RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 26. (Suppl.3) DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20160031

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Artigos Originais

Compreensão do tratamento medicamentoso entre pacientes com diabetes mellitus atendidos no Sistema Unico de Saúde e no Sistema Privado em Barbacena, Minas Gerais

Comprehension of drug treatment between patients with diabetes mellitus treated at SUS and at private doctor's office in Barbacena, Minas Gerais

Lucas Caetano Braga Ceccato1; Luiz Estevao Vasconcelos Teixeira de Melo1; Ramon Lopes Pinto1; Raphael Kalil Motta Moreira1; Vinicius Siqueira2; Ronaldo Martins Ferreira2; Maria das Graças Braga Ceccato3

1. Acadêmico(a) do Curso de Medicina. Fundaçao José Bonifácio Lafayette de Andrada - FUNJOBE. Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME. Barbacena, MG - Brasil
2. Professor. FUNJOBE/FAME. Barbacena, MG - Brasil
3. Professora. Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Ronaldo Martins Ferreira
E-mail: rmferr@gmail.com

Instituiçao: Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME Barbacena, MG - Brasil

Resumo

INTRODUÇÃO: evidenciar a prevalência do diabetes mellitus tipo 2 (DM) no Brasil, suas complicações, a fisiopatologia e o tratamento da doença, mostrando o seu impacto social e econômico.
OBJETIVO: objetivou-se avaliar o nível de compreensão do tratamento farmacológico com hipoglicemiante oral com indivíduos maiores de 18 anos, com diagnóstico de DM tipo 2.
METODOLOGIA: o nível de compreensão foi avaliado por meio de entrevista ao paciente com perguntas relativas ao nome do medicamento, dose, frequência, indicação, cuidados especiais e efeitos adversos. A concordância entre as respostas dos indivíduos e a prescrição foi analisada e o nível global de compreensão foi classificado como insuficiente se escore < 70%.
RESULTADOS: dos 80 pacientes avaliados, 59 foram entrevistados no SUS enquanto 21 no sistema privado. A compreensão insuficiente da farmacoterapia foi prevalente na amostra dos pacientes atendidos no SUS, enquanto nos entrevistados no atendimento privado a compreensão foi regular a bom.
CONCLUSÃO: os pacientes atendidos no sistema privado obtiveram melhor compreensão do tratamento farmacológico do que aqueles atendidos na Unidade Básica de Saúde (UBS). Os principais fatores responsáveis por esse resultado foram a renda familiar, o agrupamento étnico e o alto nível de escolaridade.

Palavras-chave: Sistema Unico de Saúde; Diabetes Mellitus Tipo 2; Hipoglicemiantes; Compreensão.

 

INTRODUÇÃO

Atualmente, a DM é uma das principais síndromes de evolução e representa um importante problema de saúde pública com alta morbimortalidade e repercussões econômicas significativas.1 No Brasil, existem hoje cinco milhoes de diabéticos. Estimativas revelam que até 2025 serao 11,6 milhoes. A prevalência na faixa etária de 30 a 69 anos é de 7,6%, mas eleva-se com a idade. Alguns dos fatores que favorecem esse crescimento alarmante de casos são o estilo de vida e o envelhecimento da população.2

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabetes mellitus não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, a qual é o resultado de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas. O tratamento para o DM tipo 2 requer medidas que orientam modificações adequadas no estilo de vida do paciente e uso regular de medicamentos quando for prescrito. O tratamento tem como objetivo a normoglicemia, devendo dispor de boas estratégias para a sua manutenção em longo prazo As opções de tratamento medicamentoso são os hipoglicemiantes orais e as diferentes preparações de insulina com tempos de ação e esquemas posológicos variados. É importante destacar que o sucesso do tratamento depende da adesão do paciente às intervenções não medicamentosas, quais sejam o controle rigoroso da alimentação, a prática de exercícios físicos e o controle do peso, como também do uso de medicamento.3 Quando não tratada adequadamente, os sintomas podem se agravar e, portanto, contribuir para a manifestação de complicações, como problemas cardíacos e visuais, acidente vasculares, insuficiência renal e lesões de difícil cicatrização, entre outras.4

