RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 25. 1 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20150009

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Artigos Originais

Efeito da reabilitação pulmonar na tolerância ao exercício de pacientes com doença pulmonar avançada em lista de espera para transplante de pulmão

Effect of pulmonary rehabilitation on exercising tolerance in patients with advanced lung disease in waiting list for lung transplant

Daisy Salomão Eduardo1; Natalia Teixeira Gonçalves2; Luciana Cristian Coelho Garcia2; Thamires da Silva Rosa2; Ricardo de Amorim Côrrea3; Eliane Viana Mancuzo4

1. Fisioterapeuta. Setor de Transplante de Pulmão do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
3. Médico. Professor Associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil
4. Médica. Professora Adjunta do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, médica do Laboratório de Função Pulmonar do Hospital das Clínicas da UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Eliane Viana Mancuzo
E- mail: elianevmancuzo@ig.com.br

Recebido em: 24/09/2013
Aprovado em: 24/10/2013

Instituição: Setor de Reabilitação Pulmonar do Hospital das Clínicas da UFMG Belo Horizonte, MG - Brasil

Resumo

INTRODUÇÃO: pacientes com doença pulmonar avançada (DPA) apresentam redução da tolerância a esforços, dispneia e fadiga. A reabilitação pulmonar (RP) visa a melhorar a tolerância ao exercício, controlar sintomas, minimizar complicações da doença pulmonar e melhorar a qualidade de vida.
OBJETIVO: avaliar o efeito da RP na capacidade de exercício, segundo a distância percorrida no teste da caminhada de seis minutos (TC6M), de pacientes com DPA em lista de espera para o transplante pulmonar.
METODOLOGIA: pacientes em lista de espera para transplante pulmonar, encaminhados à RP no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais foram submetidos, no início e no final da RP, ao TC6M e o grau de dispneia foi avaliado segundo a escala de Borg. Os dados foram apresentados como média e desvio-padrão dos valores absolutos e comparados usando o teste t de Student. Foram considerados estatisticamente significativos os valores de p<0,05.
RESULTADOS: entre janeiro de 2011 e dezembro 2012, 17 pacientes completaram a RP. A média de idade foi de 42±12 anos, 65% do sexo feminino, saturação periférica de oxigênio na admissão de 83 ±17% e 35% em uso de oxigênio 24h/dia. Sete pacientes (41%) apresentavam DPOC, seis (35%) fibrose pulmonar e quatro (24%) outras DPA. Houve melhora significativa na distância percorrida no TC6M ao final da RP (314±131 m versus 427±111 m; p=0,0016), com aumento médio de 118 m.
CONCLUSÃO: a RP teve impacto positivo na capacidade de exercício dos pacientes em lista de espera para transplante de pulmão.

Palavras-chave: Pneumopatias/reabilitação; Transplante de Pulmão; Terapia Respiratória; Exercícios Respiratórios; Teste de Esforço.

 

INTRODUÇÃO

A doença pulmonar avançada (DPA) é definida como qualquer doença pulmonar grave, não neoplásica, geralmente progressiva e irreversível que, devido às alterações funcionais, estruturais pulmonares e sistêmicas, limita permanentemente as atividades cotidianas do indivíduo.1 Pacientes com DPA podem apresentar dispneia, hipoxemia e/ou hipercapnia, desnutrição e/ou caquexia, ansiedade e/ou depressão e intolerância aos esforços.1-2 As doenças pulmonares que mais resultam em DPA são a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que é a mais frequente, asma brônquica, bronquiectasias, fibroses pulmonares e doenças de circulação pulmonar.1

Sabe-se que pacientes com DPA apresentam diminuição da tolerância ao exercício físico associada à dispneia e à fadiga. Nas fases mais avançadas, muitos deles aguardam na lista de espera de transplante pulmonar, enquanto sua doença continua em progressão.1-3

Inúmeras estratégias visando à melhora dos sintomas e da qualidade de vida desses pacientes têm sido estudadas nas últimas décadas, sendo elas farmacológicas ou não.1 A reabilitação pulmonar (RP), terapia não farmacológica, é definida como um programa de intervenção multidisciplinar que envolve abordagens terapêuticas, suporte emocional, educação e recondicionamento físico,1,3-5 com o objetivo de melhorar e controlar os sintomas, diminuir as complicações da doença pulmonar de base e auxiliar o paciente a viver de forma mais ativa e com menos restrições. Estudos anteriores consideram que a RP pré-transplante é fundamental para minimizar a perda funcional pulmonar enquanto os pacientes permanecem aguardando o transplante.2-5

Considerando o alto grau de limitação desses indivíduos, o presente estudo visa a analisar o efeito da RP na tolerância ao esforço físico de pacientes com DPA em lista de espera para transplante de pulmão.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma análise retrospectiva de pacientes com doença pulmonar avançada em lista de espera para transplante de pulmão, submetidos à RP pré-transplante no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Foram incluídos no estudo pacientes maiores de 18 anos, com DPA, que realizaram a RP pré-transplante de pulmão no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012 no Setor de Reabilitação Pulmonar do HC-UFMG. Foram excluídos aqueles pacientes que não consentiram em participar do estudo e os que não tinham concluído o programa de RP.

