RMMG - Revista Médica de Minas Gerais

Volume: 31 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.v31supl.5.11

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Artigo Original

Perfil de risco de doença pulmonar obstrutiva crônica em pacientes cardíacos com dor torácica atendidos em um hospital de referência em cardiologia da região do Campo das Vertentes

Profile of chronic obstructive pulmonary disease risk in heart patients with thoracic pain attended in a reference hospital in cardiology in the region of Campo das Vertentes

Caroline Ferreira Matos; Clara Duarte Costa Pinto; Laura Hermeto Gribel; Mariana Campos Martins; Rafael Renato Malaquias Santos Ferreira; Rodrigo Russo

Faculdade de Medicina de Barbacena FAME/FUNJOBE

Endereço para correspondência

Rodrigo Russo
e-mail: rodrigo_russo@yahoo.com.br

Resumo

Introdução: A DPOC é um estado patológico caracterizado por uma limitação do débito aéreo que não é totalmente reversível, sendo a quarta principal causa de morte no mundo. Há uma interação entre DPOC e doenças cardiovasculares devido a mecanismos fisio pato lógicos e fatores de risco em comum. Objetivo: Traçar o perfil de risco de DPOC em pacientes cardíacos com dor torácica atendidos em um hospital de referência em cardiologia da região do Campo das Vertentes. Métodos: Estudo observacional de corte transversal que foi desenvolvido na cidade de Barbacena, Minas Gerais no período entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020 por meio da aplicação de questionários em pacientes com queixa de dor torácica. Resultados: O presente estudo avaliou 61 pacientes com dor torácica evidenciando um perfil constituído principalmente por homens, com idade média de 63,7± DP 13,16 anos, ex-tabagistas (média de 35,2 anos em contato com cigarro) e em contato com fogão a lenha por longo período. Os sintomas prevalentes nos pacientes do estudo foram dispneia progressiva aos esforços com piora no último ano, tosse seca por pelo menos três meses consecutivos e dor torácica típica. Conclusão: O estudo demonstrou que o contato com o fogão a lenha foi prevalente entre os pacientes, porém é uma informação pouco valorizada na prática clínica. Esse fato associado ao alto índice de sintomas respiratórios apresentados pelos participantes da pesquisa são grandes indicativos de um subdiagnóstico de DPOC.

Palavras-chave: DPO. Cardiopatias. Pneumopatias. Dor no peito. Perfil de saúde.

 

1. INTRODUÇÃO

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um estado patológico caracterizado por uma limitação do débito aéreo que não é totalmente reversível. A limitação ventilató-ria é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anômala dos pulmões a inalação de partículas ou gases nocivos1. Atinge principalmente pessoas acima dos 40 anos, tabagistas, ex-tabagistas, trabalhadores de carvoarias e olarias e indivíduos em contato frequente com queima de biomassa2.

A DPOC é a quarta principal causa de morte no mundo, e estima-se que em 2020 seja a terceira principal. No Brasil, de 1996 a 2013 foram registrados pelo DATA-SUS mais de 600 mil mortes por DPOC2. De acordo com o estudo PLATINO em 2014, 70% dos novos casos de DPOC na cidade de São Paulo foram subdiagnosticados3. Além disso, pesquisas recentes revelam uma íntima relação entre a DPOC e as doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes mellitus tipo 2, câncer de pulmão, comprometimento cognitivo, doenças tireoidianas e doenças renais crônicas4,5.

As doenças cardiovasculares, segundo a OMS, são as principais causas de morte no mundo atualmente, e são as enfermidades mais relacionadas a DPOC6,7. O risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares é 4,5 vezes maior em pacientes com DPOC, e entre 20 e 32% dos pacientes cardíacos apresentam DPOC8. O vasto processo inflama-tório desencadeado por ela, promove o aumento da rigidez vascular e liberação de fatores de coagulação, o que contribui diretamente para o desenvolvimento de doenças cardiovas-culares. Estudos recentes comprovam essa associação a partir da dosagem de alguns marcadores em pacientes cardíacos como a troponina, a proteína c reativa e o N-terminal pro-brain natriuretic peptide (NT-proBNP). Esses marcadores são capazes de direcionar a localização e a extensão do dano desencadeado pelo processo inflamatório9-11. Com o envelhecimento da população brasileira associado, principalmente, aos altos índices de tabagismo, as doenças pulmonares crônicas e cardíacas passaram a representar expressiva demanda aos serviços de saúde pública12.

