RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Número Atual: 35 e35119 DOI: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.2025e35119

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Artigo Original

Efeitos da COVID-19 no ensino médico e hábitos de vida dos estudantes

COVID-19 effects on medical education and student's life habbits

Helena Meurer Heidemann1; Marianne Schrader de Oliveira2; Marisa Oenning2; Betine Pinto Moehlecke Iser2

1. Departamento de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Santa Catarina, Brasil
2. Departamento de Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Santa Catarina, Brasil

Endereço para correspondência

Helena Meurer Heidemann
E-mail: helena_mh12@hotmail.com

Recebido em: 14 Março 2025
Aprovado em: 17 Agosto 2025
Data de Publicação: 9 Janeiro 2026.

Editor Associado Responsável:

Mário Benedito Costa Magalhães
Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Vale do Sapucaí. Pouso Alegre/MG, Brasil.

Fontes apoiadoras: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

Conflito de Interesse: Não há.

Comitê de Ética: Número do Parecer - CAAE: 51301821.9.0000.5369

Fomento: O trabalho teve a concessão de Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Resumo

INTRODUÇÃO: A pandemia de COVID-19, iniciada em 2019, levou a medidas de isolamento social que impactaram a educação globalmente, incluindo o Brasil. Universidades fecharam e as aulas foram suspensas, resultando na adoção de práticas emergenciais de educação. Isso provocou uma transição do ensino presencial para o ambiente virtual, trazendo desafios adicionais para o ensino médico.
OBJETIVO: Avaliar o perfil dos estudantes de medicina de uma universidade do sul de Santa Catarina quanto ao estilo de vida e aspirações no curso diante da nova proposta pedagógica em um cenário pandêmico.
MÉTODOS: Estudo transversal com alunos ingressantes em 2021 no curso de Medicina nos dois campi da Universidade do Sul de Santa Catarina. Os dados foram coletados via questionário em ambiente virtual Google Forms®, de novembro de 2021 a fevereiro de 2022.
RESULTADOS: Do total de 87 participantes, 51,7% ingressaram pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e 21,8% possuíam alguma formação acadêmica anterior. Durante a pandemia da COVID-19, 78,2% dos alunos perceberam mudanças psicológicas, como depressão e ansiedade, e 57,2% perceberam aumento do peso corporal associado às mudanças nos hábitos de vida. No que diz respeito à metodologia de ensino, 66,7% adaptaram-se parcialmente ao Ensino Baseado em Problema (PBL), e 33,3% acreditaram ser este método melhor do que o tradicional.
CONCLUSÃO: O novo método de ensino (PBL) implantado durante a pandemia da COVID-19 em aulas remotas trouxe algumas barreiras aos estudantes em seu processo de aprendizagem, além de mudanças no estilo de vida e fatores psicológicos. Conclui-se que a pandemia de COVID-19 impactou de diferentes modos a vida dos estudantes, assim como o ensino médico.

Palavras-chave: Pandemia por COVID-19; Estudantes de medicina; Aprendizagem baseada em problema.

 

INTRODUÇÃO

No primeiro semestre de 2020, a história social do planeta foi abalada pelo surto de um novo coronavírus, que, elevado à condição de pandemia, desencadeou medidas de isolamento social que afetaram a educação em pelo menos 200 países1. Esse foi também o caso do Brasil, onde escolas e universidades foram fechadas, as aulas presenciais suspensas e muitas dessas instituições passaram a adotar o que se pode denominar de práticas emergenciais de educação2. Foi criado o Comitê Operativo de Emergência do Ministério da Educação (MEC), que flexibilizou temporariamente o ensino a distância (EaD) como uma de suas primeiras ações, orientando as ações de estados, municípios e instituições de ensino, observando a autonomia dos envolvidos3. Essas medidas resultaram em uma mudança repentina dos métodos de ensino presencial para o ambiente virtual, situação que trouxe ainda mais desafios ao ensino de Medicina, que envolve atividades práticas e tutorias em serviço.

A transmissão disseminada do coronavírus em um curto período de tempo também alertou para a necessidade de profissionais de saúde, especialmente médicos, desenvolverem habilidades cognitivas que envolvam ações de resolução de problemas, tomada de decisão e um julgamento clínico apurado. No entanto, encontrar a melhor abordagem para treinar esses profissionais a responderem às emergências de saúde pública de forma colaborativa e multidisciplinar tem sido considerada uma necessidade em grande parte não resolvida. A educação médica também foi afetada pela interrupção das aulas presenciais, assim como de palestras e congressos, além da restrição de atendimentos clínicos e exames, o que tornou necessária a implementação de novas estruturas de aprendizado4,5.

