RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 31 e-31109 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20210047

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Artigo Original

Estudo transversal sobre o consumo de drogas por gestantes em quatro hospitais públicos do município de Recife a partir da aplicação do Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST)

Cross-sectional study on drug use by pregnant women in four public hospitals in the municipality of Recife, subsidized by Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (assist)

Carlos Gustavo da Silva Martin de Arribas1; Maria Rosimery de Carvalho2; George Tadeu Diniz3; Ionara do Nascimento Silva4; Joanna Duarte Filustztek Notari5; Natália Rebeca Veras Santos Valentim6; Edleuza Maria da Silva7; Valéria Rêgo Alves Pereira8

1. Mestre em Inovação Terapêutica, PPGIT/UFPE, Recife/PE/Brasil
2. PhD, IAM/FIOCRUZ/MS, Departamento de Saúde Coletiva, Recife/PE/Brasil
3. PhD, IAM/FIOCRUZ/MS, Departamento de geoprocessamento-NEG, Recife/PE/Brasil
4. MBA, Unidade de pronto atendimento-Dulce Sampaio, Setor de Serviço Social, Recife/PE/Brasil
5. Especialista, Hospital de Câncer de Pernambuco, Coordenação da auditoria de quimioterapia, Recife/PE/Brasil
6. Especialista, Hospital da Mulher, Setor de UTI da Mulher, Recife/PE/Brasil
7. Bioquímica, CISAN/UPE, Recife/PE/Brasil
8. PhD, IAM/FIOCRUZ/MS, Departamento de Imunologia, Recife/PE/Brasil

Endereço para correspondência

Maria Rosimery de Carvalho
E-mail: rosimerycarvalho@gmail.com

Recebido em: 21/05/2020
Aprovado em: 21/07/2021
Data de Publicação: 23/09/2021

Conflito de Interesse: Não há

Contribuição dos Autores: Primeiro e Segundo autores tiveram a mesma contribuição

Editor Associado Responsável: Henrique Vitor Leite

Resumo

INTRODUÇÃO: O uso de drogas é um grande problema de saúde pública, alterando o estado físico-mental e o comportamento. Nas gestantes, este uso, compromete irreversivelmente a integridade do binômio mãe/feto. A hipótese desta pesquisa foi detectar, pelo ASSIST, se existiria uma alta prevalência de drogadição em gestantes de baixo e alto risco, bem como possíveis fatores de proteção para o não consumo de drogas.
OBJETIVOS: Identificar a prevalência de drogadição, avaliar os fatores de proteção e risco relacionados ao uso na gestação através do autorrelato pelo ASSIST.
MÉTODOS: Estudo transversal com seleção casuística, número amostral de 160 gestantes, aplicando o ASSIST e seleção por conveniência dos hospitais. Análise inferencial da variável dependente (uso de drogas) e das independentes (idade, escolaridade e estado civil) através da regressão logística com nível de significância 5%. Através de regressão logística multivariada, as variáveis estado civil, escolaridade e idade materna tiveram significância estatística.
RESULTADOS: A positividade total do uso de drogas foi de 86,9%, com prevalência de 65% para tabaco, 81,9% álcool, 16,9% maconha, 4,4% cocaína/crack e 12% hipnóticos/sedativo. Ser casada era fator de proteção (p-valor=0,0047 e OR=0,12) junto com ter ensino médio/curso técnico (p-valor=0,041 e OR=0,11); já idade materna superior >24 anos aumentou o uso de drogas (p-valor=0,035).
CONCLUSÕES: É necessário uma política mais eficaz de assistência e um rastreamento adequado de gestantes usuárias de drogas devido a um alto-risco materno-fetal de complicações clínicas.

Palavras-chave: Gestantes; Drogas Ilícitas; Autorrelato.

 

INTRODUÇÃO

O uso de drogas é um grande problema de saúde pública, repercutindo de maneira preocupante na nossa sociedade, pois seu consumo exerce influência agressiva na vida da pessoa, modificando seu estado físico, mental e comportamental. Esse mesmo problema se torna mais grave nas gestantes, pois a exposição dessas pacientes às drogas psicotrópicas pode resultar em comprometimento irreversível da integridade do binômio mãe/feto1.

