ISSN (on-line): 2238-3182
ISSN (Impressa): 0103-880X
CAPES/Qualis: B2
Consumo de alimentos ultraprocessados por adolescentes em Montes Claros, Minas Gerais
Consumption of ultra-processed foods by adolescents in Montes Claros, Minas Gerais
Ademário da Rocha Ribeiro Neto1; Eduardo Leite De Vasconcelos1; Gustavo Caires Gasperazzo1; João Victor Soares Quintino1; Marco Aurélio Silva Cardoso1; Ruth Emanuele Silva Andrade*1; Lucineia de Pinho2
1. Faculdade de Medicina, Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc), Montes Claros, Minas Gerais, Brasil
2. Programa de Pós-Graduação em Cuidado Primário em Saúde, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, Minas Gerais, Brasil
Ruth Emanuele Silva Andrade
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Montes Claros, Minas Gerais.
E-mail: ruthandrade689@gmail.com
Recebido em: 7 Dezembro 2023.
Aprovado em: 23 Janeiro 2025.
Data de Publicação: 18 Julho 2025.
Editor Associado Responsável:
Nestor Barbosa de Andrade
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia
Uberlândia/MG, Brasil.
Conflito de Interesse: Não há.
Resumo
INTRODUÇÃO: Os alimentos ultraprocessados (AUP) são formulações industriais feitas com quantidades muito pequenas de substâncias extraídas de alimentos in natura e alta concentração de aromatizantes, emulsificantes, corantes e outros aditivos que alteram as propriedades organolépticas do produto, tendo alto valor energético e baixo valor nutricional. O aumento exponencial do consumo desses alimentos entre a população adolescente e seus riscos demanda estudos acerca das condições relacionadas a essa ingestão.
OBJETIVO: Analisar a prevalência e os fatores associados ao consumo de alimentos ultraprocessados na população adolescente.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e analítico realizado no município de Montes Claros - MG realizado com 880 alunos de escolas da rede pública participaram. Utilizou-se como critérios de inclusão ser aluno regularmente matriculado na instituição e na turma selecionada. Foram excluídos os adolescentes que não compareceram à escola nos dias da aplicação do questionário.
RESULTADOS: Participaram deste estudo 880 adolescentes entre o 6º ao 9º ano de escolas públicas municipais. A média de idade foi de 12,95 (±1,23) anos, 51,9 % eram do sexo feminino e 35,7 frequentavam o 6º ano. O tempo médio de uso tela no grupo foi 7,56 (±6,48).
CONCLUSÕES: No presente estudo observou-se alta prevalência de AUP entre os entrevistados, a cada 10 jovens, 4 mostraram consumir AUP diariamente, sendo os mais consumidos guloseimas e refrigerantes. A maior prevalência de consumo foi observada entre adolescentes do sexo feminino e com maior média de tempo de tela.
Palavras-chave: Adolescente; Alimentos ultraprocessados; Consumo alimentar.
INTRODUÇÃO
O consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) tem crescido significativamente entre a população jovem pois, em sua maioria, são alimentos prontos para consumo ou prontos para aquecer e, portanto, requerem pouca ou nenhuma preparação culinária, tornando-os facilmente acessíveis e convenientes1. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), o consumo desse tipo de alimentos entre adolescentes escolares brasileiros aumentou de 2009 a 2015, quando atingiu cerca de 60% dessa população2.
Esses alimentos são formulações industriais feitas com quantidades muito pequenas de substâncias extraídas de alimentos in natura e alta concentração de aromatizantes, emulsificantes, corantes e outros aditivos que alteram as propriedades organolépticas do produto, tendo alto valor energético e baixo valor nutricional. Os ingredientes e processos utilizados na formulação desses alimentos visam criar produtos de custo reduzido, hiperpalatáveis e convenientes, com o potencial de substituir alimentos minimamente processados ou in natura3.
A transição nutricional evidenciada atualmente como uma pandemia de alteração dos hábitos alimentares da população mundial, principalmente dos países em desenvolvimento, relaciona-se ao desequilíbrio energético e nutricional, com a mudança dos alimentos e o surgimento de doenças provenientes da dieta inadequada. Nesse contexto, nota-se, na prática, a substituição das refeições compostas por frutas, verduras, carnes e cereais, que deveriam ser principais, pelos lanches de alto valor energético, ricos em gorduras saturadas e carboidratos simples e com baixo potencial nutritivo4.
