RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 24. 3 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20140114

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Relato de Caso

Adesão ao aconselhamento nutricional em pacientes soropositivos HIV-1: relato de caso

Adherence to nutritional counseling in hiv-positive patients: a case report

Nathalia Sernizon Guimarães1; Sônia Maria de Figueredo2

1. Nutricionista. Mestranda do Programa de Saúde e Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto-UFOP. Ouro Preto, MG - Brasil
2. Nutricionista. Professora da Escola de Nutrição da UFOP. Ouro Preto, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Nathalia Sernizon Guimarães
E-mail: nasernizon@hotmail.com

Recebido em: 03/07/2012
Aprovado em: 05/01/2014

Instituição: Escola de Nutrição da UFOP Ouro Preto, MG - Brasil

Resumo

Como estratégia de prevenção de sintomas e controle de sinais em portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV), o acompanhamento nutricional possui papel coadjuvante no tratamento medicamentoso. Este estudo objetivou relatar o caso clínico de portador de HIV-1 em que o aconselhamento nutricional foi avaliado. Observou-se diminuição de medidas antropométricas (17,2% de peso, 11% de circunferência da cintura e 11% de circunferência do braço). A substituição de alimentos fonte de açúcares simples por frutas e verduras, diminuição da ingestão de carboidratos em 31,7%, controle de enzimas hepáticas (transaminase glutâmico oxalacética e transaminase glutâmico pirúvica) e equilíbrio de bilirrubina levou ao desaparecimento da icterícia na conjuntiva escleral. Verificaram-se também assiduídade nas consultas e manutenção da medicação (terapia antirretroviral). Esses resultados reforçam a importância da abordagem nutricional no tratamento da AIDS.

Palavras-chave: Terapia Nutricional; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida/terapia; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida/dietoterapia; Adesão à Medicação; HIV.

 

INTRODUÇÃO

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) acomete aproximadamente 34,2 milhões de pessoas no mundo1 e a sua taxa de incidência variou de 14:1 para 1,68:1 infecções masculinas para femininas nos últimos 30 anos.2-4

A mortalidade da infecção pelo HIV diminuiu nos últimos anos devido à evolução da terapia antirretroviral (TARV).5 No entanto, essa terapia associou-se a eventos metabólicos adversos caracterizados por dislipidemia, alterações na composição corporal (lipodistrofia), resistência insulínica/intolerância à glicose e hipertensão arterial sistêmica.6,7 A condição de viver com HIV ou com síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) assumiu características semelhantes a outras doenças crônicas não transmissíveis, exigindo modificações nos hábitos de vida, manejo farmacológico para prevenção de eventos cardiovasculares, entre outros.

As intervenções nutricionais e/ou aconselhamento nutricional devem fazer parte dos programas de controle e tratamento do HIV/AIDS, pois dieta e nutrição podem melhorar a adesão e efetividade da terapia antirretroviral, além de contribuir com melhoria das alterações metabólicas.8,9 Os principais objetivos dietoterápicos em pacientes com HIV/AIDS constituem em evitar a desnutrição, preservar a massa magra, reduzir complicações e sintomas de infecções oportunistas e efeitos colaterais de drogas que interfiram na ingestão e absorção de nutrientes, assim como melhoria da qualidade de vida dos pacientes.10,11 Entretanto, não há consenso sobre o efeito do aconselhamento nutricional ou da terapia nutricional em pessoas com HIV/AIDS sob TARV.12-15

A desistência do tratamento do HIV/AIDS chega a atingir 30 a 35%.16,17 Vários fatores implicam a baixa adesão ao tratamento medicamentoso e dietoterápico, especialmente falta de motivação, ausência de apoio familiar, solidão, depressão e ignorância dos efeitos benéficos do tratamento em relação à não progressão da doença.15

Novas estratégias de atendimento nutricional devem ser desenvolvidas para promover a prevenção de recaídas e aquisição de habilidade para resolver problemas relacionados à alimentação, condições importantes para o enfrentamento da convivência com HIV/AIDS.13-15

O objetivo deste estudo foi relatar o caso clínico de portador de HIV-1, em que o aconselhamento nutricional foi avaliado.

