RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 26. (Suppl.5)

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Artigo Original

Perfil epidemiológico de portadores de esquizofrenia internados no Instituto Raul Soares

Epidemiologic profile of patients with schizophrenia hospitalized on the Instituto Raul Soares

Rayce dos Santos Crepalde1; André Soares Santos1; Laíse Sofia de Macedo Rodrigues1; Fernando Madalena Volpe2; Cristina Mariano Ruas Brandao1

1. Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Faculdade de Farmácia, Departamento de Farmácia Social. Belo Horizonte, MG - Brasil
2. Fundaçao Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG. Belo Horizonte, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Cristina Mariano Ruas Brandao
E-mail: crisruasbrandao@gmail.com

Instituiçao: Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG Fundaçao Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG Belo Horizonte, MG - Brasil

Resumo

A esquizofrenia é um problema de saúde pública de relevância mundial, tanto em países desenvolvidos, quanto em países em desenvolvimento. A doença é responsável pela maioria das internações psiquiátricas. Embora atualmente a política de saúde mental vise a redução de leitos e ampliação de serviços substitutivos de assistência ao portador de sofrimento mental, ainda coexistem serviços de atendimento hospitalar, reservado aos casos graves. O objetivo desse estudo foi conhecer e delinear o perfil da população que ainda utilizada e necessita do atendimento hospitalar em um hospital público psiquiátrico. Foi realizado um estudo observacional em prontuários médico no Instituto Raul Soares (IRS) no período de 2010 a 2013. Foram coletadas informações de 691 prontuários de pacientes com diagnóstico de alta de esquizofrenia internados. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (60,6%), solteiro (82,8%), não exercia atividade laborativa (52,2%), cursou o ensino fundamental incompleto (29,8%), residia em Belo Horizonte (BH) ou regiao metropolitana (64,4%). No período pós-reforma psiquiátrica, as características dos pacientes internados indicam a necessidade de uma mudança de postura em relação à educação, socialização e cuidado à saúde desses pacientes. Ações de caráter político, social e econômico devem ser direcionadas a esse grupo populacional.

Palavras-chave: Esquizofrenia; Saúde Mental; Internação Compulsória de Doente Mental.

 

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é uma doença crônica e debilitante que representa um peso econômico e clínico para as sociedades. Os portadores do transtorno têm dificuldade em manter relações interpessoais normais e vínculo trabalhista, bem como atingir metas educacionais e ocupacionais. Não está diretamente relacionada à inteligência, porém problemas cognitivos podem se desenvolver com a evolução da doença.1-5 É um distúrbio caracterizado por sintomas como: alucinações, delírios, comunicação desorganizada, motivação reduzida e afeto embotado.6 O objetivo principal da hospitalização psiquiátrica é intervir nas crises e controlar os pacientes gravemente acometidos garantindo sua segurança e a de terceiros.7

A esquizofrenia acomete entre 0,3 a 3% da população dependendo dos critérios utilizados para a avaliação1,2,5,8-10 ocorrendo em todos os países do mundo com valores de prevalência comparáveis. O diagnóstico é realizado clinicamente, com base em critérios estabelecidos por protocolos internacionais definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), através da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID)11, ou pela American Psychiatric Association (APA), através do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM).4,8 Dados da OMS sugerem que a doença atinge mais de 26,3 milhoes de pessoas em todo mundo.12 A incidência, segundo revisão sistemática recente, indicou uma mediana de 18,5 por 100.000 pessoas.13

Lieberman et al.14, em um ensaio clínico pragmático de antipsicóticos, observaram que entre 11 e 20% dos pacientes foram hospitalizados por exacerbação da esquizofrenia durante os 18 meses de acompanhamento. Lay et al.15 observaram, em uma coorte na Suíça, que o número de admissões relacionadas à esquizofrenia dobrou entre 1977 e 2004 e que o tempo de internação diminuiu pela metade (de 47 a 23 dias). Os pacientes com esquizofrenia foram associados à maior queda no uso de serviços hospitalares entre todos os grupos de diagnóstico psiquiátricos. A explicação para essa observação está na mudança do paradigma do tratamento hospitalocêntrico segregativo para um modelo de tratamento baseado na comunidade e apoio familiar, levando a responsabilidade do tratamento dos pacientes para as famílias em vez do Estado e promovendo um cuidado mais humanizado. Entre 2006 e 2010, houve uma redução de 6.832 leitos hospitalares no Brasil, grande parte relacionados ao Sistema Unico de Saúde.16-20