A exposição ao álcool durante a gestação está associada, de maneira dose-dependente com alta toxicidade e diversos danos biológicos materno-fetais decorrentes de elevada permeabilidade placentária e hematoencefálica. A síndrome alcoólica fetal (SAF) é a consequência mais séria na gravidez devido ao álcool, que é uma das principais causas de retardo mental no Brasil2,3.

Aproximadamente 5% das mulheres admitem usar drogas ilícitas durante a gravidez no Brasil. A expansão do consumo de drogas psicoativas, principalmente a cocaína, seja aspirada ou injetada (sal de cocaína) ou inalada/fumada (crack), atingiu também as mulheres em idade fértil, gerando desafios no cuidado a elas. Neste contexto, o crack é a droga ilícita mais necrosante de tecidos por vasoconstricção durante a gestação, e ainda com um poder aditivo superior ao da cocaína4,5.

As complicações maternas decorrentes do uso da cocaína na gestação são evidenciadas pela alta incidência de aborto, descolamento prematuro de placenta (DPP), trabalho de parto prematuro, ruptura uterina, disritmias cardíacas, ruptura hepática, isquemia cerebral, infarto e morte. A cocaína aumenta a concentração de ocitocina, induzindo a atividade uterina6,7.

A combinação de hipertensão, proteinúria e convulsões, resultantes do abuso de cocaína, pode ser confundida com eclampsia. O diagnóstico diferencial é essencial nesses casos para estabelecer a conduta correta6,8.

O uso da cocaína e/ou crack, no primeiro trimestre de gestação está associado a maiores taxas de aborto espontâneo, e os efeitos negativos independem da dose, o que sugere que qualquer nível de exposição aumenta o risco de abortamento7,9.

Os objetivos do estudo foram identificar a prevalência de consumo de drogas lícitas/ilícitas na atual gestação em qualquer trimestre e realizar associação entre variáveis socioeconômicas e biológicas, bem como reavaliar os fatores de proteção e risco relacionados ao uso destas drogas na gestação através do autorrelato da aplicação do Alcohol, Smoking And Substance Involvement Screening Test (ASSIST).

A hipótese desta pesquisa foi detectar, através do ASSIST, se existiria uma alta prevalência do uso de drogas lícitas/ilícitas em gestantes de baixo e alto risco, bem como possíveis fatores de proteção para o não consumo de dorgas10-12.

 

MÉTODOS

O estudo é do tipo observacional individuado descritivo de corte transversal das pacientes em pré-natal de baixo e alto risco. O número amostral (n) foi de 160 pacientes igualmente distribuídas nos quatro hospitais (40 gestantes por cada hospital), selecionados por conveniência, sendo 2 hospitais de pequeno porte, com suporte para atenção primária e apenas com pré-natal de baixo risco como o Hospital da Mulher do Recife (HMR) e a Maternidade Bandeira Filho (MBF); e 2 de grande porte e pré-natal de alto risco como o Hospital Agamenon Magalhães (HAM) e a Maternidade da Encruzilhada (CISAM).

As pacientes foram convidadas a participar da pesquisa e após assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), foi aplicado o questionário de autorrelato (ASSIST). A escolha deste teste levou em consideração ser validado para o português, ser utilizado pela atenção primária em saúde em vários locais e ser de fácil aplicabilidade, abrangendo variáveis socioeconômicas e sobre uso de drogas com seus prejuízos ao longo da vida e, principalmente, nos últimos 90 dias da data de aplicação do questionário.

Cada paciente, identificada como usuária de drogas pelo ASSIST, foi encaminhada para serviços com tratamentos multiprofissionais especializados dentro da rede de atenção psicossocial (RAPS) de Recife.

Quanto às considerações éticas, a pesquisa recebeu aprovação pelo comitê de ética do IAM/FIOCRUZ/Recife, CAAE nº 62426316.6.0000.5190.

Na análise estatística inferencial das variáveis do estudo, os resultados mensurados foram expressos através de tabelas. As variáveis foram analisadas utilizando modelo de regressão logística, sendo a força de associação entre as variáveis independentes e a variável resposta (uso de drogas) expressa pelo "odds ratio (OR)", com intervalo de confiança 95%. Foram classificadas como variáveis independentes (estado civil, idade maternal, idade fetal a ultrassonografia (USG), escolaridade, saber ler e programas sociais (como bolsa família, benefício de prestação continuada pela LOAS ou simplesmente LOAS e auxílio-doença) e a variável dependente (uso de drogas) com abordagem de modelos de regressão logística univariado e multivariado. Também se utilizou o teste de qui-quadrado na análise dos dados categóricos e todas as conclusões foram tomadas ao nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

A prevalência do uso de drogas lícitas e ilícitas pelas pacientes, em todos os trimestres de gestação de baixo e alto risco, após a aplicação do autorrelato foi 86,9% (Tabela 1). A prevalência deste uso por hospital foi: CISAM com 82,5%, HAM com 85,0%, HMR com 90,0% e MBF com 90,0%, estando as prevalências de consumo observadas e distribuídas de forma semelhantes e sem significância estatística entre os locais (valor de p=0,7514).

