RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 13. 2

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Artigos Originais

Epidemiologia das fraturas de acetábulo atendidas no Hospital Maria Amélia Lins

Epidemiology of acetabular fractures in Maria Amélia Lins Hospital

Fernando Milton da Cunha1; Gustavo Arthur Nippes2; Nilton Luiz Corrêa de Almeida3; Paulo Sérgio Fonseca3; Gilberto Ferreira Braga4

1. Prof. Adjunto-Doutor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
2. Ex-Médico Residente do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL) da FHEMIG
3. Ortopedista do HMAL
4. Preceptor-Chefe da Residência de Ortopedia do HMAL

Endereço para correspondência

Fernando Milton da Cunha
Rua Mandacaru, 120 - Bairro Braúnas
Belo Horizonte, MG CEP 31-370-270
Telefone (31) 3496-6845
E-mail: cunhafm@br.inter.net

Trabalho realizado no Hospital Maria Amélia Lins (HMAL) da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), em parceria com o Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

Foram estudadas 137 fraturas de acetábulo, observadas em 134 pacientes admitidos no Hospital Maria Amélia Lins, no período de 1996 a 1999, com o objetivo de avaliar características epidemiológicas e método de tratamento empregado. A média de idade foi de 35,8 anos, sendo 100 (74,6%) pacientes do sexo masculino e 34 (25,4%) do feminino. Acidentes automobilísticos foram responsáveis por 112 (83,6%) internações. O lado direito foi acometido 47 (35,1%) vezes, o esquerdo 84 (62,7%) e três pacientes tiveram fratura bilateral. Luxação do quadril esteve presente em 76 (59,4%) casos. Observaram-se 87 (64,9%) portadores de lesões associadas, com predomínio de outras fraturas. Lesão do nervo ciático foi diagnosticada em 13 pacientes, sendo somente uma identificada no ambulatório de pronto atendimento. A fratura da parede posterior foi a mais observada (34 casos). O tratamento conservador foi realizado em 56,2%. Concluiu-se que essa fratura é de grande morbidade, sendo imprescindível a avaliação completa dos pacientes em busca de lesões associadas. É possível classificar a maior parte das fraturas por meio do estudo radiográfico de rotina.

Palavras-chave: Fratura, Acetábulo, Epidemiologia, Classificação, Morbidade

 

As atividades mecanizadas, o incremento da construção civil e o uso de veículos automotores como meio de transporte e de trabalho têm levado ao expressivo aumento dos traumas de alta energia, com elevação da morbimortalidade da população. Em conseqüência disso, é cada vez maior o número indivíduos em fase economicamente ativa afastados de suas atividades laborais pela doença "trauma".

As fraturas de acetábulo (FA) figuram nesse cenário como lesões nitidamente relacionadas ao politraumatizado, demandando tempo prolongado de hospitalização, demorado retorno ao trabalho e morbidade significativa, muitas vezes levando a aposentadoria precoce por invalidez e a pesado encargo para o sistema de saúde e para a comunidade.

O conhecimento das particularidades e nuances das fraturas de acetábulo é importante para se estabelecerem normas para tratamento e prevenção. O estudo descritivo é uma das formas de trazer à tona informações que ficariam ocultas nos registros hospitalares.

Diversas classificações foram propostas para determinar os tipos de fratura do acetábulo. As mais utilizadas são as de Judet & Letournel1, de Tile2, da AO3 e a universal.4

O tratamento conservador era o método de escolha para essas fraturas, porém, com o avanço das técnicas e dos implantes cirúrgicos, a maior experiência dos ortopedistas com essa lesão e a constante busca por melhores resultados, o procedimento cirúrgico passou a ser mais empregado.5

O objetivo deste trabalho é estudar as fraturas de acetábulo admitidas no Hospital Maria Amélia Lins (HMAL) quanto a características epidemiológicas, classificação radiográfica e tipo de tratamento empregado.

 

CASUÍSTICA E MÉTODO

Trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, transversal e observacional, realizado no HMAL, no período de janeiro de 1996 a dezembro de 1999, abrangendo 134 pacientes com 137 fraturas do acetábulo.

O levantamento dos casos foi feito junto ao Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME/HMAL), por meio da identificação dos registros com os diagnósticos: fratura do acetábulo fechada (808.0/2 ou S32.4.0) e fratura do acetábulo aberta (808.1/0 ou S32.4.1) da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) 9 e 10, respectivamente.