As cardiopatias incluem doenças congênitas, arritmias, isquemias e insuficiências, sendo as duas últimas as mais relevantes para o estudo associativo à DPOC. As doenças car-diovasculares representam 29% dos óbitos no Brasil, sendo a principal causa de morte no país. Estima-se que 7% desse dado estatístico tenha como causa exclusiva o infarto agudo do miocárdio (IAM) segundo data-SUS de 201013, sendo o IAM o responsável por 30% dos casos de dor torácica relatados em pronto-atendimentos no Brasil14. Além disso, a insuficiência cardíaca tem alta taxa de mortalidade intra-hospita-lar, afetando 12,5% dos pacientes15. As lesões vasculares que acompanham essas afecções estão associadas à aterosclerose. Dentro de sua multicausalidade, os fatores de risco para essa afecção tais como obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial e tabagismo, têm raízes na infância e apresentam efeitos aditivos na vida adulta16.

Dados mais recentes sobre a relação entre a DPOC e doenças cardiovasculares foram inconclusivos devido ao vasto número de diagnósticos de DPOC negligenciados nos pronto atendimentos, que ocorrem pela semelhança entre os fatores de risco e as manifestações clínicas em comum4. Portanto, são necessários estudos para traçar o perfil de risco de pacientes cardiopatas para doenças pulmonares de alta mor-bi-mortalidade como a DPOC, uma vez que a relação entre as duas doenças é reconhecida e estudada pela comunidade científica7, mas não são devidamente abordadas durante o pronto-atendimento da dor torácica de origem cardíaca.

A partir do elevado índice de pacientes cardíacos admitidos no Hospital Ibiapaba CEBAMS (Barbacena/MG) com dor torácica, e a similaridade dos fatores de risco e sintomatologia entre as doenças cardíacas e a DPOC, o presente estudo tem como objetivo traçar o perfil de risco de DPOC em pacientes cardíacos com dor torácica atendidos em um hospital de referência em cardiologia da região do Campo das Vertentes.

 

2. MÉTODOS

2.1 Delineamento do estudo:

Trata-se de um estudo observacional de corte transversal que foi desenvolvido no Hospital Ibiapaba/CEBAMS localizado na cidade de Barbacena, Minas Gerais no período entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020.

2.2 População

Foram avaliados todos os pacientes com queixa de dor torácica que deram entrada no Pronto Atendimento do Hospital Ibiapaba CEBAMS e que concordaram em participar do estudo através da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (anexo), sendo estes identificados por um adesivo vermelho no prontuário, indicativo do protocolo de dor torácica.

2.3 Procedimentos:

2.3.1 Métodos de coleta e armazenamento de dados

Durante o período de coleta de dados foi estabelecida uma escala de plantões diários de 2 horas para a aplicação dos questionários e coleta de dados sociodemográficos (apêndice). A plataforma SurveyMonkey foi utilizada para aplicação dos questionários de modo a otimizar e padronizar o com-pilamento dos dados. Cada acadêmico ficou responsável por um plantão em dias fixos, visando abranger todos os dias da semana. Os pacientes que concordaram em participar do estudo responderam aos questionários e disponibilizaram a avaliação do eletrocardiograma (ECG) previamente lauda-do pelos médicos plantonistas, realizado na admissão, pela equipe de pesquisa. A análise do ECG foi fundamental para excluir diagnósticos de dor torácica não cardíaca.

2.3.2 Questionários

Os pacientes responderam a um questionário específico pneumológico baseado no COPD Assessment Test (CAT)17 e no Modified Medical Research Council (mMRC) com o objetivo de avaliar fatores de risco e sintomatologia da DPOC18. Tanto o CAT quanto o mMRC são questionários amplamente usados na área médica e preconizados pelo Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD, 2019), sendo esse último utilizado globalmente como consenso de DPOC. Os questionários contêm informações a respeito de sintomas respiratórios, história medicamentosa, história tabagística, comorbidades, história ambiental/ocupacional e espirometria prévia ao estudo entre outros.

Todas as questões foram previamente discutidas pelos integrantes da equipe para minimizar possíveis erros de interpretação e aplicação.

