se transversalizar no sentido de um grau máximo de comunicaçao e "de abertura que garante as práticas de saúde à possibilidade de diferenciaçao ou invençao, a partir de uma tomada de decisao que faz dos vários atores sujeitos do processo de produçao da realidade em que estao implicados",.2:393

A mostra de experiências do II Encontro Pró-Humanizaçao do HCPA foi organizada de modo a disparar um processo conectivo entre os grupos e as açoes, provocando desde o estranhamento até o reconhecimento através da livre manifestaçao em relaçao às experiências de humanizaçao desenvolvidas pelas áreas. A rede como dispositivo apontou as interpenetraçoes e articulaçoes entre essas experiências e as expressoes possíveis das mesmas. Desta forma, dá visibilidade aos modos de gestao e atençao expressados na forma de como os grupos tomam a questao da humanizaçao no dia-a-dia do seu trabalho no hospital.

 

REFERENCIAS

1. Falk MLR, Ramos MZ, Salgueiro JB, Gobbi A. Contextualizando a Política Nacional de Humanizaçao: A experiência de um Hospital Universitário. Bol Saúde,Porto Alegre. 2006;20(2):135-44.

2. Benevides R, Passos E. Humanizaçao na saúde: um novo modismo. Interface - Comunic, Saúde. 2005:9(17):389-406.

3. Santos Filho SB. Um olhar sobre o trabalho em saúde nos marcos teórico-políticos da saúde do trabalhador e do HUMANIZASUS: o contexto do trabalho no cotidiano dos serviços de saúde. In: Santos Filho SB, Barros MEB. Trabalhador da saúde: muito prazer! Protagonismo dos trabalhadores na gestao do trabalho em saúde. Ijuí: Ed. Unijuí; 2007.p.73-96.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Humaniza SUS. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.

5. Brasil. Ministério da Saúde.Secretaria de Atençao à Saúde Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanizaçao Humaniza SUS. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Ministério da Saúde.. 4ª ed.. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. Textos Básicos de Saúde.

6. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria 198, de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educaçao Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Unico de Saúde para a formaçao e o desenvolvimento dos trabalhadores para o setor e dá outras providências. Diário Ofi cial da Uniao, Brasília, 16 de dezembro de 1994, n. 32, seçao 1, p. 19.31-19.302.2004.

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8. Teixeira RR. As redes de trabalho afetivo e a contribuiçao da saúde para a emergência de uma outra concepçao de público. working-paper apresentado na Research Conference on: Rethinking "the Public" in Public Health: Neoliberalism, Structural Violence, and Epidemics of Inequality in Latin America.Center for Iberian and Latin American Studies.University of California, San Diego. 2004. [Citado em 2008 set. 12]. Disponível em: htt:/www.corposem.org.rizoma/.

9. Triviños AS. Introduçao à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educaçao. Sao Paulo: Atlas; 1987.

10. Minayo MCS. O desafi o do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10ª ed. Sao Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco; 2007.

11. Houaiss A, Villar MS. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva; 2001.

12. Projeto Integrar. Hospital de Clínicas de Porto Alegre. [Citado em 2008 out. 23]. Disponível em www.hcpa.ufrgs.br.

13. Brasil. Ministério da Saúde.Secretaria de Atençao à Saúde. Política Nacional de Humanizaçao. Humaniza SUS: gestao participativa co-gestao. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.