É importante identificar o consumo de alimentos ultraprocessados nos adolescentes, visto que essa é uma das principais causas do aumento global dos casos de obesidade2. O consumo de AUP, em associação a fatores de risco genéticos e ambientais, contribui para um desfecho desfavorável para a saúde, uma vez que favorece o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, dislipidemia, hipertensão e diabetes1. Analisar a alimentação dos adolescentes pode-se contribuir para encontrar melhores maneiras de estimular hábitos de vida saudáveis e amenizar hábitos que gerem prejuízo à saúde.
O aumento exponencial do consumo desses alimentos entre a população adolescente e seus potenciais riscos demanda estudos acerca das condições relacionadas a essa ingestão, visto que os comportamentos adquiridos nessa faixa etária costumam se perpetuar na vida adulta e aumentar a morbimortalidade da população5,6. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a prevalência e os fatores associados ao consumo de alimentos ultraprocessados na população adolescente.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e analítico realizado no município de Montes Claros/MG, conforme as recomendações metodológicas do protocolo Strengthening the Reporting of OBservational studies in Epidemiology (STROBE)7. A cidade é considerada de porte médio, está localizada na região norte do estado de Minas Gerais (MG), sendo ela o principal centro urbano da região, com serviços de referência nas áreas de saúde, educação e comércio. De acordo com o IBGE, em seu último censo (2021), o município possui uma população estimada de 417.478 habitantes.
Segundo os dados da prefeitura municipal de Montes Claros/MG, existem, aproximadamente, cem instituições de ensino municipais, desde o ensino infantil até o ensino médio. A população é constituída por adolescentes matriculados no ensino fundamental da rede municipal de ensino de Montes Claros/MG, no ano de 2017. De acordo com dados disponibilizados pela Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros, havia nesse ano, aproximadamente, 28.546 estudantes matriculados nas escolas municipais da cidade.
O tamanho da amostra foi definido considerando os parâmetros: nível de confiança de 95%, prevalência estimada de 50% e erro amostral de 5%. Para efeito de ajuste do delineamento do processo amostral (por conglomerados), o número definido pelo cálculo foi multiplicado por um fator de correção igual a dois (deff=2), foi estimado que seriam necessários 997 estudantes, no entanto, devido aos excluídos na coleta de dados, 880 alunos participaram do estudo.
A seleção da amostra foi do tipo probabilística por conglomerado, com dois estágios. No primeiro estágio, foi realizado o sorteio das escolas, e, em seguida, o sorteio das turmas por amostragem aleatória simples. Com isso, o estudo foi constituído por adolescentes do 6º, 7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental de 13 escolas municipais da Zona Urbana de Montes Claros. Antes da coleta de dados, foi feito contato com os responsáveis pela educação e saúde do município, sendo entregue a cada um a cópia do projeto e do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa.
Utilizou-se como critérios de inclusão ser aluno regularmente matriculado na instituição e na turma selecionada. Foram excluídos adolescentes que não compareceram à escola nos dias da aplicação do questionário e da realização das medidas antropométricas, aqueles que não tinham nem idade nem data de nascimento válidas registradas e os que não tiveram o termo de consentimento livre e esclarecido assinados pelos responsáveis.
Os dados foram coletados no segundo semestre de 2017, por uma equipe multidisciplinar, previamente capacitada, composta por profissionais das áreas de educação física, nutrição, fonoaudiologia, medicina, enfermagem e por estudantes de graduação vinculados à iniciação científica.
Após a etapa de capacitação, foi realizado um estudo-piloto com alunos de uma escola que apresentava as mesmas características das escolas do estudo, a fim de padronizar os procedimentos da pesquisa e avaliar a compreensão dos dados a serem pesquisados pelos entrevistados. Por meio do estudo-piloto, foi possível avaliar o desempenho dos entrevistadores para a aplicação do questionário e da avaliação física, além de verificar o tempo gasto para o desenvolvimento do trabalho.
O instrumento utilizado neste estudo foi um questionário estruturado, autoaplicável, contendo as variáveis demográficas: sexo (masculino e feminino), faixa etária (11 a 19 anos), série escolar (6º ao 9º ano do ensino fundamental). Além disso, o Questionário de Frequência Alimentar (QFA) foi utilizado para avaliar a frequência do consumo diário de pelo menos um grupo de Alimentos Ultraprocessados. A variável foi investigada com base na questão: "Nos últimos 7 dias, em quantos dias você comeu?...", para cada um dos seguintes alimentos/grupos de alimentos: guloseimas, refrigerantes, embutidos (hambúrguer, salsicha, mortadela, salame, presunto, nuggets ou linguiça) e salgadinhos de pacote. O consumo diário de pelo menos um grupo de AUP foi determinado pela resposta afirmativa ao consumo de pelo menos um dos grupos em todos os sete dias da semana investigada. Foi investigado também o tempo de tela desses adolescentes, para avaliar a sua relação com o consumo de AUP.