Todos os pacientes foram, após a aplicação dos questionários, aconselhados a consultar um médico pneumologista para acompanhamento, e, se possível, realizar o exame pa-drão-ouro para diagnóstico da DPOC (espirometria).

2.4 Aspectos Éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada (FUNJOB) sob o número de parecer: 3. 127. 399; CAAE 03731918.8.0000.8307 (anexo).

2.5 Análise Estatística

Os fatores de risco para DPOC estão representados na tabela 2. O fator de risco mais importante encontrado a respeito da DPOC foi o uso de fogão a lenha pelos pacientes, sendo que 85,24% dos entrevistados relataram seu uso. Além disso, uma quantidade razoável (42,62%) dos pacientes alegou uso de lampião ou lamparina em suas residências. Metade da população estudada se declarou ex-fumante (50,81%), sendo que apenas 6,57% nunca foram tabagistas. A média de anos fumados pelos pacientes foi de 35,2 ± DP 18,6 anos. Constatou-se também que 55,74% dos indivíduos trabalham ou trabalharam com poeira ocupacional, sendo que a maioria afirmou que em seu local de trabalho estavam expostos a algum tipo de fumaça.

 

 

 

 

Os resultados dos questionários foram convertidos para planilha digital usando a plataforma SurveyMonkey e processados em software estatístico STATA v. 9.2; foram produzidas tabelas com frequências absolutas e relativas, sendo calculadas medidas de tendência central, posição e dispersão nas variáveis quantitativas. A existência de relação entre as variáveis estudadas será medida por teste de Quiquadrado ou Exato de Fischer conforme indicação. Foram consideradas significativas as diferenças que apresentarem p<0,05.

 

3. RESULTADOS

O presente estudo avaliou 61 pacientes com dor torácica com idade média de 63,7± DP 13,16 anos, sendo a maioria 47 (77,05%) homens.

Na tabela 1 estão representados os dados sociodemográ-ficos da população estudada, obtidos por meio dos questionários adaptados, e foi observado que a maioria dos pacientes atendidos com dor torácica eram indivíduos leucodermos, com idade entre 61 e 70 anos e que não completaram o ensino fundamental.

Os sintomas respiratórios relacionados à DPOC relatados pelos pacientes estão apresentados na tabela 3. A maioria dos indivíduos apresentavam falta de ar aos grandes esforços, com menos de 2 anos de duração e que piorou com o início da doença cardíaca. Outro sintoma avaliado foi a tosse, sendo que 58,33% relataram apresentar o problema. Quanto ao tipo da tosse, 34,42% afirmaram ser do tipo seca.

 

 

Por fim, foram pesquisados também comorbidades que configuram fator de risco para eventos cardíacos, as quais geram dor torácica não cardíaca e sintomas não associados à DPOC, mas que merecem atenção no atendimento ao paciente cardíaco. Como mostra a tabela 4, 88,54% dos pacientes apresentaram dor torácica típica, e 62,21% possuíam hipertensão arterial sistêmica, o qual configura um fator de risco importante para doenças cardiológicas. A maioria dos indivíduos pesquisados não possuía qualquer outro tipo de cardiopatia prévia ao estudo.

 

 

4. DISCUSSÃO

Dentre os principais resultados observados, constatou-se uma prevalência de entrevistados do sexo masculino com idade entre 60 e 71 anos, sendo estes dados esperados devido aos hábitos socioculturais da população avaliada. A maioria dos pacientes participantes da pesquisa residia em zona rural e teve contato prolongado com queima de biomassa, além do tabagismo precoce. Esses hábitos foram comuns há 50 anos atrás, principalmente na população masculina, que estava mais relacionada às atividades do campo e ao fumo.

Foram feitas comparações estatísticas relacionadas aos aspectos sociodemográficos, sintomas e fatores de risco da população. Foram comparadas as variáveis sexo, idade e cor da pele com os sintomas de falta de ar e tosse, além de comparar com tabagismo e uso de fogão a lenha.

Nas análises observou-se relação estatisticamente significativa na comparação entre idade e uso de fogão a lenha (tabela 5), sendo que os indivíduos mais idosos apresentaram essa correlação mais fortemente.