Muitas escolas de medicina vêm buscando desenvolver as habilidades de aprendizagem autorregulada (SRL), sendo a aprendizagem baseada em problemas (Problem-Based Learning - PBL) uma metodologia de ensino e abordagem curricular de preferência para aprimorar essas habilidades. Nessa metodologia, o aluno se torna o protagonista do seu próprio aprendizado, resolvendo problemas de forma colaborativa, refletindo sobre suas experiências e se envolvendo em questionamentos autodirigidos6. Uma revisão sistemática recente sugeriu que o ensino em ambiente virtual e o ensino presencial são equivalentes em termos de resultados de exames de medição de aprendizagem7. A pandemia gerada pela COVID-19 trouxe uma oportunidade única para avaliar a importância das plataformas de ensino em ambiente virtual na área de educação médica, acelerando, de certa forma, sua disseminação nas escolas médicas do país.

Nos últimos anos, as alterações nos formatos pedagógicos dos cursos de medicina incluem a adoção de novas metodologias de ensino e mudanças na forma de ingresso, seguindo recomendações técnicas de comitês executivos locais e nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante a pandemia, devido à suspensão das atividades presenciais, o processo seletivo na universidade do estudo foi adaptado, passando a ser realizado de forma virtual e dando maior peso à redação. Nesse contexto, presume-se que o perfil do estudante possa ter mudado, possibilitando um acesso mais universal ao processo seletivo.

Além disso, a pandemia trouxe mudanças na rotina das pessoas, como a redução dos níveis de atividade física e alterações nos hábitos alimentares, com aumento de comportamentos prejudiciais à saúde8. Houve também impactos psicológicos significativos devido às ações adotadas para o controle da pandemia que seguiram recomendações técnicas definidas que se referenciaram nas diretrizes estaduais e nacionais com respaldo das evidências científicas até então obtidas naquele contexto, sobrecarregando a saúde mental por causa do isolamento físico e social. Esses efeitos já foram observados entre universitários9,10.

O estudo teve como objetivo avaliar o estilo de vida dos alunos do primeiro ano de medicina, cujo método de ensino é baseado no PBL, em meio à pandemia. Ele destaca a organização da rotina dos estudantes em relação às restrições sociais, ao ensino remoto e às novas propostas pedagógicas. Dessa forma, o estudo buscou identificar o perfil dos estudantes de medicina do primeiro ano do método PBL, implementado na UNISUL, no contexto da pandemia de COVID-19.

 

MÉTODOS

Este estudo observacional de corte transversal foi conduzido com os ingressantes de Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, nos campos de Tubarão e de Pedra Branca, no ano de 2021. A seleção dos estudantes se deu por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio do qual adotaram também a metodologia de ensino baseada em Problemas (PBL). O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNISUL, recebendo parecer favorável sob o CAAE nº 51301821.9.0000.5369.

A população do estudo correspondeu ao censo dos 216 alunos matriculados nesse ano letivo. Estabeleceram-se critérios de exclusão para participantes com menos de 18 anos, aqueles que interromperam o curso, desistentes ou que já estivessem envolvidos no projeto de pesquisa (n?=?3). A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, sendo finalizada antes do retorno integral das aulas presenciais para evitar interferências no ambiente avaliativo.

Os dados foram obtidos por meio de um questionário semiestruturado, autoaplicado e veiculado em ambiente virtual por meio da plataforma Google?Forms®. O instrumento, composto por 29 perguntas (incluindo questões objetivas e abertas), abordou quatro domínios principais: hábitos de vida e estado de saúde; organização dos estudos e aspirações acadêmicas; impacto da pandemia de COVID-19 na rotina dos alunos; e expectativas em relação à metodologia PBL. Os itens do questionário foram selecionados com base em revisão de literatura e nos objetivos do estudo, e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi apresentado no início, sendo de preenchimento obrigatório para prosseguimento. O questionário completo está disponível como material suplementar.

Para a análise de dados utilizou-se o software Jamovi versão 2.2.5 (2021). As variáveis quantitativas foram descritas por meio de medidas de tendência central e dispersão dos dados, sendo média ± desvio-padrão ou mediana e distância interquartil, conforme a normalidade dos dados, indicado pelo teste de Shapiro-Wilk. As variáveis qualitativas foram descritas como frequência absoluta (n) e relativa (%).

