RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 25. 1 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20150011

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Artigos Originais

Avaliaçao da colesterolenia nao HDL em escolares e adolescentes

Evaluation of non-HDL cholesterolemia in schoolchildren and teenagers

Manoel Vinicius Rocha Araki1; Isabela Cristina Rocha Martins2; Elenilde Gomes Santos3; Celso de Barros4

1. Médico. Aracaju, SE - Brasil
2. Médica. Residente em cancerologia pediátrica. Hospital Erasto Gaertner. Curitiba, PR - Brasil
3. Médica. Mestre. Professora Assistente do curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe-UFS. Coordenadora da Residência Médica em Pediatria do Hospital Universitário da UFS. Aracaju, SE - Brasil
4. Médico. Doutor. Professor adjunto e coordenador da disciplina de Processos Patológicos Gerais. Subchefe do Departamento de Medicina da UFS. Aracaju, SE - Brasil.

Endereço para correspondência

Manoel Vinicius Rocha Araki
E-mail: vinicius_araki@hotmail.com

Recebido em: 25/10/2012
Aprovado em: 15/12/2014

Instituição: Departamento de Medicina, Universidade Federal de Sergipe (UFS) Aracaju, SE - Brasil

Resumo

OBJETIVO: avaliar os níveis séricos de não HDL-colesterol (não HDL-c) e perfil lipídico em jovens entre seis e 19 anos.
MÉTODO: estudo descritivo transversal e descritivo. As variáveis foram: colesterol total e frações, não HDL-c, triglicérides e IMC. Excluíram-se portadores de doença ou em uso de fármaco que alterem o perfil lipídico e pacientes com triglicérides > 400 mg/dL. Utilizado SPSS-17 para análise das variáveis.
RESULTADOS: participaram 108 jovens, sendo 63 do gênero feminino. Na amostra total, a média de não HDL-c foi 114,7 mg/dL e de LDL-c 94,9 mg/dL. Não houve diferença significativa dos valores de não HDL-c e LDL-c entre os gêneros e faixa etária. No estudo, o LDL-c e o não HDL-c tiveram forte correlação entre si R= 0,864 e com o colesterol total R= 0,890 e R= 0,907, respectivamente. O LDL-c correlacionou-se negativamente com VLDL-c. O não HDL-c correlacionou-se positivamente com VLDL-c e triglicérides. Quanto ao IMC, 3,7% estavam abaixo do normal, 49,1% eutróficos, 23,1% com sobrepeso e 24,1% obesos. Pacientes obesos apresentaram níveis significativamente maiores de não HDL-c, VLDL-c e TG e nível menor de HDL-c em relação aos eutróficos. Os valores de não HDL-c correspondentes aos percentis 75 e 95 foram 129 e 157 mg/dL, respectivamente.
CONCLUSÃO: não HDL-c obteve melhor correlação que o LDL-c com diferentes variáveis lipídicas e foi melhor parâmetro na avaliação lipídica em pacientes obesos. Assim, o não HDL-c mostrou-se método confiável e promissor para investigar dislipidemias em escolares e adolescentes.

Palavras-chave: HDL-Colesterol; LDL-Colesterol; Colesterol; Dislipidemias; Criança; Adolescente.

 

INTRODUÇÃO

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e a aterosclerose coronária a mais comum entre elas, podendo acometer inclusive jovens.1 O processo aterosclerótico tem início muito antes de as manifestações clínicas serem detectadas. As estrias gordurosas surgem na infância e adolescência, podendo evoluir para placas ateroscleróticas e precipitar eventos isquêmicos e adultos.2

Dos precursores da aterosclerose, o fator de mais influência na aceleração da progressão é a dislipidemia,2,3 que cada vez mais surge em crianças e adolescentes e estima-se que atinja 38,5% das crianças no mundo.4,5 O nível de colesterol na infância é fator preditivo do nível de colesterol na idade adulta.6 As crianças com colesterol total acima do percentil 75 apresentam, quando adultos, maiores espessuras da camada média e íntima das artérias.3,7-9 Por essa razão, a análise do perfil lipídico tem importância clínica para detectar com eficiência e precocemente jovens com dislipidemia e risco de doença coronariana.10

As Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias11 e o National Cholesterol Education Program (NCEP), nos Estados Unidos,12 recomendam determinar o LDL-colesterol (LDL-c) pela fórmula de Friedewald como objetivo prioritário para avaliar o risco e o tratamento para redução de lípides. Esse método apresenta, entretanto, limitações, como: a) não reflete a verdadeira concentração sérica de LDL-c, já que se trata de medida indireta, estimada pela equação de Friedwald13; b) não avalia outras partículas que possuam apolipoproteína B (apo B) e que são também aterogênicas, como VLDL-c e IDL-c13; c) o LDL-c torna-se progressivamente menos acurado com o aumento da trigliceridemia (TG) e não pode ser empregado quando a TG>400 mg/dL11, 12; d) requer jejum de 12horas para a dosagem de TG.11-14