Foi elaborado formulário de pesquisa para registro das variáveis estudadas. A análise dos prontuários foi feita por médicos residentes orientados por titulares do Serviço.

As fraturas foram classificadas com base nas radiografias ou nas anotações do prontuário, segundo os critérios propostos por Tile2 (Quadro 1).

 

 

A rotina do HMAL, para o estudo radiográfico das FA, consiste de radiografia panorâmica de toda a pelve na incidência ântero-posterior e das incidências ântero-posterior e oblíquas (ilíaca e obturatriz) do quadril acometido. A tomografia computadorizada (TC) é solicitada nas seguintes situações: quando as radiografias simples deixam dúvidas quanto à natureza e à extensão das fraturas; se há suspeita radiológica de lesão do anel pélvico ou do sacro; quando a indicação de tratamento cirúrgico ou conservador não pode ser feita somente com radiografias simples; e quando o estudo tomográfico se torna necessário para o melhor planejamento operatório. Nos casos em que há fragmento da parede posterior, realiza-se o estudo dinâmico, sob anestesia, para verificar a estabilidade articular ou a presença de fragmento livre dentro da articulação.

Os dados obtidos foram lançados em banco de registros do programa EPI-INFO 6.04, para se efetuarem as análises estatísticas. Foram avaliadas as freqüências, as medidas de tendência central e de variabilidade, além da comparação entre porcentagens e da associação de variáveis. O grau de significância para todas as análises foi de 0,05.

 

RESULTADOS

A média de idade dos pacientes com FA foi 35,8 ± 12,8. O paciente mais jovem estava com 13 anos e o mais velho, com 71. A distribuição quanto à faixa etária está representada na Figura 1. Não houve predomínio (p=0,59) de nenhuma faixa etária, porém 62,7% dos pacientes encontravam-se entre 20 e 40 anos.

 


Figura 1 - Distribuição dos 134 pacientes portadores de fraturas de acetábulo, atendidos no HMAL de 1996 a 1999, quanto à faixa etária.

 

Quanto ao sexo, 34 (25,4%) pacientes eram do sexo feminino e 100 (74,6%), do masculino. Houve predomínio (p<0,01) do sexo masculino, com relação de 2,9:1.

A distribuição dos atendimentos quanto ao ano mostrou que 34 (25,4%) pacientes foram atendidos em 1996, 45 (33,6%) em 1997, 29 (21,6%) em 1998 e 26 (19,4%) em 1999. Houve diminuição entre 1997 e 1998 (p=0,02).

Ao analisar a distribuição de freqüência das profissões, observou-se predomínio (p<0,01) dos trabalhadores da área de serviços. A Tabela 1 mostra a incidência de casos conforme a atividade profissional.

 

 

Em relação à procedência, 49 (37,1%) pacientes eram do interior de Minas Gerais, 45 (34,1%) de Belo Horizonte, 35 (26,5%) da Região Metropolitana da capital, três (2,3%) de outros estados e, em dois casos, esse dado não foi obtido. Apesar de a maioria ser proveniente do interior, não houve diferença significativa (p=0,60).

Os acidentes de transporte foram responsáveis por 112 (83,6%) internações, sendo as 22 (16,4%) restantes secundárias a outras causas (queda de altura, queda da própria altura, soterramento e causas não-especificadas). Houve predominância estatística dos acidentes de trânsito (p<0,01).

O lado direito foi acometido 47 (35,1%) vezes; o esquerdo, 84 (62,7%), e três (2,2%) pacientes tiveram fratura bilateral. Houve predomínio do lado esquerdo (p<0,01).

O atendimento primário foi feito no Pronto Socorro da Instituição (Hospital João XXIII) em 115 (85,8%) casos, sendo os 19 (14,2%) restantes encaminhados de outros serviços de urgência.

Lesões associadas foram observadas em 87 (64,9%) pacientes. Os outros 47 (35,1%) tiveram fratura de acetábulo como única lesão. Houve predomínio dos politraumatizados (p<0,01).