 

 

Quanto ao aspecto sociodemográfico, algumas características foram mais prevalentes, como a raça parda (64,7%), a união estável (39,5%), ter companheiro fixo (94,9%), ter ensino médio (50,9%), saber ler (97,9%), não receber programas sociais (65,6%) e não ser chefe da família (75,8%), conforme observado na Tabela 1.

Em relação ao consumo individual das drogas psicotrópicas de abusos, apenas durante a atual gestação em qualquer trimestre, constatou-se que o percentual de prevalência foi de 65% para o tabaco, 81,9% para o álcool, 16,9% para a C. sativa, 4,4% para a cocaína/crack e 12% para hipnóticos/sedativos. Somado a estes resultados, 28,1% afirmaram ter consumido e 22,5% afirmaram ter a fissura por algumas destas drogas nos últimos 90 dias. Além disso, um percentual de 17,5% não conseguiu reduzir seu consumo e 5,8% usaram drogas injetáveis, conforme Tabela 2.

 

 

Ao avaliar o uso de drogas como variável dependente observou-se no estudo que ser casada (OR=0,17; valor de p=0,010), ou ter cursado o ensino médio (OR=0,10; valor de p=0,024) ou ainda ter cursado o ensino superior (OR=0,11; valor de p=0,060) foram as variáveis estatisticamente significativas apresentando-se como fatores de proteção para uso de drogas, ou que estariam reduzindo a probabilidade do uso de droga, destacando que o ensino superior apresentou-se limítrofe ao nível significância. Entretanto, não receber quaisquer programas sociais se mostrou ser um fator de risco com valor de p-limítrofe para o uso de drogas (OR=3,36; valor de p=0,060), aumentando em três vezes o risco de envolvimento com drogas ao comparar com as mulheres que receberam algum tipo de benefício (Tabela 3).

 

 

Ao realizarmos a análise por regressão logística multivariada, observou-se significância estatística para o grau de escolaridade, estado civil e idade materna. Diante disto, ser casada (OR=0,12; valor de p=0,005), ter o Ensino Médio/Curso técnico Completo/Incompleto (OR=0,11; valor de p=0,041) e ter idade materna >24 anos (OR=3,68; valor de p=0,035), demostraram-se associadas estatisticamente ao consumo de drogas pelas pacientes. Destaca-se que ser casada e ter o ensino médio contribui como proteção, reduzindo aproximadamente em 90% a chance de consumir drogas; entretanto, ter mais de 24 anos é um fator de risco que aumenta em quase quatro vezes o risco de envolvimento com as drogas (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

No presente estudo foi observado que o álcool (prevalência de 81,9%) e o derivado de tabaco (65%) são as drogas mais utilizadas por estas pacientes. Também foi verificado que o fato de ser casada ou ter cursado o ensino médio/curso técnico influenciou positivamente como prevenção ao uso das drogas. No entanto, não ser inserido em programas sociais ou ter idade superior a 24 anos apresentaram-se como fator de risco para o uso de drogas.

Diferentes autores mostram que o consumo abusivo de substâncias lícitas e ilícitas tem sido motivo de preocupação mundial com relação à saúde das gestantes e de seus filhos em diferentes níveis socioeconômicos, principalmente nas classes mais baixas13-15.

Nossos resultados, em conformidade com várias pesquisas, demonstram o aumento progressivo e alarmante no consumo destas drogas pelas mulheres, particularmente durante a gestação. As prevalências de uso dessas substâncias no período gestacional variam muito e tem sido difícil estabelecer a estimativa real16-18.

