RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 15. 1

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Artigos Originais

Situação do aleitamento materno e práticas de alimentação complementar em crianças com até 24 meses de idade no município de Moema, MG

Breastfeeding situation and complementary food practices in children up to 24 months age in Moema city, MG

Francis Magalhães Gonçalves1; Shinaider Fonseca Rosa1; Francisco José Ferreira da Silveira2

1. Acadêmicos da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG)
2. Doutor em Pediatria, Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

Endereço para correspondência

Francis Magalhães Gonçalves
Rua Bambuí, número 699, bairro Anchieta
CEP 30310-320
e-mail: dr.francis@ig.com.br

Data de Submissão: 25/05/04
Data de Aprovação: 25/10/04

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

Resumo

OBJETIVO: conhecer a duração e a prevalência do aleitamento materno no município de Moema, Minas Gerais.
MÉTODO: estudo do tipo transversal, com componente retrospectivo, realizado no município de Moema. Foram consideradas as crianças com até 24 meses de idade. A estimativa era de 180 crianças nesta faixa etária no município. Utilizou-se um questionário que visava obter as seguintes informações: idade da criança, duração (em meses) do aleitamento materno e início do uso de alimentos complementares. A duração estimada de aleitamento materno foi obtida pelo método de Kaplan-Meier. As análises foram feitas nos programas EPIINFO, versão 6.04d. e do KMSURV.
RESULTADOS: Foram estudadas 170 crianças, sendo 48,5% do sexo masculino e 51,5% do sexo feminino. A mediana estimada da duração do aleitamento materno exclusivo foi de 75 dias, enquanto do aleitamento materno, independentemente do uso de outros alimentos, de 195 dias. Em relação ao uso de alimentos complementares, os chás já eram consumidos por 33,6% das crianças no primeiro mês de vida e por 46,2% no segundo mês; a água por 17,1% no primeiro mês e por 32,9% no segundo.
CONCLUSÃO: A duração do aleitamento materno exclusivo está muito inferior à recomendação atual, que é de seis meses. Alimentos complementares de baixo valor nutritivo, principalmente chás, são introduzidos precocemente. A duração do aleitamento materno, independentemente do uso de outros alimentos, também está ainda distante das recomendações atuais.

Palavras-chave: Aleitamento materno; Alimentação artificial; Recém-nascido; Lactente; Substitutos do leite

 

INTRODUÇÃO

O leite materno é o alimento mais adequado para o lactente. As recomendações atuais são de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e associado ao uso de alimentos complementares até, pelo menos, dois anos de idade.

Há inúmeras vantagens na sua utilização, pois além de ação protetora, imunomoduladora, fornece os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento adequados da criança nos primeiros meses de vida. Estudos demonstram efeitos positivos da amamentação em relação à diminuição da mortalidade infantil, principalmente em populações pobres de países subdesenvolvidos1. Revisão de estudos realizados em seis países (Brasil, Filipinas, Gâmbia, Gana, Paquistão e Senegal), em relação à mortalidade infantil abaixo de dois anos de idade, mostrou que crianças que não eram amamentadas, com menos de dois meses, tinham 5,8 vezes mais chances de não sobreviver; nas que tinham entre dois e quatro meses de idade, a chance de não sobreviver era 4,1 vezes maior2.

Em relação à morbidade, já foi demonstrado o efeito protetor do leite materno, principalmente em relação a doenças infecciosas, como diarréias, pneumonias e otites3. No que diz respeito a doenças alérgicas, também há evidências de menor incidência em crianças amamentadas4, o que acontece também com outras doenças, como diabetes5, artrite reumatóide6, linfomas7 e anemia ferropriva8.

As vantagens nutricionais também são importantes, tendo sido demonstrada maior prevalência de deficiência peso/idade nas crianças que recebiam aleitamento misto com menos de seis meses de idade, em relação às que eram exclusivamente amamentadas9. Além disso, há maior biodisponibilidade do ferro no leite materno, o que auxilia na prevenção da anemia ferropriva.