 

RESULTADOS

Dos 216 estudantes convidados, 87 responderam (taxa de resposta de 40%). Desses, 77% eram mulheres, com idade média de 24?±?8 anos (Tabela 1).

 

 

Quanto ao peso, 26,4% apresentaram excesso de peso (IMC ≥?25), sendo que 57,5% perceberam aumento de peso, e 70,1% relataram desregulação alimentar, incluindo maior ingestão de doces (21,5%), alimentos ultraprocessados (17,1%) e aumento do apetite geral (21%).

Uma parte (44,8%) relatou infecção prévia por COVID-19. Entre esses, 64,7% afirmaram seguir integralmente as medidas de prevenção (máscara, higienização, álcool 70%, distanciamento), enquanto 35,5% relataram adesão parcial.

Mais da metade (51,7%) ingressou pelo ENEM em 2019, 12,6% em 2018 e 8% em 2009. Quanto à formação prévia, 21,8% já eram graduados, sendo os cursos mais citados farmácia (26,3%), direito e enfermagem (ambos 15,8%). Entre os graduados, 47,4% concluíram há mais de 10 anos. Metade dos estudantes que trabalhavam relataram que precisariam abandonar o emprego com o retorno total às aulas, embora 62,7% ainda estivessem empregados na época da pesquisa. O principal suporte financeiro veio dos pais, seguido por bolsas, renda própria e apoio de parceiros.

Durante esse período, 75% perceberam alterações nos hábitos de vida saudável. O consumo de álcool foi relatado por 87,4%, com 16,1% indicando aumento nesse consumo. Quanto aos hobbies (atividades físicas, meditação, música/dança), 71,4% reduziram ou interromperam suas práticas: 62,5% reduziram e 8,9% pararam completamente.

A maioria dos estudantes se adaptou parcialmente ao método PBL (66,7%), sendo que apenas 19,5% se adaptaram totalmente. Sobre comparações entre PBL e ensino tradicional, 33,3% consideraram o PBL superior, 27,6% o avaliaram como inferior, e 34,5% não opinaram. A principal motivação para cursar Medicina foi "ser útil às pessoas" (32,4%). Quanto à escolha de especialidade, 67,8% ainda não tinham definido, enquanto os demais optaram principalmente por pediatria (14,3%), neurologia (10,7%) e ginecologia/obstetrícia (10,7%). A Tabela 2 traz detalhes sobre horas de estudo, formatos de aula e escolhas de especialidade.

 

 

DISCUSSÃO

Este estudo buscou traçar um perfil abrangente dos ingressantes em Medicina em 2021, considerando aspectos demográficos, socioeconômicos, hábitos de vida, impactos da pandemia e adaptação ao método PBL. Os achados revelam transformações relevantes em diversos domínios, oferecendo insights valiosos para a compreensão da realidade do estudante de Medicina no cenário pós-pandemia.

Observou-se um aumento no consumo de álcool, corroborado por dados da OPAS que identificou padrão de "beber pesado episódico" com maior frequência entre jovens de renda mais alta durante a pandemia. Além disso, 37,5% dos estudantes relataram ter iniciado ou aumentado o tabagismo, alinhado a evidências que associam o tabaco ao desenvolvimento de formas graves de COVID-19 e hospitalização - estudos britânicos mostram risco até 80% maior. Essas mudanças sugerem que o contexto pandêmico pode ter acentuado comportamentos de risco, demandando intervenções integradas na saúde do estudante11. Tabagismo e COVID-19 também são duas pandemias que se associam. O tabagismo é um fator de risco para a progressão do COVID-19 em pacientes hospitalizados, com fumantes tendo o dobro de risco de progressão para formas mais graves comparados aos que nunca fumaram12.

A predominância feminina (77%) e idade média mais elevada (24 anos) refletem uma mudança no perfil dos ingressantes, em consonância com estudos anteriores sobre feminização e aumento da maturidade na entrada do curso. Entretanto, a alta taxa de estudantes trabalhadores (49%), muitos dos quais consideram abandonar o emprego com o retorno presencial, difere marcadamente de investigações pré-pandemia, que registravam apenas cerca de 5% de inserção laboral. Esse dado indica potencial impacto financeiro e transição de vida mais complexa para os estudantes atuais13-15.

A redução em hobbies e aumento de peso revelam que a pandemia prejudicou os mecanismos de equilíbrio entre vida pessoal e acadêmica, o que pode ressaltar a necessidade de estratégias institucionais para promoção da saúde integral dos alunos. A percepção de alterações psicológicas em 78% do grupo, com somente 29% buscando ajuda especializada, reforça a urgência de serviços de apoio psicológico acessíveis e proativos no ambiente universitário. As alterações emocionais têm grande potencial para persistir na residência médica, um período já caracterizado por desgaste intenso e grande exaustão com possível desenvolvimento de burnout. Esse cenário compromete não só o bem-estar dos futuros médicos, mas também o aprendizado técnico e a segurança no atendimento²².