Os pacientes com lesões associadas apresentaram 65 fraturas em outras regiões (59 fechadas e seis expostas), nove traumatismos cranianos, seis luxações, cinco traumatismos abdominais, quatro traumatismos torácicos, quatro traumatismos pélvicos, duas lesões ligamentares e seis outros tipos de traumatismos de menor gravidade. Em somente um caso o relatório de transferência descreveu a lesão do nervo ciático; no entanto, outros 13 pacientes tiveram esse diagnóstico feito no Hospital Maria Amélia Lins, quando do exame de admissão. Essas 14 lesões do nervo ciático, ocorridas anteriormente ao tratamento, corresponderam a 10,2% dos casos.

Foram observadas duas luxações no pé e uma em cada uma das demais regiões: quadril contralateral, joelho, tornozelo e ombro.

A distribuição topográfica das fraturas associadas encontra-se na Tabela 2.

 

 

Em 128 (93,4%) das FA a classificação foi feita por meio do estudo radiográfico simples de rotina. Nas nove (6,6%) restantes, não foi possível fazer a classificação, pois houve extravio das radiografias iniciais e os dados do prontuário foram insuficientes para enquadrá-las na classificação empregada.

O estudo tomográfico foi utilizado em 88 (68.7%) das FA. A Tabela 3 mostra a distribuição de freqüência das fraturas quanto à classificação de Tile2. Não houve predomínio (p=0,09) das fraturas da parede posterior.

 

 

A luxação do quadril estava associada à fratura do acetábulo em 76 (59,4%) ocasiões, sendo 52 (68,4%) luxações posteriores, 22 (29,0%) centrais e duas (2,6%) anteriores. Houve predomínio (p<0,01) da luxação associada e, entre elas, da luxação posterior.

Quanto ao tipo de tratamento, 77 (56,2%) fraturas foram tratadas de modo conservador e 60 (43,8%), cirurgicamente. Houve predomínio do tratamento conservador (p=0,03).

 

DISCUSSÃO

A média de idade da amostra estudada é semelhante à relatada por Ragnarsson et al.6, Mayo7, Alonso et al.8, Johnson et al.9 e Haas et al.10 Outros autores, no entanto, encontraram a média de idade localizada na faixa etária dos 40 aos 49 anos.11, 12, 13, 14, 15

Quanto ao sexo, todos os estudos são quase unânimes em descrever predomínio de lesões no sexo masculino, com relação variando de 1,0 a 4,7 para 1, estando a maioria em torno de 2:1. A proporção observada neste estudo encontra-se pouco superior a esse valor e pode ser devida ao maior número de pacientes masculinos admitidos na instituição.16 Ragnarsson et al.6 relataram relação de 4,7:1 a favor do sexo masculino, porém somente em fraturas cominutivas. Provavelmente, o grande número de lesões complexas observadas neste estudo, caracterizadas pelo predomínio de pacientes politraumatizados, seja também um dos fatores responsáveis pela maior incidência do comprometimento do sexo masculino.16

Quando se analisou a distribuição de freqüência das fraturas de acetábulo quanto ao ano de atendimento, observou-se que houve diminuição no número de internações de pacientes com essa lesão em 1998 e 1999, período imediatamente após a implantação do novo Código Nacional de Trânsito. No entanto, em decorrência da metodologia empregada neste estudo, a associação desses achados pôde ser feita.

O predomínio da classe profissional de trabalhadores da área de serviços está de acordo com dados do senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)17, de 1998, que informa ser essa a classe ocupacional preponderante na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com 38,7% do total dos trabalhadores. Embora a maior parte dos pacientes (36,6%) seja procedente do interior do estado, somando-se os residentes em Belo Horizonte com os moradores da Região Metropolitana obtém-se total de 57,9% pacientes, o que justifica o achado quanto à classificação ocupacional.

O grande número de pacientes vindos do interior enfatiza a importância e as características do Hospital Maria Amélia Lins como local de convergência no atendimento de pacientes vítimas de trauma ortopédico de alta complexidade.16 Esse aspecto é corroborado pela incidência (14,2%) de casos que foram transferidos de outros hospitais para se submeterem ao tratamento definitivo na instituição.

Os acidentes automobilísticos, que em todas estatísticas são o mecanismo mais comum dessas lesões,7,8,11,12,15,18 também predominaram de forma significativa neste estudo.