McEvoy21 descreveu que, entre 1991 e 2002, os custos relacionados ao tratamento hospitalar caiu nos EUA após mudanças nas políticas públicas e disponibilidade de medicamentos para o tratamento da esquizofrenia. De fato, essa mudança ocorreu em todo o mundo como resultado de reformas em conceitos e práticas em saúde mental.15,22 Independentemente, as internações recorrentes continuam sendo os principais direcionadores de custos do tratamento da esquizofrenia. Conhecer o perfil dos pacientes internados pode ser relevante para a redução do tempo de internação e recorrência de recaídas, conduzindo à redução dos custos de internação e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.23-25 O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil dos portadores de esquizofrenia que utilizaram os serviços hospitalares psiquiátricos do Instituto Raul Soares (IRS) no período de 2010 a 2013.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Realizou-se um estudo descritivo no IRS, de pacientes internados no período de 2010 a 2013, a partir de dados coletados dos prontuários físicos. O IRS é um hospital psiquiátrico público de Belo Horizonte, Minas Gerais, com 108 leitos operacionais agudos e uma taxa de ocupação média mensal de 84,6%.26 O IRS é reconhecido como hospital escola, exerce atividades de ensino e pesquisa na assistência secundária e terciária aos portadores de sofrimento mental inseridos no SUS, contribuindo com o fomento de políticas públicas que visam atender a saúde mental.27

Para seleção dos pacientes a serem incluídos, os seguintes critérios foram considerados: (1) idade igual ou superior a 18 anos; (2) diagnóstico de alta de esquizofrenia (CID-10: F20.0 a 20.9); (3) tempo de permanência igual ou superior a 24 horas; e (4) registro inicial e final do tratamento farmacológico utilizado pelo paciente. Foram excluídos pacientes que não tinham prontuário físico disponível para consulta.

A coleta de dados foi realizada, entre abril de 2014 e abril de 2015, por meio de formulário criado pelo grupo de pesquisa. A coleta foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais e servidores do IRS localmente. Como estratégia para reduzir o viés de coleta foi elaborado um Procedimento Operacional Padrao. Foram abordados três grupos de variáveis: perfil sóciodemográfico, incluindo sexo, estado civil, escolaridade, ocupação social e local de residência; perfil clínico, como diagnóstico, uso de drogas e comorbidades; e perfil terapêutico, considerando número de internações na instituição no período estudado. A variável referente ao local de moradia foi categorizada em: moradia dentro ou fora da cidade de Belo Horizonte. As variáveis contínuas foram descritas em suas medidas de tendência central (média e mediana) e medidas de dispersão (desvio-padrao). As variáveis categóricas foram descritas em números absolutos e proporções. Os dados foram apresentados em tabelas.

Esse trabalho é parte integrante do projeto intitulado "Avaliação farmacoeconômica e farmacoepidemiológica de neurolépticos atípicos no Sistema Unico de Saúde". O projeto foi submetido e aprovado pela Gerência de Ensino e Pesquisa e Comitê de Ética em Pesquisa da Fhemig sob o registro 491.925/2012.

 

RESULTADOS

Foram coletados dados de 691 prontuários. A média de idade dos pacientes foi de 37±12 anos, variando de 18 a 82 anos. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (60,6%), solteiro ou não possuía companheiro estável (82,8%), estudou até ensino fundamental (43,2%) e não exercia atividade laborativa (52,2%). Quanto ao tipo de internação, 43,3% foram voluntárias, 51,7% involuntárias e 3,0% compulsórias. A maioria dos pacientes (64,5%) residia em Belo Horizonte ou na regiao metropolitana. A estratificação por tipo de internação demonstrou que a maioria dos pacientes internados por decisão judicial advinha de cidades do interior de Minas Gerais (Tabela 1).

