RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 15. 3

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Editorial

Reestruturaçao da biblioteca José Baeta Vianna

Andy Petroianu

 

Desde os tempos mais antigos, na Grécia e no Egito, os sábios com todo o conhecimento existente reuniam-se em bibliotecas. Posteriormente, esses locais tornaram-se núcleos de ensino, que evoluíram para universidades e até hoje na biblioteca está o cerne e a alma cultural da sociedade. Parodiando Monteiro Lobato em "um país se faz com homens e livros", pode-se dizer que "um profissional da saúde se faz com doentes e livros".

A Biblioteca José Baeta Vianna foi inaugurada no início da década de 1960 e, em pouco tempo, tornou-se uma das melhores da América Latina em número de livros e com mais de mil periódicos atualizados ao mês. Nessa época, como Biblioteca da Medicina, ela atendia a uma comunidade constituída por menos de 5.000 médicos, professores e estudantes. Entretanto, a realidade atual é diferente, pois, dentro da mesma estrutura inicial, já em parte destruída pelo tempo, ela tornou-se a Biblioteca da Saúde e está disponível para mais de 30.000 estudantes e profissionais de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia, Nutrição, Fisioterapia, além de muitos outros que buscam conhecimento em suas estantes.

Apesar dessa prestigiosa posição, é lamentável perceber a carência de livros, de periódicos e de material informatizado, que tem afastado os usuários daquela que era um dos lugares mais freqüentados de nossa Universidade. Tal situação de extrema gravidade prejudica não apenas a formação profissional, mas também as consultas em busca de soluções individuais e coletivas na área da Saúde.

A única maneira de modificar essa triste realidade é propor a construção de uma nova biblioteca, que harmonize o tradicional acervo de livros e periódicos com as hipermídias, em que a imagem, o texto e o som se completam. Esse complexo de informações científicas irá englobar setores de consultas, além de um centro de eventos, conectado por rede em tempo real, para transmissões locais e a distância. A nova edificação terá ainda outros auditórios, salas de aula e um Departamento de Ética, que reunirá as principais entidades de classe da saúde. O Centro de Memória da Medicina e a Revista Médica de Minas Gerais também ocuparão um espaço de destaque na Biblioteca. Uma área de convivência, com exposições, lanchonete, terminais de computador e de bancos, bem como todos os recursos que facilitem as diferentes necessidades dos freqüentadores da Biblioteca completarão a nova estrutura composta por oito pavimentos de mil metros quadrados cada um.

Essa obra pode ser concretizada no período de um ano, desde que se consigam recursos financeiros suficientes. Para que todos possamos ver a nossa querida J. Baeta Vianna tornar-se novamente uma das melhores bibliotecas universitárias e um local que todos teremos prazer em freqüentar, é indispensável a criatividade e as idéias de todos. O projeto preliminar está disponível. Por favor, tragam sugestões para seu aprimoramento e para a obtenção dos recursos que tornarão a Nova J. Baeta Vianna uma realidade feliz.

 

Andy Petroianu
petroian@medicina.ufmg.br