Não se encontrou justificativa para o predomínio de fraturas do lado esquerdo, observado neste estudo. Alonso et al.8 também descreveram esse predomínio e Letournel,18 embora tenha encontrado maior número de lesões à esquerda, não encontrou diferença estatisticamente significativa. A ocorrência de fraturas em ambos os acetábulos é citada na literatura e reflete a gravidade desses acidentes.2,7,18 Tile2 chama a atenção para a necessidade de se buscarem lesões bilaterais, mesmo não se tratando de achado freqüente. Por isso, é fundamental que em todo paciente com fratura de acetábulo seja feita radiografia panorâmica da pelve, buscando não somente lesão bilateral, mas também fraturas do sacro ou luxações sacroilíacas.

Como as fraturas do acetábulo são habitualmente provocadas por traumas de alta energia, a associação de lesões é bastante comum, variando de 27,7% a 94,2%.7,12,15,18,119,20 Mayo7 relatou 94,2% de traumatismos nas extremidades, 65,4% de traumatismos cranianos, 20,2% de lesões torácicas, 17,3% de traumatismos pélvicos e 16,3% de abdominais. Wey et al.15 relataram 32,3% de fraturas, 23,5% de traumatismos cranianos, 11,8% de traumatismos abdominais e 5,9% de lesões pélvicas. Dos 134 pacientes deste estudo, 64,9% apresentavam traumatismos associados, sendo os mais freqüentes as fraturas, seguidas dos traumatismos cranianos e dos abdominais. Pode-se observar que, embora os valores percentuais não sejam coincidentes, a ordem decrescente dos tipos de traumatismos é igual, com predomínio das fraturas, seguidas dos traumatismos cranianos. A dificuldade de comparar valores nessa análise se deve à não-padronização de definição das lesões nos diversos estudos. Mayo7, ao contrário do que foi realizado neste trabalho, englobou todos os traumas de extremidades e considerou como traumatismo craniano lesões desde leves até graves.

A porcentagem de lesão do nervo ciático ocorrida antes da admissão variou, nos artigos pesquisados, de 5,5% a 36,0%.12,15,18,21 A incidência observada neste estudo (10,2%) encontra-se dentro dessa faixa.

Fraturas associadas foram evidenciadas em 65 (48,5%) outras localizações. Moroni et al.21, Letournel18, Helfet & Schmeling12 encontraram a essa associação em 27,2% a 34,6% dos pacientes. O predomínio de lesões nos membros inferiores foi também encontrado por Moroni et al.21

Apesar de vários trabalhos 7,14,15,21,22,23 recomendarem a necessidade da tomografia computadorizada para o completo diagnóstico das FA, neste estudo, conseguiu-se classificar as fraturas somente com o estudo radiográfico de rotina, em 93,4% dos casos. Deve-se ressaltar que, para isso, são necessárias radiografias de boa qualidade. Ressalte-se, também, que a tomografia computadorizada tem sua importância na decisão cirúrgica, em especial nas fraturas com fragmentos intra-articulares e com comprometimento do sacro.

A comparação da incidência de fraturas quanto à localização é difícil de ser feita, pois os estudos não utilizam a mesma classificação e os que a empregam analisam somente fraturas com desvio ou as tratadas cirurgicamente.24,25 Drumond et al.25 relataram predomínio das fraturas da parede posterior, como observado neste estudo.

A justificativa para o predomínio do tratamento conservador baseia-se no fato de que, em 75,3% deles (58 de 77), havia realmente indicação desse procedimento (desvio menor que 2 milímetros ou congruência secundária)4. Os 24,7% restantes, apesar de terem indicação cirúrgica, não puderam ser operados por falta de condições clínicas ou por terem sido transferidos para o hospital após o tratamento cirúrgico. Como o HMAL é predominantemente ortopédico, pacientes com lesões de outros sistemas, por vezes, só são encaminhados ao Serviço após estarem liberados de outras clínicas.

 

CONCLUSÕES

É imprescindível que se faça a avaliação do nervo ciático em todos os pacientes com fratura de acetábulo e que se registre esse fato em prontuário.

Apesar de a tomografia computadorizada ser de grande valor para melhor definição das FA, é perfeitamente possível classificar a maior parte dessas lesões sem o seu uso.

As taxas de associação da FA com a luxação do quadril indicam que é importante avaliar a presença dessa última e procurar reduzi-la precocemente.

O perfil do paciente com fratura do acetábulo atendido no HMAL é de indivíduo do sexo masculino, em fase produtiva da vida, vítima de acidente de trânsito com lesões múltiplas, em especial fraturas dos membros inferiores.

 

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