 

 

A maioria dos pacientes tinha diagnóstico de esquizofrenia paranoide (55,1%), seguido de somente esquizofrenia sem classificar o subtipo (27,5%). 30,6% possuía comorbidades clínicas, principalmente diabetes e hipertensão arterial. Um grande número de pacientes reportou uso de álcool (24,9%), tabaco (14,6%), maconha (4,6%) e crack (3%). Quanto ao número de internações por paciente, 78,7% foram admitidos no IRS apenas uma vez no período de 2010 a 2013, 18,7% duas ou três vezes e 2,6% quatro ou mais vezes. Essa mesma tendência se manteve quando os pacientes foram estratificados por tipo de internação (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

Os dados sociodemográficos demonstraram que a maior parte dos portadores de esquizofrenia internados eram do sexo masculino, não tinham parceiro(a), tinham baixo nível de escolaridade e não exerciam atividades laborais. Como este estudo, outros autores demonstraram um maior número de pacientes do sexo masculino em leitos psiquiátricos,28-32 característica que pode estar relacionada a um curso mais grave da doença em homens, considerando que a prevalência da doença é semelhante entre os sexos.2,9 Durbin et al.33 encontraram que homens com esquizofrenia tem uma chance maior de serem hospitalizados (OR=1,42). Desfechos de longo prazo para a esquizofrenia podem ser mais graves em homens, considerando mortalidade, suicídio e o fato de terem vivido nas ruas.34 Outros estudos também demonstraram que a maior parte dos pacientes eram solteiros ou não tinham parceiros,29,31 eram aposentados ou desempregados31, e tinham baixo nível de escolaridade.29,31 A esquizofrenia paranoide foi o diagnóstico mais observado entre os pacientes. Outros estudos conduzidos no Brasil reportaram que entre 40 a 43,7% dos pacientes foram diagnosticados com o subtipo paranoide da esquizofrenia.34,35

Pacientes com esquizofrenia e doenças mentais de longa duração são susceptíveis aos efeitos negativos do desemprego. Tem dificuldade em conseguir emprego devido ao estigma, preconceito e discriminação.36 O impacto do desemprego de pessoas com esquizofrenia perpassa também pela esfera econômica e apresenta elevado custo financeiro para a sociedade como um todo. Nos anos de 2004 e 2005 na Inglaterra, o custo da esquizofrenia para a sociedade foi estimado em 6,7 bilhoes de libras. Metade desses custos, 3,4 billhoes de libras, eram devido ao desemprego, ausência do trabalho e à mortalidade prematura.37

Um elevado número de pacientes reportou ser dependente de drogas lícitas e ilícitas. Segundo demonstrado por Volkow38, 45,3% dos pacientes com esquizofrenia são dependentes de nicotina, 43,1%-65% de álcool e 50,8% de maconha. Em um Centro de Atenção Psicossocial III na cidade de Divinópolis/ MG foi observado frequência de 35,6% dos pacientes com esquizofrenia para o abuso de álcool e 29,5% para o abuso de canabioides.39 Existe uma hipótese de que pacientes psiquiátricos possam ter melhora dos sintomas do sofrimento mental ao fumar. Pacientes que desenvolvem a doença mais jovens são mais propensos ao abuso de álcool.40 O abuso de álcool pode estar relacionado a um alívio dos sintomas de ansiedade relacionados à doença.41 O uso e abuso de drogas torna o prognóstico dos pacientes pior, associando-se a diminuição da sociabilidade, taxas mais altas de hospitalização, baixa adesão e falha terapêutica. Os sintomas de abstinência mimetizam os sintomas da esquizofrenia, dificultando o diagnóstico. Evidências sugerem que o uso de maconha pode ser um fator precipitante de crises ou um fenômeno de automedicação.2,42 O tabagismo pode influenciar o tratamento farmacológico através da indução de enzimas microssomais hepáticas, aumento ou reduzindo seu metabolismo.1