A não compreensão da farmacoterapia ou falta de informações podem ser uma das razoes pelas quais medicamentos reconhecidamente eficazes sob condições controladas se tornam inefetivos quando utilizados na prática clínica habitual.5 Pode resultar em: administração inadequada; não adesão ao tratamento, aumento da incidência de efeitos adversos; dificuldades na diferenciação entre manifestações da doença e efeitos adversos, bem como outras sérias consequências que podem agravar o quadro clínico.6

A compreensão pode ser influenciada por diversos fatores como as características dos indivíduos, do esquema prescrito e dos serviços de saúde.7 Têm sido descritos, na literatura, alguns fatores associados à baixa

compreensão, como idade,8-10 escolaridade,8-11 renda,8 pertencer a melhor classe econômica,10 número de medicamentos prescritos,8,10 comorbidades e medicamentos prescritos e complexidade da terapia prescrita.8,9

 

METODOLOGIA

Com o parecer consubstanciado emitido em 31/03/2015, o presente trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa, com o número: 1007293.

Foi realizado estudo do tipo transversal na UBS de Santa Cecília e em um consultório particular, ambos no município de Barbacena-MG, no período de janeiro a maio de 2015.

Foram incluídos no estudo indivíduos com 18 anos ou mais, que tinham recebido diagnóstico de DM tipo 2, tratados com hipoglicemiante oral, que estivessem em tratamento, residentes em Barbacena e em seus distritos e que aceitaram assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídos os indivíduos com impossibilidade de comunicação oral, que foram tratados exclusivamente com insulina ou se recusaram a participar do estudo.

O cadastro dos pacientes e a coleta das características sociodemográficas e clínicas foi realizada com base nas informações disponibilizadas pelos indivíduos por meio de um questionário elaborado para a pesquisa.

A variável medida de resultado foi o nível de compreensão dos pacientes sobre a terapia medicamentosa. Para mensurá-lo, avaliaram-se as respostas obtidas no questionário proposto por Silva et al.12 adaptado. Foram realizadas perguntas relativas a sete itens em relação à prescrição: nome, dose, frequência de administração, duração do tratamento, indicação, efeitos adversos e precauções. As respostas das perguntas foram transcritas e comparadas com a prescrição médica. Foram consideradas respostas dicotômicas (certa/errada).

No momento da entrevista, foi permitido ao indivíduo consultar a receita ou embalagem do medicamento ou anotações relacionadas ao tratamento.

Os pontos foram atribuídos da seguinte forma:

a. nome, dose e frequência do uso = dois pontos;

b. indicação, duração do tratamento, efeitos adversos e precauções = um ponto.

Para o item nome, foi considerada correta a resposta quando o nome era pronunciado corretamente ou de forma semelhante ao nome genérico ou de fantasia de qualquer produto comercializado no Brasil com a substância ativa em questao. Para o item dose, foi considerada correta a resposta que o indivíduo fornecia em termos de unidades de medida ou em forma farmacêutica. Para o item frequência, foi considerada correta a resposta dada de acordo com a prescrição médica em número de vezes por dia, em horários do dia ou em intervalo entre doses. Para o item indicação, foi avaliada a resposta dada à pergunta: "você saberia dizer por que precisa desse medicamento?". Nesse caso, a correta indicação foi avaliada segundo a classe terapêutica e foram consideradas as diferenças entre a terminologia técnica e popular. Para o item duração do tratamento, foi avaliada a resposta dada à pergunta: "você sabe por quanto tempo deve tomar esse medicamento?" Foram consideradas corretas as respostas "até a próxima consulta", "uso contínuo", "por toda a vida", indicando que o medicamento deve ser tomado continuamente, enquanto a avaliação médica julgue adequada. Para os itens efeitos adversos e precauções, foram avaliadas as respostas dadas às perguntas: "você sabe se esse medicamento pode causar reações desagradáveis?" e "você sabe se existem cuidados especiais que o sr(a). deve ter em relação a esse remédio?". As respostas do indivíduo foram comparadas com as informações contidas nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes.1 Foi obtido, assim, um máximo de pontuação para cada medicamento da prescrição de 10 pontos.