Em contrapartida, o não HDL-colesterol (não HDL-c), calculado pela diferença entre o colesterol total (CT) e o HDL-colesterol (HDL-c), inclui todo o colesterol das partículas aterogênicas (LDL-c, VLDL-c, IDL-c e lipoproteína A) e exclui o HDL-c considerado antiaterogênico.13,14 Além disso, a sua utilização apresenta vantagens metodológicas, pois a determinação do não HDL-c é simples, envolve baixo custo, não requer jejum de 12 horas e não sofre influência dos níveis de TG, já que dispensa a sua determinação.13-16

Embora as dislipidemias estejam presentes desde a infância, são escassos os estudos no Brasil destinados a avaliar os níveis de não HDL-c na idade pediátrica. Nesse sentido, este trabalho objetiva avaliar os níveis de não HDL-c e o perfil lipídico em jovens entre seis e 20 anos incompletos.

 

METODOLOGIA

Foi realizado estudo transversal e retrospectivo.

Material do estudo: foram avaliados os exames laboratoriais e utilizadas as informações contidas no prontuário de pacientes atendidos nos ambulatórios gerais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) no município de Aracaju-SE, no período de agosto/2009 a setembro/2011.

Amostragem: foram inclusos na pesquisa pacientes com seis a 20 anos incompletos, de ambos os gêneros. Foram excluídos aqueles com diabetes mellitus, doença renal, hepática e tireoidiana, em uso de fármaco que altere o perfil lipídico ou com TG > 400 mg/gL, devido à inviabilidade da fórmula de Friedewald. Os prontuários que não apresentavam esses dados foram descartados.

variáveis do estudo: gênero, idade, índice de massa corpórea (IMC), níveis séricos de colesterol total (CT), HDL-colesterol (HDL-c), LDL-colesterol (LDL-c), VLDL-colesterol (VLDL-c), não HDL-colesterol (não HDL-c) e triglicérides (TG);

análise do IMC: para classificação do IMC foi utilizada a curva proposta pela Organização Mundial de Saúde17 de IMC para idade;

análise laboratorial: foram coletados 10 mL de sangue por punção venosa, após jejum de 12 horas. Os valores de CT e TG foram quantificados por método enzimático colorimétrico automatizado (Dimension RXL) e o HDL-c por meio do método detergente seletivo acelerador automatizado (Dimension RXL). Os níveis de LDL-c foram estimados por meio da fórmula de Friedewald. O não HDL-c foi definido pela diferença entre o colesterol total menos o HDL-c. A análise seguiu os valores de referência da I Diretriz de Prevenção da Aterosclerose na Infância e na Adolescência (I DPAIA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia;18

análise dos dados: os dados foram codificados e armazenados em banco de dados montado no software de estatística SPSS® Data Editor versão 17, utilizando teste t Student e correlação de Pearson, sendo considerado significante p<0,05;

considerações éticas: o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade Federal de Sergipe - CEP/UFS, em reunião realizada dia 19/08/2009 (nº CAAE - 0078.0.107.000-09).

 

RESULTADOS

Foram avaliados 108 jovens, sendo 63 (58%) e 45 (42%) do gênero feminino e masculino, respectivamente. A faixa etária foi de 40 (37%) escolares com seis a 10 anos incompletos e 68 (63%) adolescentes com 10 a 20 anos incompletos, com média de 10,9 anos (±3,32).

Neste estudo, 37,0% dos participantes avaliados tiveram o CT aumentado e 31,5% na faixa limítrofe. Em relação ao LDL-c, 9,2% tiveram aumento desse valor, enquanto 31,5% estavam com valores limítrofes. Aproximadamente 38,9% da amostra tiveram o HDL-c diminuído. Quanto ao TG, 14,8% tiveram valores aumentados e 19,4% valores limítrofes (Figura 1).

 


Figura 1 - Classificaçao dos níveis séricos de colesterol total (CT), LDL-colesterol (LDL-c), HDL-colesterol (HDL-c) e triglicérides (TG) na amostra total.

 

As médias e os desvios-padrão dos níveis de colesterol total, LDL-c, HDL-c, VLDL-c, não HDL-c e triglicerídeos na amostra total estão apresentados na Tabela 1. Não houve diferença significativa das variáveis estudadas entre os gêneros e entre as faixas etárias.

 

 

A Tabela 2 mostra a correlação de LDL-c e não HDL-c com as variáveis lipídicas. Na amostra geral, o LDL-c e o não HDL-c tiveram forte correlação positiva entre si (R= 0,86) e com o colesterol total (R= 0,89) e (R= 0,907), respectivamente. Também houve correlação negativa do LDL-c com o VLDL-c e correlação positiva do não HDL-c com VLDL-c e TG.

