RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 29 e2029 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20190020

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Artigo Original

Prevalência de marcadores de diagnóstico para doenças infecciosas em doadores de sangue na macrorregiao de Divinópolis / MG

Prevalence of diagnostic markers for infectious diseases in blood donators in the zone of Divinópolis/ MG

Priscila Santos Soares1; Isabella Meira Marcondes1; Larissa Oliveira dos Reis1; Lívia Bárbara Cordeiro Alves1; Mayara Araújo Silva1; Júlia Resende Costa1; Marina Mendes Oliveira2; Gustavo Machado Rocha1; Melina de Barros Pinheiro1

1. Universidade Federal de Sao Joao Del Rei, Faculdade de Medicina / Campus Centro Oeste Dona Lindu - Divinopolis - Minas Gerais – Brasil
2. Fundaçao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais, HEMOMINAS - Dvinópolis - Minas Gerais – Brasil

Endereço para correspondência

Melina de Barros Pinheir
melinapinheiro@ufsj.edu.br

Recebido em: 05/12/2018.
Aprovado em: 08/07/2019.

Instituiçao: Universidade Federal de Sao Joao Del Rei, Faculdade de Medicina / Campus Centro Oeste Dona Lindu - Divinopolis - Minas Gerais – Brasil

Resumo

INTRODUÇAO: Para garantir segurança no processo de doaçao de sangue e hemocomponentes, sao realizadas triagens clínica, hematológica e sorológica. Havendo qualquer teste positivo, reagente ou indeterminado, o doador é considerado inapto e sua bolsa é descartada. Tais descartes representam elevado custo e prejuízo para aqueles que deixam de se beneficiar da doaçao. É evidente, portanto, a necessidade de esforços objetivando minimizar essas perdas.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de marcadores de diagnóstico para doenças infecciosas transmitidas pelo sangue (sífilis, doença de Chagas, hepatites B e C, HIV I/II e HTLV I/II) e fatores associados à inaptidao entre doadores estudados no período de fevereiro/2016 a janeiro/2017.
MÉTODOS: Estudo transversal baseado em dados extraídos do sistema de informaçao da Fundaçao Hemominas – Hemonúcleo Regional de Divinópolis-MG. Foram considerados doadores inaptos aqueles com resultados positivos ou indeterminados nos testes sorológicos e/ou de detecçao de ácidos nucleicos.
RESULTADOS: Dentre 14.886 doadores, 318 (2,1%) foram considerados inaptos. O maior índice de positividade foi para sífilis (0,9%), seguido por hepatite B (0,6%), hepatite C (0,2%), HTLV (0,1%), HIV (0,1%) e doença de Chagas (0,03%). Foram encontrados 58 (0,4%) registros com resultados indeterminados. Sexo masculino (OR 1,27, IC95% 1,01-1,60), idade maior que 50 anos (OR 1,59, IC 95% 1,19-2,12) e escolaridade menor que 9 anos (OR 1,44, IC95% 1,15-1,80) foram significativamente relacionados à inaptidao.
CONCLUSAO: Verifica-se que a baixa taxa de descarte de bolsas (2,1%) sugere efetividade na associaçao da triagem clínica à pesquisa de marcadores diagnósticos. A maior prevalência para sífilis evidencia necessidade de intervençao.

Palavras-chave: Bancos de Sangue; Doadores de Sangue; Doenças Transmissíveis; Prevalência.

 

INTRODUÇAO

Atendimentos de urgência, cirurgias e transplantes estao em acentuado aumento no Brasil, o que é reflexo de transformaçoes demográficas, sociais e tecnológicas.1 Esse contexto tem impacto direto na atividade hemoterápica dos serviços de saúde do país, os quais devem atender à crescente demanda de transfusoes.2,3 Dados do Ministério da Saúde demonstraram um aumento de 2,8% dos procedimentos transfusionais realizados entre 2014 e 2015.4 Em paralelo, no período de 2010 a 2016, houve aumento progressivo no número de doaçoes no país, sendo alcançado, em 2016, o maior número registrado de candidatos à doaçao, contabilizando 5.131.758 pessoas.5

As doaçoes de sangue se concretizam por um processo denominado ciclo do sangue, que, além de disponibilizar e garantir a qualidade dos hemocomponentes, preconiza a segurança do doador e do receptor que se beneficiará da transfusao.6,7 Para isso, todo o processo é regulamentado por Portarias do Ministério da Saúde6 e requisitos sanitários definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) devem ser cumpridos.6,7 As etapas do ciclo consistem na captaçao do doador, seguida pelo registro e cadastro deste no sistema, triagem clínica e triagem hematológica. Após essa fase, se considerado adequado, o candidato vai para a etapa da coleta de sangue.6,7 Após a doaçao, o sangue coletado passará por testes imuno-hematológicos e pelas tipagem ABO e RhD.6 Além desses, no Brasil é obrigatória a pesquisa dos marcadores sorológicos para doença de Chagas, sífilis, HTLV 1 e 2, hepatite B, hepatite C e HIV 1 e 2, sendo realizados também testes de detecçao de ácido nucleico (NAT) para os três últimos.