No início do programa de RP, a partir dos prontuários médicos e da avaliação fisioterápica, foram coletadas as informações clínicas relacionadas a idade, sexo, diagnóstico, comorbidades, saturação periférica de oxigênio, uso de oxigênio suplementar, função pulmonar (capacidade vital forçada - CVF -, volume expiratório forçado do primeiro segundo - VEFt, VEFt/CVF, capacidade pulmonar total - CPT -, difusão de monóxido de carbono), distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (DTC6M), dessaturação ao final do TC6M, frequência cardíaca, índice de dispneia de Borg6 e índice de dispneia mMRC modificado (modified Medical Research Council).7

Os exames foram realizados no Laboratório de Função Pulmonar do HC-UFMG em equipamentos da marca Collins, modelos GS II e CPL, e espirômetro Koko. A orientação seguida na execução e interpretação dos testes foi a recomendada pelas Diretrizes para Testes de Função Pulmonar da SBPT de 2002.8 No caso do TC6M, foram seguidas as normas de procedimento da Sociedade Torácica Americana (ATS)9 com adição de medida da saturação do O2 (StO2) antes e durante o teste.

Os valores de referência espirométricos utilizados foram os de Pereira et al.10, publicados para a população brasileira; Knudson et al.11, para a espirometria em pacientes com idade inferior a 25 anos (62); Bates,12 para a medida de volumes pulmonares absolutos; Crapo et al., para o teste de difusão de monóxido de carbono13; e os de Enright et al.9, para o TC6M. Os resultados encontrados nas provas funcionais foram comparados com valores normais para indivíduos de mesma estatura, idade e sexo.

Os pacientes com atrofia musculatura periférica significativa e com incapacidade de realizar o treino de endurance foi realizado um treinamento pré-RP que consistia em exercícios para ganho de força muscular específico (envolvendo os músculos bíceps, tríceps, iliopsoas e quadríceps).14 O treinamento incluía sessões de duas a quatro séries de 12 repetições com intensidade entre 50 e 85% de uma rotação máxima, três vezes por semana, pelo período de quatro semanas.14

A seguir iniciava-se o programa de RP propriamente dito. As sessões aconteciam três vezes por semana, com duração de 90 minutos, totalizando 36 encontros. Foram realizadas as seguintes atividades: alongamentos musculares associados a exercícios respiratórios e fortalecimento muscular de membros superiores com 50% da carga máxima obtida no teste incremental.15 O aumento da carga (0,5 kg) foi feito de acordo com a tolerância do paciente (entre oito e 12 sessões, em média). A modalidade de exercícios em diagonal foi a escolhida: com o braço em extensão ao longo do corpo, faz-se um movimento a partir do trocânter maior do fêmur homolateral em direção ao ombro contralateral e, com o braço em adução, faz-se um movimento a partir da crista ilíaca contralateral, realizando uma abdução com o braço estendido.16,17

Prosseguindo ao treinamento físico já iniciado no período de pré-reabilitação, realizava-se o fortalecimento de membros inferiores, com incremento da carga de acordo com a tolerância do paciente (aumento de 0,5 kg a cada três a seis sessões). Para o treino aeróbico utilizou-se a modalidade esteira (Esteira Ergométrica Inbrasport, Porto Alegre, Brasil), com intensidade de 80% da frequência cardíaca obtida ao final do TC6M. A velocidade foi aumentada 0,5 km/h a cada quatro sessões, respeitando-se a tolerância de cada paciente.

A queixa de dispneia e/ou fadiga muscular foram fatores limitantes para prosseguimento dos exercícios. Ao final de cada sessão, o paciente permanecia assentado por cinco minutos em relaxamento, realizando exercícios respiratórios.

Todos os pacientes fizeram uso de oxigenoterapia contínua durante o programa de reabilitação, conforme a prescrição médica, e foram constantemente monitorados por meio de oximetria de pulso. Foi utilizado fluxo de oxigênio necessário para manter StO2 > 92%.

Os pacientes foram avaliados pelo mesmo fisioterapeuta antes e após as 36 sessões. Ao final do programa de RP, os pacientes repetiram o TC6M e avaliação da dispneia pela escala de Borg modificada.

As variáveis foram digitadas em um banco de dados desenvolvido no programa Excel e analisadas por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 14.0 (SPSS Inc, Chicago, IL, EUA). A avaliação da distribuição das variáveis simétricas foi realizada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. As variáveis contínuas foram expressas como média e desvio-padrão, enquanto as variáveis categóricas foram expressas como frequência absoluta e relativa. A comparação dos desfechos do estudo antes e após as sessões de reabilitação foi realizada por meio do teste t de Student para amostras pareadas. Foram considerados estatisticamente significativos os valores de p<0,05.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais por meio do parecer ETIC nº 274.673 de 17/05/2013.

 

RESULTADOS

Entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012, 67 pacientes com DPA foram encaminhados para a RP. A constituição final da amostra é apresentada na Figura 1.

 


Figura 1 - Fluxograma da amostra incluída no estudo.