A adaptação parcial ao PBL, relatada por 66,7%, e a grande proporção de indecisos na comparação com o método tradicional (34,5%) indicam insegurança inicial ante a metodologia. Isso pode estar relacionado ao fato de muitos ainda não terem parâmetros comparativos claros, o que é comum em implementações recentes de metodologias ativas. Evidências indicando que o PBL exige maior autonomia e recursos extraclasse sustentam a compreensão de que suporte institucional, capacitação de docentes e tutores podem acelerar a adaptação17,18.

Embora os achados sejam relevantes, a baixa taxa de resposta (40%) e possível viés amostral, especialmente em um dos campi, restringem a representatividade do estudo. Além disso, a coleta de dados foi interrompida com o retorno híbrido, o que impediu ganho adicional de adesões e análises comparativas entre etapas remota e presencial.

Os resultados apontam para a necessidade de ações institucionais voltadas ao bem-estar do estudante, incluindo programas de promoção da saúde, suporte psicológico estruturado e capacitação para o uso efetivo do PBL. Estratégias como tutoria acadêmica, oficinas de autocuidado e ações de integração entre estudantes e corpo docente podem favorecer a adaptação pedagógica e emocional.

A pandemia também trouxe à tona as limitações do Ensino remoto, que pode apresentar-se de distintas formas, como aulas on-line, por correspondência, por televisão ou videoconferências. Tal condição estimula, na formação, reflexões sobre metodologias que melhor articulem os conteúdos ensinados - neste momento remotamente - com a teoria. Assim, quando consideramos um momento de crise, como a suspensão provisória das aulas presenciais, torna-se essencial refletir sobre metodologias que predispõem resultados de aprendizagem mais eficientes. Ao que parecem, as metodologias ativas, em particular a PBL, podem colaborar na formação do médico e de outros profissionais de saúde19-21.

 

CONCLUSÕES

O estudo revelou que a pandemia afetou significativamente os hábitos de vida, saúde mental, adaptação acadêmica e situação socioeconômica dos estudantes, com mudanças como aumento do consumo de álcool, alimentação desregulada e sinais de sofrimento psíquico. A predominância de mulheres, maior idade média e experiência prévia refletem um novo perfil de ingressantes, mais maduros, mas também mais vulneráveis a pressões sociais e financeiras. A alta taxa de estudantes trabalhadores e a dependência econômica dos pais indicam a necessidade de atenção institucional.

A adaptação parcial ao método PBL sugere que sua implementação remota exigiu mais autonomia e organização, sem o suporte adequado. Isso destaca a importância de melhorar a estrutura do ensino, capacitar docentes e integrar o PBL de forma eficaz. Em síntese, a pandemia evidenciou fragilidades no percurso formativo dos futuros médicos, tornando essencial a adoção de políticas de acolhimento, apoio psicológico e adaptação pedagógica nas instituições.

O estudo aponta para a necessidade de programas estruturados de acolhimento, como mentorias, apoio psicológico contínuo e integração híbrida do PBL, além de reforçar a importância de abordar a dimensão emocional e humana da Medicina. Futuros estudos devem avaliar o impacto do ensino remoto e do PBL, com foco na evolução pedagógica e científica, considerando também as relações entre escola e estudante para fortalecer habilidades técnicas, comunicativas e emocionais.

Por fim, acompanhar o tripé arte, ciência e humanidade - pilares da Medicina - requer estudos adicionais sobre o impacto do ensino remoto e do PBL, bem como planos interdisciplinares que fortaleçam habilidades técnicas, comunicativas e emocionais.

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES

As contribuições dos autores estão estruturadas de acordo com a taxonomia (CRediT) descrita abaixo:

Conceptualização, Investigação, Metodologia, Visualização & Escrita - análise e edição: HM Heidemann; MS de Oliveira; M Oenning. Administração do Projeto, Supervisão & Escrita - rascunho original: BPM Iser.

 

COPYRIGHT

Copyright© 2021 Heidemann et al. Este é um artigo em acesso aberto distribuído nos termos da Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Licença Internacional que permite o uso irrestrito, a distribuição e reprodução em qualquer meio desde que o artigo original seja devidamente citado.

 

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