As bolsas de sangue e os hemocomponentes sao liberados para transfusao somente se os resultados de todos os exames sorológicos e de detecçao de ácido nucleico forem nao reagentes ou negativos.8 Caso a amostra seja reagente, positiva ou inconclusiva, a bolsa é descartada e o doador comunicado para retornar ao Serviço de Atendimento ao Doador, onde será colhida outra amostra para a realizaçao de testes confirmatórios ou receberá encaminhamento para um serviço de saúde especializado.7 O índice de descarte nacional, comparando-se dados do período de 2011 a 2016, manteve-se em torno de 3,8%.5 Da Silva et al.9 encontraram um percentual de 3,0% de inaptidao devido à presença de marcadores sorológicos positivos em seu estudo, que avaliou dados referentes a doaçoes registradas por bancos da Fundaçao Hemominas do período de janeiro de 2006 a dezembro de 2012.

Os descartes por inaptidao sorológica representam um elevado custo para os serviços de hemoterapia e, sobretudo, uma perda para a sociedade, que deixa de se beneficiar da doaçao. Portanto, é evidente a necessidade de esforços que visam minimizar essas perdas.8

O objetivo geral deste artigo é descrever a prevalência de marcadores de diagnóstico de doenças infecciosas, a frequência de descarte de bolsas e os fatores associados à inaptidao entre doadores de sangue de Divinópolis e macrorregiao.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal quantitativo descritivo que aborda as características sociodemográficas e a presença de marcadores de diagnóstico positivos ou indeterminados para doenças infecciosas dos doadores de sangue da macrorregiao de Divinópolis, no período de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Federal de Sao Joao Del-Rei e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundaçao Hemominas.

Os dados sao referentes aos doadores de sangue do Hemonúcleo de Divinópolis, unidade da Fundaçao Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais – Fundaçao Hemominas, que atende a toda populaçao da Macrorregiao de Saúde Oeste, composta por 55 municípios e com populaçao estimada em 1.276.557 habitantes em 2016 pelo IBGE.10,11

As informaçoes foram coletadas a partir de banco de dados fornecido pelo Hemonúcleo de Divinópolis, contendo informaçoes sociodemográficas (sexo, idade, estado civil, escolaridade, ocupaçao e procedência) e resultados dos marcadores diagnósticos para doenças infecciosas (testes sorológicos para doença de Chagas, hepatite B [HBsAg e anti-HBc total], hepatite C, HIV 1 e 2, HTLV I/II e sífilis; NAT - Teste de Amplificaçao de Acidos Nucleicos - para hepatite B, hepatite C, HIV 1 e 2). Para aqueles indivíduos com múltiplas doaçoes no período estudado, foram consideradas e analisadas apenas as informaçoes referentes à última doaçao de sangue realizada.

Para esta análise, foram considerados doadores inaptos aqueles que obtiveram resultados positivos ou indeterminados nos exames sorológicos e/ou testes de detecçao de ácidos nucleicos para as infecçoes pesquisadas, conforme regulamentado pela ANVISA.6-8 Adicionalmente, foram categorizadas as variáveis sociodemográficas idade (50 ou mais anos e menor que 50 anos), escolaridade (9 ou mais anos e menos que 9 anos), estado civil (casado, solteiro e outros), município de procedência (Divinópolis e outros) e profissao (estudante e outros).

Foi realizada análise descritiva dos dados por meio de medidas de tendência central, proporçoes e medidas de variabilidade, considerando o perfil de distribuiçao das variáveis. Os fatores associados à inaptidao da doaçao foram avaliados por meio de tabelas de contingência, com cálculo de Qui-quadrado e estimativa de Odds Ratio com Intervalo de Confiança de 95%. Para todas as análises, o nível de significância foi de 0,05. Foi utilizado o programa Epi-Info7TM (Centers for Diseases Control and Prevention, Atlanta, USA) para esta análise.