Os resultados apresentados evidenciaram que o principal fator de risco para DPOC no Campo das Vertentes foi a exposição a queima de biomassa, em especial o fogão a lenha. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou em 40,9% a proporção de moradores rurais que utilizavam fogão a lenha, sendo essa prática associada a hábitos socioculturais tradicionais19. A tabela 5 corrobora com esses dados visto que demonstrou uma associação entre pessoas mais idosas e o uso do fogão a lenha. Já o tabagismo é considerado como o principal fator predisponente do DPOC, superando outros fatores de risco de acordo com a literatura3. Entretanto, o estudo em questão não evidenciou essa forte relação devido aos hábitos de vida adotados pela população avaliada, na qual 72% dos entrevistados foram aconselhados a parar de fumar e destes, 50% cessaram o tabagismo. Contudo, é válido ressaltar que a média de anos em contato com o cigarro foi de 35,2 anos, sendo esse um tempo significativo para desencadear a DPOC. A patogênese da DPOC está, portanto, fortemente ligada aos efeitos da fumaça do cigarro e do fogão a lenha nos pulmões. Dessa forma, existe uma relação geral entre a extensão da história do tabagismo e da exposição a queima de biomassa com a gravidade da limitação do fluxo aéreo, no entanto, há uma enorme variação individual20.

Em relação aos sintomas prevalentes nos pacientes do estudo destacam-se a dispneia

progressiva aos esforços com piora no último ano e a tosse seca por pelo menos três meses

consecutivos, sendo estes os principais sintomas da DPOC2. Evidenciou-se a presença de dor torácica típica em 88,5% dos pacientes avaliados, em sua maioria sem outras cardiopatias e sem outras comorbidades base relevantes, excetuando a hipertensão arterial sistêmica que estava presente em 67,21% dos pacientes. Com isso, observamos a possível concomitância da doença cardíaca e DPOC nos pacientes avaliados.

A DPOC é caracterizada por um estado inflamatório crônico, progressivo e irreversível. Desse modo, a exposição prolongada aos fatores de risco somada a ausência de diagnóstico e tratamento adequados leva ao desbalanço das trocas gasosas e consequentemente desequilíbrio ácido-básico. Esse desequilíbrio constante, teoricamente, desencadearia uma cascata de eventos químicos resultando na liberação de ci-tocinas inflamatórias na corrente sanguínea, transformando o estado inflamatório inicialmente local em sistêmico. Por ser responsável pela distribuição sanguínea corporal e por sua proximidade anatômica com os pulmões, o coração seria significativamente afetado pela ação das citocinas inflamató-rias8. Essa ação geraria um dano endotelial que aceleraria a progressão da aterosclerose coronariana e levaria à ocorrência de eventos isquêmicos20. Sendo assim, é possível que o paciente que dê entrada no pronto-atendimento com queixa de dor torácica típica tenha como causa base não apenas uma cardiopatia, mas também um DPOC subdiagnosticado.

Ambas condições frequentemente coexistem na prática clínica e compartilham alguns fatores de risco, como tabagismo, idade e inflamação sistêmica8. Por isso, é de suma importância o rastreio precoce da DPOC por meio da es-pirometria evitando o subdiagnóstico e consequentemente eventos cardíacos adversos. Diante disso, foi indicado aos pacientes que realizassem a espirometria para avaliação da função pulmonar, porém foi observado uma baixa aceitação e pouco conhecimento sobre o exame. O presente estudo também apresentou outras limitações, dentre elas, a dificuldade em quantificar a exposição a fumaças e diagnosticar outras doenças pulmonares pré-existentes. Além disso, houve uma baixa adesão ao estudo por parte dos pacientes devido ao momento de dor e fragilidade em que se encontravam.

 

5. CONCLUSÃO

O estudo demonstrou que o contato com o fogão a lenha foi prevalente entre os pacientes, porém é uma informação pouco valorizada na prática clínica. Esse fato associado ao alto índice de sintomas respiratórios apresentados pelos participantes da pesquisa são grandes indicativos de subdiagnós-tico de DPOC. Sendo assim, o entendimento da associação entre DPOC e seus fatores de risco e de doenças cardiovas-culares tem implicações importantes para o gerenciamento da doença e a diminuição dos subdiagnósticos, sendo fundamental no prognóstico e na promoção da saúde do paciente.

 

6. CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram que não existe conflito de interesse no presente estudo.

 

8. REFERÊNCIAS

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