Baseado na proposição de Silva et al.12 e Frohlichet al.5 o nível de compreensão da prescrição era classificado como "insuficiente" caso o indivíduo não obtivesse o mínimo de 60,0% dos pontos (<6 pontos); regular caso o indivíduo obtivesse 60 a 80,0% dos pontos (seis a oito pontos); bom, caso o indivíduo obtivesse mais de 80,0% dos pontos (>8 pontos).

As variáveis independentes investigadas foram agrupadas:

a. a) características sociodemográficas (Tabela 1);

 

 

 

 

b. b) características relacionadas à utilização de medicamentos (Tabela 3).

 

 

Os dados dos questionários foram transcritos para planilha eletrônica e processados em softwares estatísticos STATA v9.2. Para a análise descritiva dos dados, foram determinadas a frequência, medidas de tendência central e de dispersão para as características estudadas. Foram produzidas tabelas compostas do tipo linha por coluna e a existência de relação entre as variáveis foi medida pelo teste de qui-quadrado ou exato de Fisher e pelos testes de Mann-Whitney, conforme a indicação. Foram considerados estatisticamente significativos os resultados de p < 0,05.

 

RESULTADOS

Foram entrevistados 80 pacientes, sendo que, desse total, 59 foram atendidos no SUS (73,7%) e 21 no sistema privado (26,2%). As características sociodemográficas dos pacientes estao apresentadas na Tabela 1. A amostra apresentou média de idade de 53,4 anos, com a mediana de 53 e variando entre 26 e 80 anos.

No que diz respeito à avaliação do nível de conhecimento quanto à prescrição, 76 (95,0%) relataram ter recebido orientação de médico sobre o tratamento da DM, sendo que 57,9% entenderam tudo, 22,4% muito, 14,5% médio e, por último, 5,3% pouco.

Ao perguntar aos pacientes se eles achavam necessário receber mais informações em relação à prescrição dos medicamentos, 23,8% disseram precisar de mais informações.

Na Tabela 2 encontra-se a frequência de acertos dos itens empregados na avaliação da compreensão farmacoterapia. Observou-se o maior índice de acerto para a frequência e o menor em relação aos cuidados especiais-precauções.

Quanto ao nível de compreensão, a classificação foi boa (>8 pontos) para 28,8%, regular (seis a oito pontos) para 43,8% e insuficiente (<6 pontos) para 27,5%. A média do nível de compreensão entre os participantes foi de 7,32, mediana igual a 8,0 pontos e variou de um a 10 pontos.

Ao realizar a análise de associação, observou-se que o nível de compreensão do tratamento estava associado aos fatores: grupo étnico, escolaridade e renda familiar dos entrevistados (p<0,05) (Tabela 3). No tocante ao grupo étnico, apurou-se que os pacientes leucodermos obtiveram melhor compreensão do tratamento, enquanto os não leucodermos tiveram o pior rendimento. Quanto à escolaridade, observou-se que quanto maior o nível de escolaridade do paciente, melhor sua compreensão sobre o tratamento. Por último, melhor renda familiar predispoe melhor compreensão.

 

DISCUSSÃO

O presente estudo foi realizado no período de fevereiro de 2014 a maio de 2015 e avaliou 80 pacientes, sendo que, desse total, 59 eram pacientes atendidos no SUS (73,7%) e 21 no sistema privado (26,2%).

Entre os itens considerados de grande importância para o uso seguro dos medicamentos - nome, dose e frequência -, registrou-se mais acerto na frequência (98,8%), seguido por nome (88,8%) e dose (75%). Esses dados obtidos foram divergentes dos encontrados em estudos anteriores,12,13 mostrando elevado índice de acerto, principalmente no item nome. Esse alto percentual de acerto pode ser devido à baixa complexidade do nome e à utilização já consagrada dos mesmos hipoglicemiantes orais, o que facilita a memorização. É importante ressaltar que na hora da entrevista foi permitido ao paciente consultar a receita ou a embalagem do medicamento.