 

As características clínicas, demográficas e funcionais são apresentadas na Tabela 1. Os dados funcionais basais e os índices de dispneia revelam a grave limitação desses pacientes.

 

 

Os resultados das variáveis do TC6M antes e após a realização do programa de RP estão apresentados na Tabela 2. Após o término do programa, os pacientes obtiveram aumento médio de 118 m da distância total percorrida (DTC6M) e a percepção de dispneia diminuiu significativamente (Borg final antes da PR: 6,5; após 5,3; p=0,02). A StO2 final após o programa manteve-se semelhante, não havendo diferença estatisticamente significativa (81% versus 83%). Os pacientes caminharam distância maior e não exibiram dessaturação mais significativa com o aumento do esforço, referindo reduzido grau de dispneia após esse programa. As frequências cardíacas inicial e final não diferiram quando comparadas antes e após a RP (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

O principal resultado deste estudo mostrou significativa melhora na distância percorrida no TC6M dos pacientes com DPA em lista de espera para transplante de pulmão. Por se tratar de uma população muito debilitada, observaram-se parâmetros funcionais acentuadamente comprometidos. Ao analisar os resultados do TC6M após o programa de RP a categoria de pacientes não foi separada em portadores de distúrbio obstrutivos e restritivos, visto que esses pacientes, segundo os critérios de definição, se enquadram no diagnóstico de DPA.

Os pacientes com DPA possuem alterações na ventilação pulmonar, nas trocas gasosas e na mecânica muscular periférica, que são fatores que contribuem para a limitação da reserva ventilatória.1 Tal quadro, associado ao aumento da demanda que ocorre no exercício, gera desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio.1 Esse desajuste é sentido como dispneia e fadiga. A RP, ao treinar a musculatura dos membros inferiores e superiores, melhora a tolerância ao exercício, reduz a demanda ventilatória e o consumo de oxigênio para uma mesma intensidade de trabalho, diminuindo assim a dispneia e aumentando a tolerância ao esforço. Concomitantemente aos exercícios, deve-se salientar a importância dos métodos de conservação de energia, apoio psicológico, farmacêutico, nutricional e médico que, junto com o trabalho fisioterápico, contribuem para o sucesso do programa.5

Os benefícios da RP em pacientes com DPOC, fibrose pulmonar e hipertensão arterial pulmonar têm sido bem documentados18-24. Nos portadores de DPOC a RP melhora a tolerância ao exercício, reduz a dispneia, melhora a qualidade de vida e reduz a utilização dos recursos de saúde.5

Na última década, o papel da RP na fibrose pulmonar tem sido descrita com mais evidência. Em 2008, Holland et al.19, em estudo sobre os benefícios a curto prazo do treino de exercícios na doença pulmonar intersticial, verificaram melhora na capacidade de exercício, observada pelo aumento de 35 metros no TC6M, redução da dispneia e melhora da qualidade de vida. Em 2010, Salhi et al.22 concluíram que pacientes com doença pulmonar restritiva com baixa tolerância ao exercício, fraqueza muscular e baixa qualidade de vida são bons candidatos à RP. Após 24 semanas de RP, houve alteração no TC6M de 390 ± 140 m para 463 ± 146 m.

Frankel et al.23, em 2012, demonstraram que a RP melhora o TC6M em pacientes com fibrose pulmonar avançada, quando realizada em alta frequência e intensidade. Os pacientes aumentaram em 89 metros a distância percorrida no TC6M (p‹0,0001) após a RP. Em nosso estudo, apesar de não terem sido separadas as doenças, sendo 35% da amostra composta de pacientes portadores de doença restritiva, observou-se significativo aumento da tolerância ao exercício, traduzida no aumento da distância caminhada no TC6M após a RP, sem piora da dispneia.23 Apesar do grupo ser constituído de pacientes com função pulmonar acentuadamente prejudicada, apurou-se que mesmo antes da RP os pacientes percorreram uma distância no TC6M maior que 300 m, conferindo razoável capacidade de exercício, apesar da dessaturação importante ao exercício e da dispneia.

Estudo recentemente publicado no Brasil por um importante grupo transplantador de pulmão de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, utilizando metodologia semelhante à da presente pesquisa na avaliação de pacientes com doença pulmonar avançada, também em lista de espera para transplante, evidenciou significativo aumento na distância caminhada no TC6M após a RP (367±136 vs. 439±114m; aumento médio de 72 m)3.

Entre as limitações desta investigação está o tamanho da amostra que foi prejudicada pelas perdas. Além disso, é necessário considerar que a heterogeneidade e o reduzido número de pacientes em cada subgrupo não permitiram análise mais detalhada das alterações do TC6M separadamente.

Em que pesem essas restrições, os resultados aqui encontrados revelam que a RP melhora a tolerância ao esforço e reduz a dispneia dos pacientes com DPA em lista de espera para transplante de pulmão. Deve-se, ainda, considerar que esses pacientes podem permanecer longos períodos em lista de espera e a RP pode conferir a manutenção do estado de saúde, da capacidade de exercício e da qualidade de vida enquanto não são transplantados.

 

REFERÊNCIAS

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