 

RESULTADOS

Inicialmente, o banco de dados fornecido pelo Hemonúcleo Regional de Divinópolis contava com 23.463 entradas, correspondendo a todos os registros de pessoas que se apresentaram à Fundaçao Hemominas, no período entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, e realizaram a triagem clínica feita pela instituiçao. Dentre esses, foram selecionados apenas os registros dos candidatos considerados aptos por essa triagem, alcançando um total de 17.745 (75,6%) coletas. Em seguida, foram eliminadas as duplicidades de doadores, isto é, as múltiplas doaçoes realizadas por um mesmo indivíduo no período. Dessa forma, considerando apenas a doaçao mais recente realizada por doador, foram encontradas 14.947 entradas no banco de dados. Por fim, foram excluídos 61 registros em decorrência de ausência de informaçao de resultados laboratoriais, totalizando, portanto, 14.886 registros de doadores.

Considerando o total de doadores registrados, houve um predomínio de participantes do sexo masculino (56,0%), com baixa escolaridade (66,2%) e estado civil casado (46,5%), sendo que 12,4% tinham idade igual ou superior a 50 anos. No que diz respeito à procedência e ocupaçao, 32,9% dos doadores eram provenientes de Divinópolis e 8,5% eram estudantes (Tabela 1). Dentre esses 14.886 doadores, 318 (2,1%) foram considerados inaptos (260 registros com algum exame positivo e 58 registros com algum resultado indeterminado) (Tabela 2). Isoladamente, o maior índice de positividade detectado foi para sífilis (0,9%), seguido por hepatite B (0,6%), hepatite C (0,2%), HTLV (0,1%), HIV (0,1%) e doença de Chagas (0,03%).

 

 

 

 

A análise bivariada mostrou que ser do sexo masculino (OR 1,27, IC95% 1,01-1,60), ter mais de 50 anos de idade (OR 1,59, IC 95% 1,19-2,12) e menos de 9 anos de escolaridade (OR 1,44, IC95% 1,15-1,80) foram variáveis significativamente associadas à inaptidao para doaçao (Tabela 3).

 

 

DISCUSSAO

Conforme exposto, o índice de inaptidao sorológica devido à presença de pelo menos um marcador de diagnóstico positivo encontrado foi de 2,1%, ficando abaixo da média nacional (3,8%), conforme publicado pela ANVISA.5 Outros estudos realizados em hemonúcleos da regiao Sul também apresentaram taxas de descarte mais altas: 4,6%, 3,3% e 5,0%.12-14 Esse baixo índice encontrado, quando comparado aos outros estudos, pode ser reflexo de uma triagem clínica rigorosa com segurança e efetividade satisfatórias, além de menor prevalência dessas infecçoes na populaçao avaliada. Cabe ressaltar que a taxa de descarte sorológico reflete um conjunto de variáveis que influenciam na qualidade e na segurança do sangue doado, e pode representar de forma indireta a prevalência de uma determinada infecçao na populaçao. Por exemplo, estudos realizados em hemonúcleos da regiao Sul apontam maior prevalência de marcador de diagnóstico para HIV em decorrência da maior prevalência desta infecçao no Rio Grande do Sul, que ocupa o primeiro lugar no ranking nacional.15

Quanto à positividade de marcadores de diagnóstico, foi observada uma prevalência de sorologia positiva para sífilis (0,9%), seguida pela hepatite B (0,6%). Essa maior prevalência de Sífilis em relaçao aos demais marcadores também foi observada por Giraldo-Valencia et al., em 2015.16 Entretanto, a maioria dos estudos realizados no Brasil encontraram como mais prevalentes os marcadores para hepatite B, como mostram os dados divulgados pela ANVISA de 2010 a 2016.3,5,9 Apesar disso, percebeu-se ao longo do período avaliado, um aumento do percentual de inaptidao pela sífilis e uma reduçao da inaptidao pelo Anti-HBc.5 Essa diminuiçao da prevalência de marcadores para hepatite B aponta para a eficácia de campanhas de vacinaçao contra essa doença, realizadas no país nos últimos anos.

Estudo realizado com dados de um banco de sangue em Porto Alegre evidenciou aumento crescente da prevalência de marcadores para sífilis, tendo prevalências de 0,3%, 0,57% e 0,70% entre 2014 a 2016.17 Esses dados corroboram com o relatado nos Boletins de Produçao Hemoterápica publicados nos anos de 2014 a 2016.5 Adicionalmente, dados do Ministério da Saúde18 mostram um aumento constante do número de casos de sífilis em gestantes, congênita e adquirida, especialmente entre populaçoes chave mais vulneráveis às infecçoes sexualmente transmissíveis, incluindo homens que fazem sexo com outros homens.