Evidências sugerem, ainda, que o aleitamento materno pode interferir de forma positiva no desenvolvimento cognitivo10, além de oferecer vantagens psicológicas para a mãe e a criança.

A introdução correta de alimentos complementares é importante no combate à desnutrição infantil, pois o período crítico do desenvolvimento do déficit nutricional se dá entre seis e 24 meses de idade. Esses alimentos devem ser introduzidos a partir de seis meses de idade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda três refeições diárias de alimentos complementares para as crianças de seis a 12 meses de idade que amamentam, e cinco refeições a partir de 12 meses de idade11. Os alimentos complementares devem ter nutrientes de alta densidade energética, além de quantidade satisfatória de proteínas, vitaminas e sais minerais.

A partir da década de 70, com o surgimento de mais estudos que evidenciavam os prejuízos do desmame precoce para a saúde infantil, houve mobilização de entidades da sociedade civil e de profissionais de saúde, e posteriormente, de setores governamentais, com a instituição de programas visando aumentar os índices de aleitamento materno no Brasil. Esses acontecimentos se deram a partir de uma tendência mundial nesse sentido a partir dos anos 60. Desde então, houve tendência ao aumento das taxas de amamentação12. No entanto, a duração do aleitamento materno, e principalmente do aleitamento materno exclusivo, ainda está distante das recomendações atuais13.

O retorno à prática do aleitamento materno ocorreu inicialmente nas elites urbanas de países desenvolvidos, após a ampla divulgação dos seus benefícios. Nesses países, a amamentação é mais praticada pelos grupos de melhor nível sócioeconômico. No Brasil, esta tendência é observada em estudos realizados em grandes áreas urbanas e em regiões mais desenvolvidas14-16. Em regiões mais pobres, as mães de nível sócioeconômico mais baixo e as que residem em áreas rurais amamentam por mais tempo17,18.

Considerando-se que a freqüência e a duração da amamentação é variável de acordo com a localidade e a região, é importante a realização de estudos que visem conhecer a situação nos diversos municípios e regiões, no sentido de auxiliar no direcionamento de ações de combate ao desmame precoce, na prevenção da desnutrição e de outras doenças. Este estudo foi realizado com o objetivo de conhecer a situação do aleitamento materno no município de Moema, MG. O município é de pequeno porte, a maioria da população tem baixo poder aquisitivo e a atividade econômica principal é a agropecuária, principalmente a produção de leite, vendido para indústrias, como a Embaré e a Nestlé. O comércio é constituído essencialmente por pequenos estabelecimentos, com a comercialização de insumos básicos para a população. O PIB por habitante é um dos cinco menores da região centro-oeste do estado19. A maioria da população da área urbana (aproximadamente 90% dos domicílios) recebe água tratada, o que acontece também em relação à rede de esgoto. No entanto, a área rural não é contemplada com esses benefícios.

 

MATERIAIS E MÉTODO

A pesquisa foi realizada no município de Moema, situado a 160 quilômetros de Belo Horizonte, na região do Alto São Francisco. A população total do município era de 6.724 habitantes, de acordo com o censo de 2000.

O estudo foi do tipo transversal, com informações das mães sobre o tempo em que a criança foi amamentada. Deve-se considerar a possibilidade de viés de memória. No entanto, estudos já avaliaram e consideraram satisfatória a confiabilidade de informações retrospectivas das mães sobre a duração do aleitamento materno20,21. Para efeito de análise estatística, considerou-se que as crianças foram acompanhadas para a determinação do tempo de ocorrência de um evento, neste caso a interrupção do aleitamento materno, possibilitando a construção de curvas de duração estimada por meio do método de Kaplan-Meier, também chamado de estimador limite-produto. O método permite a inclusão de crianças que não foram seguidas até a ocorrência do evento, ou seja, no momento da entrevista, ainda estavam sendo amamentadas. Os gráficos são construídos com as estimativas da função de sobrevivência, que é a possibilidade da criança ainda estar amamentando em cada período de tempo. A mediana estimada de duração do aleitamento materno é a idade em que 50% das crianças ainda estariam sendo amamentadas e 50% já teriam abandonado o hábito. Quanto ao aleitamento materno exclusivo, considerou-se a ocorrência da introdução na dieta regular da criança de qualquer suplemento alimentar, inclusive água, chás e sucos.