O tratamento estatístico das informações coletadas foi realizado por meio do programa computacional Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Para caracterização da amostra foram utilizadas análise estatística descritiva de frequências (n) simples e percentual (%). A magnitude da associação entre o desfecho e as variáveis independentes foi estimada pela razão de prevalência (RP) ajustada com seus respectivos intervalos de 95% de confiança, utilizando-se o modelo de regressão de Poisson com variância robusta. As variáveis de ajuste foram incluídas em sua totalidade, independentemente do valor de p na análise bruta. A significância estatística foi estabelecida em p-valor <0,05.
Esta pesquisa atendeu aos preceitos éticos estabelecidos pela Resolução n. 466/2012 e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Montes Claros (CEP) sob número de protocolo 1.908.982. Após aprovação da pesquisa pelas secretarias, foi realizada uma reunião com os diretores das escolas, onde foram esclarecidos sobre a importância, os objetivos e a metodologia do projeto, e solicitada a autorização para o agendamento da coleta de dados e consentimento dos pais dos alunos por meio do termo de consentimento livre e esclarecido. Pesquisadores com projetos aprovados por um comitê de ética em pesquisa terão acesso ao banco de dados anonimizado, mediante comunicação com a autora correspondente.
RESULTADOS
Participaram deste estudo 880 adolescentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas municipais. A média de idade foi de 12,95 (±1,23) anos, 51,9% eram do sexo feminino e 35,7% frequentavam o 6º ano (Tabela 1). O tempo médio de uso tela no grupo foi 7,56 (±6,48).

O Gráfico 1 apresenta as prevalências do consumo diário de cada grupo de AUP entre os adolescentes escolares. Entre os adolescentes, 42,2% consumiam pelo menos um dos grupos de alimentos AUP diariamente. O consumo diário de guloseimas foi o mais prevalente e representou 35,1% (309) dos participantes.
Na análise bruta e ajustada, observou-se que a prevalência de alto consumo de alimentos ultraprocessados foi associada com as variáveis sexo e o tempo de tela entre os adolescentes escolares (p<0,05) (Tabela 2). Na análise ajustada, a maior prevalência de consumo diário de pelo menos um AUP foi significativamente maior no sexo feminino (RP:1,30; IC 95%: 1,09-1,55). Os adolescentes que apresentaram o tempo de tela maior que a média por dia mostraram prevalências de consumo diário de AUP aumentadas em 24% (RP: 1,24; IC 95%: 1,05-1,48). Não foram observadas interações significativas entre as demais variáveis sociodemográficas (idade e série) em sua associação com o alto consumo de alimentos ultraprocessados.
DISCUSSÃO
Neste estudo foi observada alta prevalência de consumo de AUP entre os entrevistados. A cada dez jovens, quatro relataram consumir AUP diariamente, sendo guloseimas e refrigerantes os mais consumidos. O consumo de AUP foi associado ao sexo feminino e tempo de uso de tela acima da média, que evidencia um comportamento sedentário entre os adolescentes escolares.
Segundo Monteiro et al. (2010)8, com a classificação NOVA, os AUP são divididos agora de acordo com o processamento que tiveram, numa escala que vai de alimentos in natura a alimentos ultraprocessados. O consumo de AUP por adolescentes mostrou ser um fator predisponente a diversas repercussões durante a vida adulta, como maiores chances de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares, depressão e distúrbios do trato gastrointestinal9.
O consumo de alimentos ultraprocessados é uma tendência contemporânea de hábito alimentar2. Países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá demonstram os maiores índices desse consumo no cenário mundial10. Um estudo realizado em 2016 observou que 69,7% da população de escolares no sul do Brasil consumia AUP2. No Brasil, um levantamento prévio feito com 102.072 adolescentes escolares do 6º ao 9º ano de todo o território nacional mostrou que o consumo diário de AUP foi reportado por 39,7% dos adolescentes, sendo ainda maior o consumo entre meninas e alunos de escolas particulares. O percentual de consumo de AUP entre os gêneros variou de acordo com o tipo de AUP consumido, sendo eles: refrigerantes (meninas = 35,7% e meninos = 40,7%), guloseimas (meninas = 57,7% e meninos = 46,7%), embutidos (meninas = 46,8% e meninos = 43,7%) e salgados fritos (meninas = 21,5% e meninos = 20,2%)11.