Verificou-se baixa compreensão para efeitos adversos (28,7%) e precauções (25%). O baixo conhecimento para tais itens pode ser explicado, em parte, pelo fato de os profissionais de saúde, ao prescreverem, muitas vezes não anotam tais informações. A baixa compreensão sobre os efeitos adversos foi observada anteriormente.5,6,14 Além do mais, as consultas médicas geralmente têm tempo curto, principalmente na rede pública, o que faz com que o médico priorize fornecer informações sobre nome, dose e frequência do uso, em detrimento de informações sobre os efeitos adversos e precauções.14,15 No item indicação foi obtido índice de acerto de 87,5%. Esse alto percentual de acerto pode ser devido ao bom nível de conhecimento da população a respeito da DM e da importância do controle glicêmico devido às campanhas de conscientização e da alta prevalência da doença em nossa sociedade. Esse valor foi similar ao apresentado em estudos anteriores.5,12 Na duração do tratamento foi constatado índice de acerto de 66,2%. Por se tratar de doença crônica, foi elevada a parcela de pacientes que forneceram respostas do tipo "por toda a vida", "contínuo", "sempre", resultado similar aos estudos anteriores.12,14

Identificou-se no presente estudo que 23,8% dos pacientes atendidos no sistema público de saúde apresentaram o nível de compreensão do tratamento considerado insuficiente, enquanto 61% obtiveram resultado regular e apenas 15,3% desses pacientes obtiveram resultado bom. Em contrapartida, nenhum paciente do sistema privado obteve nota insuficiente, sendo que, destes, 33% obtiveram resultado regular e 67% resultado bom, evidenciando significativa diferença de compreensão entre a população atendida no sistema de saúde público e privado. Esse resultado provavelmente se deve ao fato de que os pacientes atendidos no sistema privado possuem, de forma geral, alto nível de escolaridade. Além disso, o atendimento nesse serviço é, provavelmente, de melhor qualidade.

Entre os pacientes que afirmaram que não necessitam de mais informações médicas, 65,6% manifestaram nível de compreensão insuficiente e regular. Dessa forma, constatou-se que os participantes, em sua grande maioria, não tinham percepção adequada sobre o seu próprio conhecimento relacionado ao uso de medicamento.

Em relação à análise dos fatores associados, na pesquisa há uma relação direta entre a escolaridade e o alto nível de compreensão sobre o tratamento medicamentoso. A associação da escolaridade com a compreensão da farmacoterapia foi demonstrada em estudos anteriores com adultos.5,10,16,17 Pacientes com menos escolaridade manifestam dificuldade na leitura, memorização e compreensão das instruções, além de pior entendimento das informações fornecidas pelos profissionais de saúde.5,18 Sendo assim, a equipe de saúde deverá ter mais cuidado ao lidar com pacientes com baixo índice de escolaridade, utilizando vocabulário acessível, escrita legível e, quando necessário, solicitar que compareça à consulta acompanhado.

Analisando o critério renda familiar isoladamente, verificou-se que quanto melhor a condição socioeconômica da família, mais alto era o nível de compreensão do paciente. É possível notar evidente diferença nessa variável, já que todos os pacientes com renda de 20 salários tiveram bom grau de entendimento e 83,3% dos pacientes com proventos entre 10 e 20 salários obtiveram também o melhor score. Em contrapartida, dos pacientes cuja renda familiar é de até um salário mínimo, 85,7% alcançaram resultado regular. Entre os pacientes que ganhavam entre um e dois salários, 50% obtiveram resultado regular e 30,9% resultado insuficiente. Isso se deve ao fato de que pacientes com alta renda familiar têm melhor nível de instrução e escolaridade.19 Observou-se também que pacientes leucordermos e com maior renda familiar procuraram mais o serviço privado de saúde, sendo que houve 15 pacientes leucodermos contra apenas seis não leucordermos nesse tipo de atendimento.

Finalmente, foi relatada melhor compreensão do tratamento pelos pacientes leucodermos, com alto nível de escolaridade e, consequentemente, maior renda familiar,19 evidenciando uma desigualdade socioeconômica que interfere diretamente no resultado do tratamento prescrito pelo médico.

O curto espaço de tempo e a limitação de apenas dois lugares para a realização das entrevistas resultaram em uma amostra pequena de pacientes, o que limitou a discussão e a análise de resultado.

 

CONCLUSÃO

A compreensão insuficiente da farmacoterapia foi prevalente na amostra dos pacientes atendidos no SUS, enquanto nos entrevistados no atendimento privado a compreensão foi regular a boa. Melhor nível de escolaridade, renda familiar e o agrupamento étnico foram diretamente associados à melhor compreensão da farmacoterapia.

 

REFERENCIAS

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