O estudo demonstrou que 38,2% possuía comorbidades clínicas. As comorbidades em maior número no estudo foram hipertensão arterial sistêmica e diabetes. Sabe-se que a elevada mortalidade associada à esquizofrenia é em grande parte devido à doença cardiovascular e o tratamento com antipsicóticos está associado com o ganho de peso e alterações em outros fatores de risco cardiovascular.43 Saddichha et al.44 revelaram que pacientes com esquizofrenia, principalmente do sexo masculino, possuem inclinação a ter alterações glicêmicas antes do início de qualquer tratamento com antipsicótico. Acredita-se também que o sedentarismo presente nesse grupo de pacientes, associado ao elevado tempo de permanência em casa sem execução de atividades e a diminuição do autocuidado contribuem para o surgimento dessas comorbidades. Nesse estudo, observou-se baixo número de comorbidades, o que pode estar relacionado ao preenchimento incompleto dos prontuários médicos. Como os pacientes eram atendidos em momentos de crise, dados secundários, como os relacionados à comorbidades podem não terem sido objetos da anamnese. Carney et al.45 relataram que 71,4% dos pacientes apresentavam comorbidades e comumente eram admitidos em serviços médicos gerais. Schoepf et al.46 observaram que esses pacientes tinham condição clínica pior devido à alta prevalência de comorbidades.

No Brasil, dentre os instrumentos de proteção e defesa dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais, encontra-se a Lei Federal 10.216/2001, proposta pelo deputado Paulo Delgado.47 Esta Lei também conceitua e regulamenta as internações psiquiátricas, como internação voluntária, que é aquela que acontece com o consentimento do paciente; internação involuntária, como aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiros e deve ser comunicada ao Ministério Público no prazo de 72 horas; e internação compulsória, que é aquela determinada pela justiça. A internação psiquiátrica involuntária é um fato complexo na psiquiátrica porque interfere na questao do livre arbítrio do ser humano e ainda por evidenciar a judicialização do ato médico.48 Pode refletir também a sobrecarga que esses pacientes exercem sobre seus familiares ou cuidadores. Em face da baixa efetividade do tratamento, prognóstico ruim e baixo apoio institucional para lidar com o paciente, acabam solicitando essa via como uma solução a longo prazo para o problema. Em estudo de Pinheiro et al.49 familiares relataram sentir a internação como um período de alívio e talvez por isso eles solicitam a internação involuntária do paciente. A internação compulsória, por motivo judicial, se destaca por ser em sua maioria de pacientes que não advém de Belo Horizonte ou da regiao metropolitana. Foi observado no IRS que esse tipo de internação era composto por pacientes cujos familiares adquiriam a ação judicial para manter internado usuários de drogas. Também é composto por pacientes que cometeram delitos, o que talvez reflita a necessidade de serviços para a saúde mental que possam acolher esses pacientes.

O acesso dos pacientes portadores de esquizofrenia à atenção primária pode ser mais difícil que para o resto da população. Hospitalizações sensíveis ao cuidado ambulatorial, definidas como hospitalizações que poderiam ser prevenidas com um cuidado ambulatorial efetivo, também são comuns na esquizofrenia.50 Dessa forma, a melhora do tratamento da esquizofrenia, com consequente redução das hospitalizações e recaídas também relacionam-se a uma melhora no acesso e qualidade do cuidado ambulatorial. O conhecimento dos fatores associados às recaídas e hospitalizações pode ser usado por formuladores de políticas para melhorar critérios de equidade no sistema e possibilitar redução dos custos de tratamento da doença.

A alta frequência de características não informadas pode ser explicada pelo preenchimento incompleto dos prontuários. A declaração pelo próprio paciente das comorbidades clínicas e uso de drogas pode ter um valor subestimado já que muitos declaram não ter comorbidades e não usar drogas. Uma dificuldade presente foi a leitura de prontuários manuais, por vezes, as grafias eram incompreensíveis.

No período pós-reforma psiquiátrica, as características dos pacientes internados indicam a necessidade de uma mudança de postura em relação à educação, socialização e cuidado à saúde desses pacientes. Ações de caráter político, social e econômico devem ser direcionadas a esse grupo populacional. O resultado do trabalho demonstrou que o perfil de pacientes internados no IRS no período de 2010-2013 com diagnóstico de esquizofrenia era, em sua maioria, homens (60,6%), solteiros (82,8%), não exerciam atividade laborativa (52,2%), cursaram o ensino fundamental incompleto (30,0%), residiam em BH ou regiao metropolitana (64,5%), possuíam diagnóstico de esquizofrenia paranoide (55,1%). Ainda, considerável parte dos pacientes declarou alguma comorbidade clínica (30,6%) e uso de drogas (48,7%).

 

DECLARAÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSE

Os autores declaram a não existência de conflitos de interesse que possam influenciar os resultados do estudo.

 

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