 

RELATO DE CASO

MLP, feminino, 55 anos de idade, acompanhada desde 2005 pelo Serviço de Infectologia da Unidade Básica de Saúde para acompanhamento de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV-1). Foi encaminhada para o Serviço de Nutrição com diagnóstico de obesidade, circunferência abdominal caracterizando liposdistrofia abdominal, dislipidemia e hipotireoidismo controlado, polidipsia, diarreia aguda, candidíase, herpes labial e hipogeusia. Em uso contínuo de levotiroxina, atazanavir, ritonavir, zidovudina e lamivudina.

Apresentou, em primeira consulta, peso de 85,1 kg e índice de massa corporal (IMC) referente à classificação de obesidade grau I; e na última consulta apresentou peso de 70,4 kg e IMC de 28,0 kg/m2. A Tabela 1 descreve as variáveis antropométricas: peso, IMC, circunferência da cintura (CC) e circunferência do braço (CB) durante as consultas. Viúva, natural de Belo Horizonte (MG), negava relações sexuais desde falecimento do cônjuge, há cinco anos. Trabalhava como auxiliar de limpeza e vendedora de doces, residindo com mais cinco pessoas em moradia alugada com saneamento básico. Negou tabagismo e etilismo. Mãe portadora de doença cardiovascular hipertensiva sistêmica sem outras doenças familiares. Consumo diário de café, doces, carnes vermelhas, laticínios, verduras/legumes, frutas/sucos e, três vezes por semana, óleo vegetal, massas, cereais, pães e biscoitos. Fazia uso de adoçante à base de sacarina e ciclamato à base de sódio. A carga viral para HIV-1 era indetectável, com contagem de linfócitos T CD4+ de 202 células/mm3, T CD8+ de 498 células/ mm3 e T CD4+/CD8+ de 0,25.

 

 

Manteve-se assídua nas consultas mensais nutricionais após seis meses de acompanhamento. A análise de assiduidade é um dos métodos de avaliação da adesão ao acompanhamento nutricional ambulatorial.16

Quanto à avaliação da adesão do acompanhamento nutricional por parâmetros nutricionais indicativos, observou-se diminuição de medidas antropométrica, 17,2% de peso (14,7 kg), 11% da medida de CC (11,5 cm) assim como a mesma porcentagem para a CB (4 cm) (Tabela 1).

Após orientações nutricionais, com o auxílio do recordatório de 24 horas, notou-se que a paciente diminuiu a ingestão de carboidratos em 31,7% e conseguiu aderir à substituição de açúcares simples por frutas e verduras (Tabela 2).

 

 

As variáveis laboratoriais mostraram aumento de LT CD4 de +456 células/mm3 (25,74%) e manutenção do controle da carga viral; redução nos valores das enzimas hepáticas (transaminases), especialmente na relação transaminase glutâmico oxalacética (TGO)/transaminase glutâmico pirúvica (TGP) (inicial de 4,7 e final 2,7, redução de 55,3%); e redução dos valores de bilirrubina direta, indireta e total (inicial de 4,2 mg/dL e final de 1,2 mg/dL). O aconselhamento nutricional direcionado paa a redução de gorduras saturada e trans com incentivo ao consumo de vegetais verde-escuros e gorduras monoinsaturadas associou-se à redução dos valores da bilirrubina para níveis normais, com desaparecimento da icterícia. Na consulta subsequente a paciente apresentou-se mais motivada, pela redução da icterícia na conjuntiva escleral e pele, sem necessidade de modificação da TARV, à que já estava bem adaptada.