Na Europa, a cocaína é uma das drogas mais utilizadas por mulheres no período gestacional, sendo, em nossa pesquisa, a terceira droga ilícita mais consumida com prevalência de 4,4%. Em Londres (1995), estudo com análise urinária, revelou consumo contínuo de substâncias ilícitas durante a gestação, com uma taxa de exposição de 10,6% no primeiro trimestre e para a cocaína taxa de 1,1%. Resultados semelhantes aos de nossa pesquisa foram descritos por um estudo na Espanha (1995), por meio de análise meconial no pós-parto, que revelou positividade de 7,9% para abuso de drogas, dentre estas a cocaína positivou em 4,4%.

Em 2015, um estudo realizado com 1.797 pré-natais em mulheres com idades entre 18 a 37 anos, em Unidade de Referência da Atenção Primária no município de Rio Branco (Acre), durante período de 9 semanas, obtiveram prevalências de uso de álcool (2%), C. sativa (1,2%) e cocaína (0,9%). Entretanto, comparado a esse estudo no estado do Acre, nossos resultados para o álcool (81.9%), C. sativa (17,0%) e cocaína/crack (4,4%) foram maiores devido ao fato de ser realizado por profissionais especializados e não pela atenção primária. Além disso, utilizou-se treinamento prévio dos aplicadores dos testes para orientação sobre os cuidados e abordagens mais qualificadas às gestantes naquele ambulatório de pré-natal nos 4 hospitais20.

No Brasil, o Ministério da Saúde refere que a baixa escolaridade é um fator de risco para aumentar a mortalidade materna, referindo-se que a dificuldade de acesso e de compreensão das informações acarretam um pré-natal irregular e pouco efetivo. Por estas razões, uma variável significativa na regressão logística de nosso estudo foi o ensino médio/curso técnico que reduziu o risco de uso de drogas (valor de p=0,041 e OR=0,11), principalmente nas gestações de alto risco, como ocorrem em muitas usuárias de drogas21,22.

Não obstante, um estudo realizado na cidade de Maringá (PR) com 394 gestantes entrevistadas, revelou que a idade média das gestantes foi de 25,2 anos, com 36,1% de solteiras e 45,83% de pardas. Já em 2016, a coorte BRISA com 1.447 gestantes, demonstrou que 75,6% tinham ensino médio e 81% tinha idade materna entre 20-34 anos. Estas pesquisas corroboram com nossos resultados cuja idade média ficou em 29 anos e cuja variável idade materna teve significância estatística, sendo um fator de risco quando superior a 24 anos de idade em nosso estudo4,13,24.

A coorte nacional BRISA, em 2016, demonstrou que 36,1% das solteiras consumiam drogas e 45,83% eram pardas, assemelhando-se com os resultados de nossa pesquisa. Revelamos que ser casada era um fator protetor com significância estatística (valor de p=0,004) e apresentou uma prevalência para pardas de 64,7%13,24.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD, 2012)23, apenas 42,2% das nordestinas são economicamente ativas. Isto corrobora com nossa análise univariada, na qual o uso de drogas era positivo em 74,3% das gestantes não chefes de família versus 25,7% que eram chefes de família. Esta fragilidade social pode levar a uma maior vulnerabilidade e falta de autonomia feminina, acarretando maior exposição a condições sociais precárias e aumentando a predisposição ao uso de psicotrópicos.

A detecção precoce destas pacientes com maior risco de uso de drogas durante o pré-natal pode permitir uma intervenção mais efetiva. Além disso, reduz comportamentos de risco à saúde materno-fetal, bem como melhora a qualidade da assistência por parte dos profissionais. Com isso ter-se-á um encaminhamento direcionado aos serviços especializados com equipes multiprofissionais para acolher e dar o tratamento adequado.

Uma política mais direcionada e adequada visando fortalecer a gestação torna-se necessária, visto que o cuidado de usuárias de drogas gestantes, que se tornaram de alto-risco materno-fetal pela dependência química. Sendo assim, o escopo de nossa pesquisa revelou vários dados em conformidade com as demais pesquisas no Brasil e no mundo, enriquecendo dados nacionais. Mostrou claramente que o estado civil e a escolaridade são fatores de proteção, enquanto que a idade materna e não ter qualquer programa social aumentam os riscos de consumo de drogas nas gestantes.

 

CONCLUSÃO

O questionário ASSIST demonstrou que o consumo de drogas lícitas/ilícitas em mulheres gestantes é subestimado e subdiagnosticado. Portanto, o teste ASSIST pode ser uma excelente ferramenta a ser adotada na rotina dos pré-natais.

 

COPYRIGHT

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