 

 

Na classificação do IMC, observou-se que 3,7% estavam abaixo do normal, 49,1% eutróficos, 23,1% com sobrepeso e 24,1% eram obesos. Na Tabela 3 encontram-se os valores médios dos lípides em indivíduos com IMC normal e em obesos. Em relação aos pacientes com IMC normal, os obesos apresentaram níveis significativamente mais altos de não HDL-c, VLDL-c e TG e nível mais baixo de HDL-c.

 

 

A I Diretriz de Prevenção da Aterosclerose na Infância e Adolescência (I DPAIA) ainda não estabelece intervalos de referência para o mão HDL-c. Dessa forma, foram usados os percentis 75 e 95, que definem os pontos de corte para faixa limítrofe e para diagnóstico de dislipidemia, respectivamente. Nesta amostra, os percentis 75 e 95 encontrados para não HDL-c foram de 129 e 157 mg/dL, respectivamente (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Neste trabalho, a média do nível de não HDL-c foi 114,77mg/dL, valor semelhante ao encontrado por Srinivasan et al.14 (115mg/dL). Já o estudo realizado por Seki et al.19 encontrou valor inferior (97,5 mg/dL).

Outras pesquisas14,19,20 apuraram níveis de não HDL-c superiores no gênero feminino. Neste estudo, apesar da média ser mais alta, não houve diferença significativa. Na avaliação quanto à idade, também não houve diferença significativa entre escolares e adolescentes. Em outros estudos14,19,21 foram obtidos níveis maiores em escolares. Esse dado é compatível com a literatura,12,22 já que na puberdade a queda nas concentrações de CT, LDL-c e HDL-c é atribuída às influências da maturação sexual.

O LDL-c e o não HDL-c tiveram forte correlação entre si, assim como em outros trabalhos.14,19, 21 Ambos tiveram forte correlação com CT, sendo esses valores semelhantes aos encontrados por Srinivasan et al.14 e Seki et al.19.

Outros estudos14,19 encontraram correlação negativa do LDL-c e do não HDL-c com o HDL-c (o que é consistente com a ação antiaterogênica do HDL-c). Neste trabalho, apesar de não ser estatisticamente significativa, houve correlação negativa apenas no não HDL-c.

Em relação ao VLDL-c, ambos tiveram correlação significativa, porém se encontrou correlação positiva apenas com o não HDL-c. Como esperado, houve correlação positiva entre o não HDL-c e o TG, o mesmo não ocorrendo entre o LDL-c e o TG.

Os pacientes obesos exibiram níveis significativamente maiores de não HDL-c em relação aos pacientes com IMC normal (P=0,02). Já para o LDL-c não houve diferença significativa (P= 0,89) entre esses dois grupos. Outros autores14,21 também encontraram que o não HDL-c obteve melhor associação do que o LDL-c em relação ao IMC e sugerem que o não HDL-c pode ser melhor parâmetro para monitorar resultados relacionados ao controle de peso, dieta e atividade física.

Nesta amostra, os percentis 75 e 95 encontrados para não HDL-c foram de 129 e 157 mg/dL, respectivamente, valores superiores aos encontrados por Seki et al.19, porém próximos dos encontrados por Srinivasan et al.14. Dessa forma, os dados desta casuística contribuem para estimar os valores de não HDL-c em crianças e adolescentes brasileiros, já que não há valores de referência propostos pela SBC nessa faixa etária.

 

CONCLUSÃO

Esta casuística, ao avaliar CT, LDL-c, HDL-c e TG, encontrou 37,0, 9,2, 38,9 e 14,8% dos participantes com valores alterados, respectivamente.

Não houve diferença significativa dos níveis de CT, LDL-c, HDL-c, VLDL-c, não HDL-c e TG em relação ao gênero e faixa etária.

O não HDL-c teve melhores correlações que o LDL-c quanto às variáveis lipídicas estudadas, ou seja, os níveis de não HDL-c foram mais consistentes com outros estudos que demonstram sua correlação com perfil aterogênico.

Pacientes obesos apresentaram níveis superiores de não HDL-c, TG e VLDL-c e nível inferior de HDL-c em relação aos pacientes eutróficos. O não HDL-c foi melhor que o LDL-c como parâmetro na avaliação lipídica em pacientes obesos.

Como este estudo é transversal, o seguimento longitudinal subsequente é necessário para determinar a significância clínica dos resultados observados em comparação com os níveis LDL-c e, assim, avaliar, entre os participantes, o comportamento do não HDL-c em caso de doenças cardiovasculares futuras.

Com os resultados desta pesquisa, conclui-se que o não HDL-c se mostrou método confiável e promissor para investigar dislipidemias em escolares e adolescentes, podendo ser incluído na avaliação laboratorial do perfil lipídico.

 

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