 

DISCUSSÃO

A presença da paciente em todas as consultas agendadas pela equipe de nutrição permite inferir sobre a adesão em relação à frequência na terapêutica nutricional, sendo observado comportamento favorável da paciente quanto ao uso correto de medicamentos e a adesão às orientações nutricionais, a partir dos favoráveis efeitos antropométricos e bioquímicos.3 Esse fato é tão ou mais importante na doença do HIV/AIDS, pois o uso incorreto da TARV está relacionado diretamente à falência terapêutica, facilitando a emergência de cepas do HIV resistentes aos medicamentos.16

Independentemente do longo tempo de seguimento e do baixo perfil socioeconômico, essa adesão decorreu, possivelmente, do interesse em manter as mesmas drogas, pois alterações haviam sido sugeridas pela equipe médica devido à oscilação de resultados bioquímicos e aos efeitos colaterais que poderiam ser agravados com a medicação prescrita.3,13,14 Esse resultado realça a importância do compartilhamento do trabalho interdisciplinar e intersetorial,1,2,17-20 com resultados surpreendentes,19,20 mesmo diante da complexidade da atenção à saúde dos portadores do HIV. Existem poucos estudos analisando as medidas antropométricas13,21 em portadores de HIV/AIDS que recebem TARV. E nestes percebe-se tendência a ganho de peso após início da terapia e alterações metabólicas associadas. Neste relato, entretanto, obteve-se redução de peso e IMC.

Apuraram-se também, quanto à alimentação (Tabela 2), diminuição da ingestão de carboidratos e aumento nos consumos energético, proteico e lipídicos. Esses dados se devem ao balanceamento do cardápio em que foi aconselhado à paciente valorizar alimentos fonte de lipídeos monoinsaturados (ômega 3, ômega 6 e ômega 9), por serem nutrientes anti-inflamatórios em contraposição aos que constituem fonte de lipídeos saturados anteriormente ingeridos. Melhor aporte e distribuição calórica foram prescritos quanto aos alimentos proteicos, com o objetivo de contribuir para a produção de linfócitos, citocinas e enzimas. A diminuição da ingestão de carboidratos foi baseada na metabolização desse macronutriente, evidenciando que possivelmente resquícios de açúcar poderiam ser armazenados como triglicérides no organismo da paciente.

 

 

Existe relação14,22-27 entre potencial aterogênico dos alimentos e dislipidemias observadas precocemente entre pacientes em uso de TARV, o que pode aumentar triglicérides e LDL. A importância do tratamento desses distúrbios lipídicos tornou-se evidente com o aumento da expectativa de vida e relatos de complicações cardiovasculares.28 Pode existir também estado de resistência à insulina, principalmente em pacientes com lipodistrofia, hipertrigliceridemia e baixos níveis de HDL,7,29 tornando-se o controle alimentar e o aconselhamento nutricional requisitos fundamentais no tratamento. As intervenções e o aconselhamento nutricionais13 em HIV/AIDS podem melhorar a defesa contra a infecção, promover a recuperação e adesão ao tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Houve redução da icterícia na conjuntiva escleral e dos valores bioquímicos. As alterações laboratoriais30 mais frequentes associadas ao uso e à concentração de atazanavir são icterícia, náuseas e diarreia. E as alterações laboratoriais mais frequentes incluem hiperbilirrubinemia indireta (grau 3 ou 4) em 37% dos pacientes (6% grau 4) e elevação de enzimas hepáticas TGO e TGP, sendo recomendada a descontinuação do tratamento.31,32

A carga viral e a contagem de linfócitos em elevação constituem indicadores de boa eficácia quanto à adesão ao tratamento.28,33 Neste relato foi necessária atenção especial em relação aos medicamentos, pois houve aumento dos valores de linfócitos CD4 e melhora quanto às instruções de jejum em relação ao uso das drogas após início do acompanhamento nutricional.

Apesar do apoio clínico e nutricional, resultados clínicos favoráveis ao tratamento e minimização da sintomatologia apresentada requerem pesquisas na área e apoio governamental, com o objetivo de melhorar a adesão do paciente ao tratamento. A não adesão ao aconselhamento nutricional, portanto, se constitui em desafio e ameaça para a saúde individual e pública.34,35

Neste relato observa-se a importância da abordagem nutricional no tratamento de pacientes de HIV/AIDS como contribuição à real melhoria da qualidade de vida desses indivíduos.

 

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