RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 29. (Suppl.10) DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20190081

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Suplemento do 2º Curso de Antibiocoterapia LIPDIP/LADIP

Comparação entre terapias cirúrgicas e não cirúrgicas para NIC 2 e 3: uma revisão da literatura

Antônio Henrique Candiotto Vianna Pereira1; Adriele de Lima Vilela1; Amanda de Oliveira Lefort1; Marco Polo Assis da Motta1; Marianna Lemos Vitoriano1

1. Discentes do Curso de Medicina, UNIFENAS, Câmpus Itapoã. Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail: ahcandiotto98@gmail.com; drivilela08@gmail.com; amandaolefort@gmail.com; marcopoloamotta@gmail.com; marcopoloamotta@gmail.com

 

Resumo

Introdução: O papiloma vírus humano (HPV) é um vírus altamente prevalente na população brasileira, com estimativas que variam em torno de 50% na população jovem, e sua infecção é considerada a doença sexualmente transmissível de maior prevalência em todo o mundo. A infecção pelo vírus é um fator de risco importante para desenvolvimento de câncer de colo uterino, que é o terceiro carcinoma mais prevalente na população feminina brasileira, além de outros tipos de neoplasias. A terapêutica mantém sua histórico baseada em uma remoção cirúrgica - Excisão Eletrocirúrgica com Alça (LEEP) ou vaporização a laser, porém novas abordagens têm explorado campos diversos: imunoterapia e combinado de antineoplásicos e antiangiogênicos. Objetivo: Analisar comparativamente as opções terapêuticas de NIC 2 e 3. Metodologia: Revisão bibliográfica realizada nas plataformas Scielo e Pubmed/Medline, utilizando-se dos descritores "HPV", "CIN", "terapêutica" e "câncer cervical" para a busca. Foram escolhidos 12 artigos/guidelines de 2005 a 2019 em inglês e português que preconizavam ensaios clínicos acerca das práticas terapêuticas mais utilizadas. Conclusão: A abordagem medicamentosa além de resultar em baixa resposta geral, apresentou alta toxicidade e baixa aceitação, enquanto o padrão ouro cirúrgico apresentou reincidência percetível apesar da facilidade de realização. O esquema de imunoterápico abrange um espectro profilático-terapêutico, que não é praticável junto às outras alternativas, além de ser bem adaptado para aplicação na comunidade. Logo, tal nova terapêutica, como o agente Tipapkinogen Sovacivec, é desejável para melhorar a taxa de cura e incidência de NICs e carcinoma invasor de colo uterino.

Palavras-chave: HPV. Terapêutica. NIC 1 e 2.

 

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