Além do crescimento da realizaçao de notificaçoes, diversos fatores podem contribuir para o aumento dos casos de sífilis atualmente observado no país, como a reduçao do uso de preservativos, a falta de efetividade das campanhas educacionais em relaçao às infecçoes sexualmente transmissíveis, um cenário de desabastecimento mundial de penicilina e até mesmo o maior acesso aos serviços de pré-natal, assim como o emprego de testes rápidos e o aprimoramento do sistema de vigilância, que possibilitam o aumento do número de diagnósticos da infecçao.17-19

A taxa de descarte devido à positividade de marcador diagnóstico para hepatite C (0,17%) foi semelhante à observada na literatura, que se encontra em torno de 0,07 a 0,1%.20,21 Sabe-se que a principal via de transmissao da hepatite C é a parenteral, em contato com sangue contaminado, sendo assim, o baixo índice de descarte sorológico por esse marcador provavelmente reflete uma triagem clínica rigorosa e bem executada.

Do total de doadores inaptos, 0,11% apresentaram positividade do anticorpo anti-HTLV I/II. Outros estudos evidenciaram resultados conflitantes; enquanto em Manaus essa taxa representou 0,13%22 e em Boa Vista 0,11%,23 taxas mais altas foram descritas em outros estados do norte do Brasil, como Amapá (0,71%) e Pará (0,71%). Eventos migracionais estao entre as principais causas para tal discrepância.22

A positividade de marcadores para HIV encontrada neste estudo foi de 0,09%, taxa inferior àquela reportada pela ANVISA nos anos de 2014, 2015 e 2016 (0,23%, 0,22% e 0,21%, respectivamente5). Adicionalmente, verificou-se reduçao expressiva nos casos de transmissao do vírus HIV por via transfusional, devido à aplicaçao de uma triagem clínica minuciosa e testes sorológicos mais sensíveis. Desde 2012, o NAT foi implementado como teste complementar na triagem sorológica no Hemonúcleo de Divinópolis, sendo capaz de reduzir o período de janela imunológica do HIV de 22 dias para 8, diminuindo assim a probabilidade de transmissao do vírus HIV.24 Além disso, o surgimento de centros de testagem e aconselhamento contribuiu para a diminuiçao das prevalências de inaptidao sorológica nos bancos de sangue.25

Em relaçao à inaptidao por sorologia positiva para a doença de Chagas, a prevalência deste estudo foi 0,03%, inferior à encontrada em estudos realizados em hemocentros de Uberaba (0,31%) e Sao Paulo (0,09%), considerando a detecçao de anticorpos anti-T. cruzi por imunofluorescência indireta.26,27 Os estados de Minas Gerais e Sao Paulo sao considerados regioes endêmicas para doença de Chagas, com transmissao vetorial domiciliar ainda registrada e que apresentam certo risco de transmissao, o que justifica a variaçao de taxas encontradas.28

Em relaçao ao perfil sociodemográfico do doador inapto, a maioria foi do sexo masculino (61,6%), assim como demonstrado no 5º Boletim Hemoterápico divulgado pela ANVISA em 2018, que analisou doaçoes de 2010 a 2016, bem como pelo Ministério da Saúde, em seu levantamento de dados de 2015, ambos sobre a produçao hemoterápica nacional.4,5 Dentre as possíveis justificativas para a predominância da inaptidao no sexo masculino, estao os comportamentos de risco suscetíveis às infecçoes sexualmente transmissíveis, como parceiros nao fixos e relaçao sexual desprotegida.29 Outro fator contribuinte para uma maior predominância do sexo masculino entre os inaptos é o fato de a doaçao de sangue ser usada por muitos homens como meio de conhecer seu status sorológico para HIV e outras infecçoes sexualmente transmissíveis (IST), em decorrência do fácil acesso aos serviços de doaçao.30,31

Ter idade igual ou superior a 50 anos foi outra característica associada à inaptidao da doaçao. Um dos fatores que podem ter contribuído para esse resultado é o maior tempo de exposiçao aos agentes infecciosos ao longo da vida, associado à tendência de aumento da prevalência de IST e, especialmente, baixa testagem entre os idosos.32A descoberta de medicamentos para tratamento da disfunçao erétil, a qual permitiu um prolongamento da vida sexual, associada às práticas sexuais inseguras, sao razoes importantes para esse aumento da prevalência dessas doenças, como HIV e sífilis na populaçao idosa.32,33 Apesar do aumento de infecçoes entre idosos e mulheres, a prevalência da infecçao pelo HIV em homens adultos jovens ainda permanece a maior dentre as faixas etárias no Brasil. 34-37