Esses resultados estão em concordância com as evidências encontradas no presente estudo, as quais também demonstram um maior consumo de AUP pelo sexo feminino. O consumo demasiado de AUP na população adolescente do sexo feminino favorece a formação de mulheres adultas com hábitos alimentares não saudáveis que podem gerar prejuízos para saúde como as DCNT, mais prevalentes em mulheres e ocasionadas pela associação de fatores genéticos e ambientais. Além disso, durante e após a menopausa, a mulher vivencia uma redução dos hormônios sexuais femininos, o que potencializa o ganho de peso e o aumento do risco cardiovascular4,12.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) limita que crianças e adolescentes passem no máximo duas horas por dia em frente às telas13. Na presente investigação, a média diária de tempo de tela foi superior à recomendada, sendo um caracterizador de hábito sedentário. Estudo realizado em escolas públicas de São José dos Pinhais, no Paraná, também evidenciou um tempo de tela maior que o recomendado em adolescentes14. O uso demasiado de telas é associado à maior prevalência de hábitos poucos saudáveis, menores índices de atividade física9,15,16. É sugerido, ainda, que haja permanência dos hábitos sedentários na vida adulta, como evidenciado por estudo longitudinal que como resultado mostrou que o uso de telas maior que duas horas ao dia pelos adolescentes se perpetua em indivíduos adultos17.
De acordo com pesquisa conduzida por Kelishadi et al. (2017)18, estudantes que eram mais propensos ao consumo de AUP apresentaram tempo de tela maior do que quatro horas por dia, porém não houve relação entre o tempo de tela ao consumo de vegetais e alimentos considerados saudáveis. A associação entre o tempo de tela inadequado e o consumo de AUP pode ser explicada pela facilidade de ingestão dessa classe de alimentos, que não demanda tanta atenção para o ato de comer e pela diminuição da sensação de saciedade que ocorre quando a ingestão do alimento é feita simultaneamente ao uso da tela, levando os indivíduos a consumirem maiores quantidades de comida11. Estudos da literatura corroboram os resultados encontrados, associando o maior consumo de alimentos congelados e refrigerantes com o tempo de exposição à tela em pré-escolares da região metropolitana de São Paulo19.
O hábito alimentar atual é caracterizado por uma dieta composta primariamente por calorias vazias, evidenciando pobreza nutricional associada que impacta a saúde dos indivíduos e gera gastos adicionais para a saúde pública12. Esses resultados sugerem a implementação de campanhas para a promoção da alimentação saudável entre os adolescentes e ações que integrem setor público, escola, família e profissionais de saúde na APS, como campanhas e palestras que visem a propagação de conhecimento acerca das consequências do consumo de alimentos AUP à saúde e que incentivem e possibilitem a adesão precoce de hábitos alimentares e práticas saudáveis20.
As limitações deste estudo incluem a incapacidade de o desenho de estudo estabelecer relações causais entre as variáveis, possibilitando apenas a realização de associações. A representatividade pode ser limitada, uma vez que os dados são provenientes de uma única região. O viés de memória e resposta, comum em estudos observacionais, e a presença de fatores confundidores, como o ambiente familiar e o acesso a alimentos saudáveis, também são desafios metodológicos. Apesar disso, a escolha de escolas públicas assegura uma diversidade socioeconômica representativa e a natureza transversal do estudo permite a coleta de dados atualizados, refletindo as tendências contemporâneas de consumo alimentar. Além disso, a metodologia observacional facilita a execução do estudo e os resultados obtidos são cruciais para o desenvolvimento de programas de educação nutricional e políticas de saúde pública.
Os resultados podem orientar profissionais de saúde, educadores e formuladores de políticas na criação de abordagens eficazes para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados entre os jovens, potencialmente promovendo melhores resultados de saúde em longo prazo. Ademais, os achados deste estudo podem ser utilizados para sensibilizar a sociedade sobre a importância de uma alimentação saudável e encorajar mudanças positivas no comportamento alimentar dos adolescentes.
CONCLUSÃO
Os adolescentes escolares apresentaram alta prevalência do consumo de alimentos ultraprocessados. A maior prevalência foi observada entre adolescentes do sexo feminino e com maior média de tempo de tela. Diante dos resultados alcançados, são recomendadas medidas para adequação do padrão alimentar dessa parcela da população com o intuito de prevenir os efeitos negativos para saúde associados ao consumo de AUP.
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:
Conceptualização, Investigação, Metodologia, Visualização & Escrita - análise e edição: ARRN; ELV; GCG; JVSQ; MASC; RESS; LP. Administração do Projeto, Supervisão & Escrita - rascunho original: ARRN; ELV; GCG; JVSQ; MASC; RESS; LP. Validação, Software: LP. Recursos & Aquisição de Financiamento: Não houve. Curadoria de Dados & Análise Formal: ARRN; ELV; GCG; JVSQ; MASC; RESS; LP.
COPYRIGHT
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