Foram consideradas todas as crianças com até 24 meses de idade, residentes nas áreas urbana e rural do município de Moema. A estimativa era de serem pesquisadas 180 crianças, de acordo com informações fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde. Houve perda de dez crianças (5,5%), de mães que não foram encontradas para serem entrevistadas.

A coleta de dados foi realizada no período de fevereiro a abril de 2003, por alunos do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, que cursavam a disciplina Internato Rural no município.

O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário, com possibilidade de se obterem informações sobre idade e aspectos de saúde da criança, idade de interrupção do aleitamento materno e idade em que foram introduzidos alimentos complementares. Este questionário foi adaptado de estudo realizado na região do Alto Jequitinhonha no ano de 200022, com modificações que fossem adequadas a esta pesquisa.

O recrutamento das crianças foi feito com o auxílio dos agentes comunitários de saúde, sendo que todas as crianças estavam cadastradas no Programa de Saúde da Família (PSF).

A entrevista foi realizada com as mães, inicialmente no Centro de Saúde e, posteriormente, nas residências das crianças, no caso das que não haviam comparecido à unidade.

Foram utilizados os indicadores de aleitamento materno propostos pelo grupo de trabalho da Organização Mundial de Saúde23.

  • aleitamento Materno Exclusivo (AME): o leite materno é o único alimento da criança, à exceção de medicamentos.
  • aleitamento Materno Predominante (AMP): o leite materno é a principal fonte de alimento da criança, porém esta recebe também outros líquidos (água, chás, sucos, etc.). Não se incluem aqui crianças que recebem outro leite.
  • aleitamento Materno Completo (AMC): amamentação exclusiva + amamentação predominante.
  • aleitamento Materno Complementado (AMCD): a criança recebe leite materno e alimentos semi-sólidos e/ou sólidos.
  • aleitamento Materno (AM): a criança recebe leite materno, independente do uso de qualquer outro alimento.
  • Os dados foram processados e analisados em microcomputador, por meio dos programas Epi-Info, versão 6.04d e Kmsurv, que foi utilizado para análise de sobrevivência e cálculo de mediana estimada da duração do aleitamento materno, pelo método de Kaplan-Meier.

     

    RESULTADOS

    Foram estudadas 170 crianças, sendo 48,5% do sexo masculino e 51,5% do sexo feminino.

    A mediana estimada de duração do aleitamento materno exclusivo foi de 75 dias, enquanto do aleitamento materno, independentemente do uso de outros alimentos, foi de 195 dias (Gráfico 1). De acordo com o método utilizado, 88,2% das crianças estavam em aleitamento materno no primeiro mês de vida, 50% aos seis meses de idade, 22% com 12 meses e próximo a zero com 24 meses. Em relação ao aleitamento materno exclusivo, os percentuais eram de 78,2% com um mês, e de 8,2% com seis meses de idade.

     


    Gráfico 1 - Curvas de duração estimada do aleitamento materno.

     

    Em relação ao uso de alimentos complementares, os chás eram consumidos por 33,6% das crianças no primeiro mês, por 46,2% no segundo mês e por 74,1% no sexto mês. Água era utilizada por 17,1% no primeiro mês, por 32,9% no segundo mês, e por 80,8% até cinco meses de idade. Os sucos eram dados com um mês de vida para 3,1% das crianças, com aumento progressivo até os cinco meses (75,2%). Em relação ao leite de vaca, 3,1% das crianças já o utilizavam com menos de um mês de vida e 42,7%, com cinco meses (Tabela 1).