Assim como verificado em outros estudos nacionais, ter menor escolaridade se mostrou como variável significativamente associada à inaptidao da doaçao.38,39 A evidência de que os estratos com baixa escolaridade concentram mais casos de doenças remete a uma condiçao de pior cobertura por parte de sistemas de vigilância e acesso à assistência médica.39 A educaçao é um importante determinante social de saúde, com impacto direto na condiçao de saúde do indivíduo.40 Este resultado é ainda condizente com o conceito mundial de pauperizaçao da epidemia de HIV/AIDS, sendo que menor grau de instruçao é apontado como importante determinante para o baixo conhecimento sobre HIV/AIDS, promovendo menor entendimento acerca dos riscos de contágio e formas de prevençao.41

É também importante salientar a situaçao das políticas de saúde pública para prevençao de IST/AIDS no Brasil e sua relaçao com os índices de inaptidao. As ISTs sao um problema de saúde pública em nosso país, e sua prevalência sofre influência de determinantes sociais, acometendo populaçoes mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo.37

Vivemos um momento de fragilidade na formalizaçao e abrangência das políticas de prevençao de ISTs/AIDS, o que consequentemente restringe e enfraquece a prevençao, aumentando a exposiçao e o risco dessas infecçoes. Isso se reflete em uma maior prevalência de inaptidao à doaçao de sangue e demonstra, ainda, a necessidade de maior atençao a essas políticas de prevençao, enfatizando a importância do contexto político, social e econômico no qual o sujeito está inserido, já que essa falha o expoe a comportamentos de risco, como as práticas sexuais inseguras.29,33,42,43

Dados do boletim sobre a produçao hemoterápica no Brasil divulgados pela ANVISA5 mostram que 79,3% dos candidatos à doaçao foram considerados aptos pela triagem clínica em 2016. No presente estudo, em semelhança à produçao nacional, tem-se uma taxa de 75,6%. Da Silva et al.9 encontraram um total de 103.370 doadores elegíveis no Hemonúcleo de Divinópolis no período de 2006 a 2012, equivalente a 83,6% do total de candidatos. O decréscimo desse percentual sugere um aumento do rigor da triagem clínica realizada pelo serviço, considerando que o número médio de candidatos/ano se manteve similar neste hemonúcleo.

O boletim apresenta ainda um percentual de doaçao nacional de 1,9%, levando em consideraçao o número de coletas realizadas em indivíduos aptos pela triagem clínica e a populaçao brasileira em 2016.5 Na Macrorregiao de Saúde Oeste, atendida pelo Hemonúcleo Divinópolis, entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, aconteceram 17.745 coletas, sendo a populaçao estimada pelo IBGE para 2016 de 1.276.557 habitantes, obtendo uma taxa de doaçao de 0,01%, muito abaixo da média nacional.11 Ambas as taxas nao atendem ao percentual de 3 a 5% que é preconizado como ideal pela OMS.1,5,6 Esses dados alertam, portanto, sobre a necessidade de melhoria da estratégia de captaçao de doadores pelo serviço, buscando enfatizar o benefício coletivo da doaçao de sangue para a comunidade para aumentar o número de doadores aptos.

 

CONCLUSOES

Ao reunir dados referentes à prevalência de marcadores de diagnóstico para doenças infecciosas e fatores associados à inaptidao para a doaçao de sangue, essa pesquisa permite identificar e direcionar pontos para a realizaçao de possíveis intervençoes. Dessa forma, o conhecimento dessas características pode contribuir para aumentar a qualidade dos serviços hemoterápicos prestados e propiciar dados para planejamento de açoes em saúde pública visando captar maior número de doadores aptos.

Cabe ressaltar a relevância da realizaçao de triagens clínica e sorológica de forma segura e rigorosa, o que contribui para o baixo índice do descarte de bolsa e para a reduçao de custo nos serviços de hemoterapia, além de garantir a efetividade do processo de doaçao de sangue e a segurança transfusional para a populaçao brasileira.

Além disso, os resultados aqui apresentados sugerem uma mudança no cenário dos serviços de hemoterapia, com reduçao da positividade de marcadores para HIV e hepatite B, e um aumento de marcadores de diagnóstico de sífilis. Atentar-se a essa mudança de cenário é importante, pois ressalta a relevância das triagens clínica e sorológicas, além da necessidade de açoes que promovam conscientizaçao sobre gravidade, prevençao, diagnóstico e tratamento das IST.

É relevante destacar também uma reduzida taxa de doaçao da populaçao de Divinópolis e macrorregiao, tanto em relaçao ao percentual nacional quanto ao preconizado pela OMS. Tal dado indica a necessidade de melhoria de estratégias para conscientizaçao acerca da importância da doaçao de sangue, e da implementaçao de campanhas que concretamente aumentem o número de doadores.

 

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