     

     

    DISCUSSÃO

    A mediana estimada de 75 dias para o aleitamento materno exclusivo em Moema está ainda distante das recomendações atuais, que é de seis meses, apesar de ter sido superior a alguns estudos realizados recentemente no país24 e no estado de Minas Gerais18,25,26.

    Em relação ao aleitamento materno, independentemente do uso de outros alimentos, a mediana também está inferior ao recomendado atualmente, que é de pelo menos 24 meses de idade. Estudos recentes mostram resultados semelhantes ou durações discretamente maiores, em Minas Gerais18,25-27 e em outros estados28-31.

    Quanto aos alimentos complementares, há utilização precoce de alimentos de baixo valor nutritivo, principalmente de chás. O elevado índice de utilização destes no primeiro mês de vida deve-se, provavelmente, a uma esperada ação terapêutica (culturalmente aceita). Água e sucos também foram introduzidos de forma precoce em uma quantidade considerável de casos, refletindo hábitos culturais e talvez a falta de orientação das mães, que acreditam serem estes líquidos necessários nos primeiros meses. O leite de vaca foi introduzido precocemente em pequeno percentual de crianças, porém houve aumento progressivo de seu uso, sendo que, com cinco meses de idade, pouco menos da metade já o utilizava. O leite de vaca é, portanto, um alimento ainda freqüente em menores de seis meses de idade, fato que preocupa devido aos efeitos prejudiciais de seu uso para a saúde infantil.

    A introdução precoce de alimentos complementares em lactentes pode trazer prejuízos em relação à morbidade infantil, além de não oferecer vantagens6. Os índices ainda insatisfatórios de aleitamento materno exclusivo em todo o país são preocupantes, principalmente em regiões mais pobres, onde a mudança de hábitos alimentares inadequados poderia repercutir positivamente, reduzindo a morbimortalidade infantil.

    Os resultados evidenciam a necessidade da implementação de ações no sentido de melhorar os índices de aleitamento materno na população estudada, porém existem dificuldades a serem superadas. Alguns hábitos, como o aleitamento materno exclusivo, não são reconhecidos pelas mães e pela população como os mais adequados. Há necessidade de participação mais efetiva dos serviços de saúde, principalmente das maternidades e dos serviços de atenção básica, com o objetivo de informar as mães das vantagens do aleitamento materno. Embora as vantagens do aleitamento materno sejam amplamente descritas na literatura médica e conhecidas atualmente pela maioria dos profissionais de saúde, ações efetivas são pouco realizadas, principalmente em relação ao aleitamento materno exclusivo.

    Atualmente, o município de Moema não realiza programas específicos de promoção e apoio ao aleitamento materno, havendo apenas ações isoladas, praticadas por alguns profissionais de saúde. O município possui equipes de PSF, o que poderia facilitar essas ações de forma mais abrangente e organizada, já que os profissionais, principalmente os agentes comunitários de saúde, atuam próximo às famílias e, portanto, a capacitação e o treinamento adequados para a equipe poderiam repercutir favoravelmente.

     

    CONCLUSÕES

    A duração do aleitamento materno é insatisfatória no município de Moema, sendo semelhante ao do restante do país, principalmente em relação ao aleitamento materno exclusivo. Esforços devem ser feitos no sentido de diminuir o desmame precoce, com a modificação de hábitos inadequados de alimentação infantil, como a introdução precoce de alimentos complementares.

    Os resultados encontrados no município de Moema indicam a necessidade da implantação de ações com a finalidade de melhorar os hábitos alimentares dos lactentes, e provavelmente será importante a participação das equipes de PSF, modelo que privilegia a atenção básica e que focaliza, principalmente, a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

     

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